O assunto "Sexo na gravidez" é pouco discutido.
Principalmente, nas consultas de pré-natal e entre o
casal.
As transformações corporais durante a gravidez
influenciam na imagem de si própria, que geram
sentimentos diferentes tanto na mulher como no
homem, causando assim aumento ou diminuição do
desejo sexual.
Há homens que acham as grávidas mais atraentes e
sensuais, enquanto outros associam a gravidez a
pureza da maternidade portanto intocáveis. Têm
mulheres que se sentem feias, pouco atraentes,
envergonhadas por ser a gravidez resultante de
atividade sexual para sociedade e família. Enquanto
a não-preocupação com métodos anticoncepcionais,
sentimentos de feminilidade e maturidade liberariam
o desejo sexual.
Além das transformações corporais, os sintomas
gravídicos como naúseas, vômitos, salivação
excessiva, aumento da secreção vaginal diminuem o
desejo sexual do casal. E, no final da gravidez, o
aumento abdominal impede posições mais tradicionais.
A gravidez é um período de intensas mudanças na vida
do casal, sendo importante o conhecimento das
variações do desejo de cada um para descobrir formas
de prazer e erotismo adequados durante toda a
gestação.
O coito não afeta o bebê, pois o mesmo está
protegido dentro do útero, apesar de que esse é um
dos principais temores do casal, achando que o pênis
irá machucar o bebê.
Aconselhamos que a vida sexual se inicie após 3 ou 4
semanas após o parto devido a cicatrização dos
pontos da episiotomia (incisão feita na vagina
durante o parto normal) ou da cesárea.
Dr. Márcio Alves Vieira Belo é médico
ginecologista/obstetra
Superando a ansiedade, o pânico e a depressão.
Novas maneiras de recuperar a auto-confiança.
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