Um grande amor tem de acontecer primeiro dentro de você!
por: Rosana BragaVejo muitas e muitas pessoas
ávidas por viver um grande amor. Pessoas que
desejam, sinceramente, encontrar a sua metade e ter
com ela uma relação profunda, verdadeira, íntima e,
sobretudo, prazerosa. No entanto, o desejo não
basta!
Outro dia, conversando sobre o amor, alguém me disse
que o segredo era ser a gente mesmo. Concordo e
discordo! Discordo porque existem ainda muitas
pessoas que não descobriram quem são e não sabem
disso. Até sentem que não estão felizes, que querem
mudar de vida, mas não se deram conta, ainda, de que
precisam, antes de qualquer coisa, retirar todo o
lixo que está encobrindo sua verdadeira essência.
Ao longo da vida, vamos acumulando uma série de
idéias, conceitos, preconceitos, jeitos e crenças
que, na verdade, não são nossos. Ouvimos de nossos
pais, de nossos professores, amigos, namorados,
entre outros. Não quero dizer que são idéias
erradas, mas que apenas não são, necessariamente, as
mesmas que as nossas. Somos genuinamente pessoas
exclusivas, mas precisamos nos conhecer e nos
observar para descobrir esta exclusividade.
Precisamos buscar nossos próprios conceitos,
pensamentos e valores, sem nos basear em quem quer
que seja, somente em nós mesmos, no âmago de nossa
individualidade.
Ou seja, não posso concordar com o fato de que basta
sermos nós mesmos se tem tanta gente que não se
sabe, que não se conhece, que passa seus dias
copiando outras pessoas. Mas concordo a partir do
momento em que nos comprometemos em desvendar, a
cada dia, um pouco mais de nós mesmos. Pois assim,
poderemos nos comportar usando nossas melhores
ferramentas, nossos dons e, enfim, encantar e atrair
pessoas semelhantes à nós!
Quando não somos nós mesmos, quando nos comportamos
de acordo com a opinião dos outros, estamos
envolvendo e atraindo pessoas que se parecem com os
outros e não com a gente. E assim, ser a gente mesmo
termina significando bater na mesma tecla, obter os
mesmos resultados e continuar insatisfeito, infeliz
e sem a nossa metade.
Portanto, para viver um grande amor, é preciso que
descubramos, em nós mesmos, esse grande amor,
exatamente do jeito que o desejamos. Pense nisso.
Como é o amor que você quer, detalhadamente? Uma
pessoa romântica, carinhosa, gentil, atenciosa,
paciente, companheira, sincera, disponível, enfim,
como é essa pessoa?
Tudo o que acontece em nossas vidas nada mais é do
que o reflexo do que temos dentro da gente. Isso é
fato e basta que observemos atentamente. Talvez você
não consiga enxergar esta verdade imediatamente, mas
se começar uma terapia ou qualquer trabalho que
propicie o autoconhecimento, vai passar a entender
porque determinadas situações vivem acontecendo com
você mesmo que, aparentemente, você não as deseje,
você as evite!
Desta forma, tenha a certeza absoluta de que o nosso
mundo interno é sábio e maravilhoso, mas que só
teremos acesso a essa sabedoria e a todas essas
maravilhas se buscarmos esses tesouros, se entrarmos
em contato com eles. Caso contrário, tudo
permanecerá no fundo de nossa alma, sem nunca ter
sido visto, usado ou mostrado. E, nesta mesma
proporção, jamais conseguiremos fazer refletir um
mundo externo do jeito que gostaríamos.
A partir desses dados, observe se você tem o amor
que deseja dentro de você, ou seja, se você saberia
dar a alguém exatamente tudo o que gostaria de
receber. Seja sincero consigo mesmo, admita seus
medos, suas inseguranças e suas falhas. E se a sua
resposta ainda não for consciente e positiva, trate
de cultivar em você esse amor que tanto deseja e,
quando menos esperar, ele surgirá (em carne e osso)
na sua vida!
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