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Cada dia é uma pequena vida...
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Rosana Braga ::
Nos últimos 18 meses, especialmente, tenho buscado
uma compreensão ainda mais profunda de mim mesma e,
consequentemente, de cada alma que de mim, de alguma
forma, se aproxima...
Nesta jornada, tenho descoberto e confirmado, cada
vez com maior lucidez, uma verdade que pode ser
ótima (ou não) dependendo da forma como lidamos com
ela: cada dia é uma pequena vida!
Cada situação é uma encruzilhada. Cada passo é uma
escolha que pode mudar tudo. Talvez seja exatamente
por isso que é tão difícil nos mantermos fiéis aos
sentimentos que mais desejamos experimentar:
alegria, auto-estima, gentileza, amor...
Um passo vacilante... e tudo se
modifica. O que era amor pode se transformar em
ciúme, egoísmo, raiva, medo. O que era alegria pode
se transformar em dúvida, desesperança, tristeza. O
que era auto-estima pode se transformar em
insegurança, agressividade, dor. O que era gentileza
pode se transformar em intolerância, desistência,
arrogância.
Uma atitude, uma escolha... e tudo pode mudar! E
isso me faz lembrar da máxima Orai e vigiai. Quando
a gente ora, pede o que deseja, entra em estado de
humildade, receptividade, esperança... Mas um minuto
depois, é preciso que entremos em vigília constante.
Somos passionais, motivados por reações. Ainda não
aprendemos a ponderar. Reagimos automaticamente a
partir de crenças limitantes, de preconceitos e
defesas internas. Reagimos: este é o problema.
Precisamos começar a agir. Sempre agir. Cada passo
precisa ser uma ação consciente, atenta, lúcida. E
para que isso se torne possível, só há uma maneira:
treino, prática, repetição... dia após dia até que
se torne hábito.
Só podemos destruir um velho hábito que já não nos
interessa se no lugar dele construirmos um novo, que
revele uma nova direção, um novo caminho. Os
sentimentos difíceis continuarão dentro da gente,
mas em vez de reagirmos a eles, podemos decidir por
uma nova ação.
Em último caso, tenho feito assim: quando ainda não
sei qual a nova ação que posso ter diante de um
sentimento difícil, opto pelo silêncio. Respiro
fundo, entro em contato com o que estou sentindo,
reconheço que estou me deixando atingir pelo que
está acontecendo e simplesmente espero, em silêncio,
até que consiga encontrar, dentro de mim, uma nova
maneira de agir diante de velhos sentimentos.
E assim, de vida em vida, um dia de cada vez,
pretendo acordar amanhã mais positiva do que fui
hoje... |