Amor e Sexo: Até que ponto um sustenta o outro?
por: Rosana BragaTenho notado que muitos casais
reclamam da qualidade de seus relacionamentos
sexuais. No entanto, creio que antes de falarmos de
atração física, disposição para o ato sexual ou
sensualidade, devamos observar qual é o símbolo que
a relação sexual tem num relacionamento que, a
princípio, está baseado no amor!
Obviamente, a convivência entre um casal pede
contato físico, intimidade e, conseqüentemente,
sexo. Mas a questão é: até que ponto um sobrevive
sem o outro? É possível amar sem transar? É possível
transar sem amar? Por quanto tempo? Quanto vale uma
relação onde o sexo insiste em existir sem o amor,
ou vice-versa?
Sinceramente, acredito que a melhor tradução para o
ato sexual entre duas pessoas que vivem juntas e que
compartilham a mesma cama, a mesma mesa, enfim, o
mesmo teto, seja a tradicional expressão fazer amor.
Então, se o que os casais desejam é, sobretudo,
fazer amor, a resposta é óbvia! Ou seja, devemos
fazer amor em todos os sentidos, em todas as suas
possibilidades. Não dá para pensar num amor que
teima em aparecer somente no quarto, somente sem
roupa, quando o que se espera são beijos, carícias,
entrega, confiança, desejo, atração, cheiro, gosto,
toque, sussurros e, de preferência, prazer! Não dá
para fazer amor com uma pessoa durante 30 minutos ou
uma hora se, durante o resto das 23 horas do dia, o
que se consegue ter com ela são discussões,
desconfianças, críticas, grosserias ou, o que ao meu
ver é ainda pior, um silêncio cortante e esmagador,
uma ausência absoluta de afeto. Enfim, não há tesão
que resista à indiferença, à falta de
companheirismo, compreensão e paciência, muita
paciência!!!
Então, o que fazer? Desistir? Começar de novo? Sair
com outra pessoa? Ou investir de verdade nesta
relação e se dar uma nova chance?
Estou certa de que cada um tem a melhor resposta
para si mesmo, mas a minha sugestão é que homens e
mulheres comprometidos decidam, de fato, se
comprometerem. Primeiro consigo mesmos, com seus
conceitos e com o que esperam de suas relações. E
depois, que possam se comprometer com seus
parceiros, propondo uma nova maneira de amar.
Isto é, que os casais compreendam que o ato sexual é
conseqüência de uma série de outros atos; que a
qualidade do sexo está diretamente relacionada com a
qualidade que se tem em todos os outros setores do
relacionamento, tais como respeito, admiração,
confiança, entre outros já citados. Portanto, para
conquistar (ou reconquistar) um relacionamento
sexual satisfatório, prazeroso e intenso, é
necessário (é absolutamente imprescindível) que os
envolvidos invistam, primeiro, nas demais áreas da
relação.
Elogios, convites para passeios a dois, comentários
que elevam a auto-estima e a autoconfiança da pessoa
amada, colaboração mútua, companheirismo, troca de
idéias, diálogo (muito diálogo) e transparência são
alguns dos mais importantes ingredientes para que se
possa obter um relacionamento saudável. Tente ser o
mais verdadeiro possível, expondo os seus medos, as
suas inseguranças, os seus sentimentos mais
profundos. Crie uma atmosfera amigável e dê o melhor
de si. Comporte-se como um autêntico Don Juan ou
como uma adorável sedutora e garanta o sucesso do
seu amor.
E quando você titubear, com medo de sofrer, de
quebrar a cara ou de ser passado como tonto,
lembre-se que a vida é um risco. Saiba que o amor é
um grande risco. Mas que se você nunca correr este
risco, poderá ter apenas uma certeza: a de nunca
experimentar a plenitude do amor.
Por outro lado, se você decidir arriscar, decidir
investir no amor trazendo à tona tudo o que há de
mais singelo e verdadeiro dentro de você, correrá um
outro sério e provável risco: o de descobrir que
pode ser amado e pode amar muito mais do que
imaginou um dia e que, por conta disso, pode ser
muito, muito mais feliz!!! A escolha é sempre sua.
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