Respeite os 3 tempos do amor: antes, durante e depois!
por: Rosana BragaO convívio entre duas pessoas
que se amam serve para que ambas possam compartilhar
suas individualidades, acrescentando, enriquecendo e
contribuindo para a evolução do outro. Entretanto,
nunca, jamais, um ou outro poderá perder a sua
individualidade, pois senão, o que deveria ser amor,
tornar-se-á dependência, fuga, equívoco,
desperdício, sofrimento, angústia, ansiedade,
cobranças, etc....
O amor é uma possibilidade de evolução. Contudo,
sabemos que nossas limitações e nossos padrões de
comportamento, geralmente nos enchem de
desconfianças e receios, especialmente quando nos
descobrimos à mercê de um sentimento do qual muito
pouco se poder provar ou explicar.
Diante do verdadeiro oásis que o amor pode
significar, estão muitas pessoas a se perguntarem:
quem será esse alguém muito especial que caminhará
ao meu lado, com quem eu vou compartilhar o meu
caminho, a minha individualidade. Em princípio, tudo
parece poético, encantador, envolvente, uma
possibilidade certa de que, a partir do encontro com
esta pessoa, tudo estará resolvido.
Realmente, muitas descobertas interessantes e muitas
situações empolgantes podem ser vividas quando chega
o amor, quando encontramos a pessoa especial, aquela
que parece ter sido feita e enviada exclusivamente
para nós... Mas até que este encontro aconteça,
devemos saber que o amor é também e, talvez,
principalmente, tudo o que vivemos antes e depois do
grande encontro.
Se fizermos um paralelo com a formação da vida – uma
gestação – fica mais fácil entendermos a importância
de cada etapa da construção do amor. Se pensarmos
que, para estarmos aqui, foi preciso que duas
pessoas se unissem e compartilhassem o que cada uma
tem de essencial para a formação da vida
(espermatozóide e óvulo)... E que, em seguida, essa
sementinha foi submetida a um longo processo de
desenvolvimento, incluindo uma infinidade de
ingredientes nobres – já contidos na própria
estrutura humana – até que pudesse, enfim, tornar-se
perfeito e pronto para nascer... poderemos
compreender a importância do antes, no amor. Aqui, o
que chamamos de antes é tudo aquilo que vivemos
antes de encontrarmos a pessoa ideal, antes de
doarmos a nossa sementinha do amor a um alguém
escolhido.
Eis o segredo: ninguém poderá viver um grande amor
se, dentro de si, não tiver cultivado uma
sementinha, que deverá ser plantada no ser amado.
Aquela metáfora, muito usada pelos mais velhos, que
compara o amor a uma plantinha, faz muito sentido! O
amor é realmente como um ser vivo, uma florzinha
que, para nascer, precisa ser plantada, em forma de
semente (antes) e, depois, ser regada e cuidada para
crescer e desabrochar (durante). Somente assim, com
cuidados e dedicação, ela poderá resistir ao tempo,
aos ventos, ao sol e ao frio e, sobretudo, embelezar
a vida daqueles que se dedicam a ela (depois). Três
tempos do amor, sendo que um depende do outro; um
completa e garante a continuidade e/ou o sucesso do
seguinte.
|