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Mitos
e Tabus Sexuais
Por Luciana Parisotto
Masturbação é doença e um pecado?
A masturbação é um comportamento absolutamente
normal e pode estar presente em qualquer idade. As
fantasias vinculadas a ela e o ato em si são
fontes de culpa universais. É muito importante que
os pais possam permitir esse comportamento em seus
filhos, oferecendo a privacidade necessária a
eles, evitando que suas próprias vergonhas e
repressões afetem o início da vida sexual de suas
crianças.
Evite propagação de mitos como os que dizem que
quem se masturba fica louco, epiléptico,
esquizofrênico e com um anormal crescimento de
pêlos nas mãos.
É necessário enfatizar que a masturbação é um
ensaio essencial para a realização sexual de um
adulto.
Deve-se sempre respeitar a crença religiosa das
pessoas, mas também saber que a masturbação já foi
considerada pecado religioso no que tange ao
desperdício de sêmen (esperma). Na religião, o ato
sexual deveria sempre visar a reprodução, a
geração de mais filhos.
O Sexo é sujo?
Não há sujeira alguma nas secreções vaginais.
Normalmente, o muco presente na vagina é
responsável pela lubrificação para a atividade
sexual não ser dolorosa (devido ao atrito do
pênis) e pela manutenção da flora vaginal
saudável. Ele é produzido de forma similar à
saliva da boca. Somente em condições de infecções
(vulvovaginites) podemos observar mal cheiro,
sintomas de ardência e coceira na região. Para o
sêmen a situação é a mesma. Este é composto por
secreções que ajudam a lubrificação e o
deslocamento dos espermatozóides. Em condições
normais, não há infecções ( germens) .
Pelo fato de o sistema urológico (sistema para
eliminar a urina) estar próximo anatomicamente ao
sistema genital, há uma certa confusão. Na mulher,
existe um orifício por onde sai a urina que se
chama orifício uretral. A urina não sai pela
vagina. São dois orifícios diferentes. No homem,
tanto a urina quanto o esperma saem pelo mesmo
orifício uretral localizado na cabeça do pênis. A
urina, em boas condições de saúde, não apresenta
infecções e mau cheiro.
Sexo é desgastante?
Algumas pessoas acreditam que quanto mais se faz
sexo, menos sexo vai sobrar para as relações
futuras. Mas o sexo não gasta não! O que ocorre é
que há uma variação na freqüência sexual de acordo
com a idade da pessoa. O hormônio responsável pelo
desejo sexual é a testosterona. Essa substância
diminui um pouco em sua produção com o passar dos
anos, além de o próprio corpo ficar mais fatigado
com a idade. Então não deve existir preocupação
com o numero de ejaculações ou orgasmos na
juventude. Isso não vai privá-lo de sexo após os
40, com certeza.
O homem sempre deve estar apto e pronto para o
sexo?
Existe uma cobrança e uma exigência social que
impõe ao homem uma postura de urgência ao sexo.
Ele sempre deve "estar a fim" (no sentido de
obrigação mesmo). Não será uma carga muito grande
sobre os ombros dele? A verdade é que isso também
é um mito. O homem nem sempre está disponível para
o sexo. Existe uma tendência conforme a idade e as
características individuais de cada um.
Normalmente o jovem tem maior disposição ao sexo.
Tem mais apoio social para procurar alívio sexual
que a jovem mulher. Na puberdade, apresenta maior
freqüência de atividade sexual e de masturbação
quando comparado á mulher de mesma idade. Tem o
período refratário curto (vide Ciclo da Resposta
Sexual Humana) e ansiedade constante em ejacular.
No homem mais velho, o período refratário aumenta,
tal como a saciedade (satisfação sexual plena após
atividade sexual). Cedo pela manhã, devido a um
específico estágio do sono, há maior tendência de
se ter ereções (as chamadas "ereções do mijo").
Mas ao longo do dia, a vontade de sexo pode variar
e até pode ser absolutamente normal um homem não
apresentar desejo sexual algum. Só surge problema
quando ele "encuca".
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