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Resposta
Sexual Feminina
Por Luciana Parisotto
O Que Ocorre no Corpo?
As Fases do Ciclo da Resposta Sexual
Na década de 60, dois pesquisadores americanos,
Masters e Johnson, montaram um laboratório onde se
podia pesquisar cientificamente as modificações
corporais durante o ato sexual humano. Contavam
com o apoio de muitas pessoas voluntárias que se
dispunham a ter atividade sexual no laboratório
monitorada por aparelhos criados para detectar,
por exemplo, as alterações de cor e de calor da
vagina durante a auto-estimulação.
Esses pesquisadores chegaram a um padrão de
resposta sexual para homens e mulheres, ao qual
deram o nome de Ciclo da Resposta Sexual Humana.
Inicialmente, esse Ciclo era composto por quatro
fases diferentes: Excitação, Platô, Orgasmo e
Resolução. Mais tarde, uma psiquiatra chamada
Helen Singer Kaplan complementou esse Ciclo com
uma primeira fase, antes não mencionada por
Masters e Johnson - o Desejo Sexual. Hoje em dia,
o Ciclo da Resposta Sexual Humana se compõe de
três fases: Desejo, Excitação e Orgasmo.
DESEJO
Essa é a Primeira Fase Sexual, onde os instintos
são estimulados e os apetites crescem. O desejo,
ou a sensualidade, é uma experiência subjetiva que
incita a pessoa a buscar atividade sexual. Em
termos cerebrais, há mensagens neurofisiológicas
que motivam a busca por sexo. Esses sinais
neurológicos ainda não foram bem explicados, mas
já se fala em uma espécie de Centro de Desejo
Sexual no Cérebro, que seria constituído
principalmente por uma pequena região cerebral
denominada Claustro. Nas mulheres, o olfato e
principalmente o tato, são bastante responsáveis
pelo aumento do desejo sexual.
EXCITAÇÃO
A Segunda Fase do Ciclo Sexual ocorre quando o
corpo passa a responder fisiologicamente frente
aos estímulos que dispararam o desejo sexual. Ou
seja, a excitação é a resposta do corpo ao desejo.
Na mulher, a excitação é demarcada pela produção
de uma secreção responsável pela lubrificação
vaginal. Duas alterações fisiológicas são as
principais protagonistas nessa fase. A congestão
vascular, que é o aumento da quantidade de sangue
superficial e/ou profunda acumulada em alguns
órgãos do aparelho genital e extragenital
feminino, e a miotonia, que é a crescente e
involuntária contração de fibras musculares.
Mas a resposta sexual feminina não aparece apenas
nos genitais. Ela é um continuum de todo o corpo
frente a estímulos. Aparece nos seios (mamas), com
um pequeno aumento de seu tamanho e com a ereção
dos mamilos. Há também o rubor sexual, quando a
pele fica mais avermelhada, e tanto a pressão
sangüínea quanto a freqüência cardíaca e
respiratória tendem a aumentar. Ocorrem contrações
musculares nos órgãos próximos aos genitais, como
o reto (região anal), a uretra e a bexiga.
O aparelho genital feminino propriamente dito é
constituído por órgãos externos e internos, sendo
eles: o clitóris, os grandes e pequenos lábios, a
vagina e o útero. Todos esses órgãos vão sofrer as
mesmas alterações fisiológicas de vasocongestão e
miotonia. Tanto o clitóris, quanto os pequenos e
grandes lábios aumentam de tamanho, ficando
edemaciados e avermelhados. Os grandes lábios se
retraem deixando a entrada da vagina livre. O
clitóris fica protegido sob um prepúcio (pele) e a
vagina passa a produzir uma secreção parecida com
a saliva por um fenômeno semelhante a transudação
(uma espécie de suor da parede vaginal; muitos,
erroneamente, acreditam ser a ejaculação
feminina). Há sensação de contração muscular
irregular desses órgãos internos.
ORGASMO
Esta é a última Fase do Ciclo da Resposta Sexual.
O orgasmo, o êxtase, o gozo ou ápice de prazer
ocorre quando há liberação de toda a tensão sexual
acumulada. À profunda vasocongestão do clitóris,
pequenos e grandes lábios e do terço inferior da
vagina denominamos Plataforma Orgásmica. Pode
ocorrer uma contração muscular prolongada e
espástica de 4 a 5 segundos nesta região antes de
ocorrer a descarga orgásmica. O orgasmo acontece:
há uma explosão de contrações rítmicas e
involuntárias na Plataforma Orgásmica a uma
freqüência de aproximadamente 12 vezes, a cada 0,8
segundos. O interessante é que a mulher, logo em
seguida, pode ser novamente estimulada e ter mais
que um orgasmo. Essa capacidade multiorgásmica da
mulher não é encontrada nos homens, que precisam
de um tempo após a ejaculação para iniciar outro
ciclo de resposta sexual (tempo denominado Período
Refratário).
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