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Impotência
Luciana Parisotto
Mito Masculino ? Temor de Desempenho
Vivemos ainda em uma sociedade muito machista,
infelizmente para todos nós. Para os homens, em
especial, existe uma pressão desenfreada para a
atividade sexual predatória. O que caiu na rede é
peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que
os homens estão sempre aptos ao sexo, independente
de qualquer outro fator. Devem sempre estar com
desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.
Essa situação é um peso muito grande para os ombros
de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao
qual nunca lhe faltou potência? Qual a mulher cujo
parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?
É necessário desmistificar essa situação. A
Impotência (Disfunção Erétil) só se torna um
problema ou uma doença quando ela predomina na vida
sexual de um homem. Ou seja, quando há uma
incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de
manter uma ereção até a conclusão da atividade
sexual. Alguns se queixam de falta completa de
rigidez para conseguir uma penetração. Outros
conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de
introduzi-lo perdem a potência.
A eventual ocorrência de perda de ereção não é
considerada Impotência.
O Que Causa a Perda da Ereção?
As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que
90% da Impotência tem causa emocional.
· estresse do dia-a-dia,
· a discórdia conjugal,
· a falta de atração pela parceira,
· a ansiedade ou depressão,
· temor de não desempenhar o sexo adequadamente,
· conflitos emocionais antigos
· culpa e repressões sexuais
são algumas das causas psíquicas comuns.
Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção
erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica,
principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.
· A deficiência de alguns hormônios masculinos como
a testosterona,
· excesso de prolactina,
· a presença de algumas doenças como o diabete
melito,
· uso de medicações que combatem a hipertensão,
· os problemas cardíacos ou psiquiátricos e
· a anormalidade vascular peniana
são fatores orgânicos importantes a serem levados em
consideração na avaliação dessa disfunção sexual.
E Tem Cura?
Podemos pensar que há uma soma desses fatores
orgânicos e emocionais na determinação da
impotência. Para o tratamento, então, devemos
combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção
de maior sucesso.
Após alguns exames de rotina, detectamos a presença
ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se
há falta de testosterona, podemos repor através de
uso de medicação. Se há problema vascular ou
neurológico, podemos até indicar cirurgia ou
colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais
invasivos são de última escolha no tratamento da
impotência, só utilizados quando quaisquer outros
métodos já falharam completamente.
Quando não há muitos achados positivos nos exames,
podemos empregar um tipo de tratamento psicológico,
denominado psicoterapia cognitivo-comportamental,
que é baseado em tarefas sexuais progressivas e
orientação.
O uso concomitante de algumas medicações que
provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico
em muitos casos. Mas nunca devem ser utilizados sem
acompanhamento médico especializado.
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