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Lesões por esforços repetitivos
(LER)
São
movimentos repetidos de qualquer parte do corpo
que podem provocar lesões em tendões, músculos e
articulações, principalmente dos membros
superiores, ombros e pescoço devido ao uso
repetitivo ou a manutenção de posturas inadequadas
resultando em dor fadiga e declínio do desempenho
profissional tendo como vítimas mais comuns os:
digitadores, datilógrafos, bancários telefonistas
e secretárias. O termo LER, adotado no Bradil não
é mais utilizado preferindo-se atualmente a
denominação Doenças Osteomusculares Relacionadas
ao Trabalho (DORT).
Ergonomia
É o estudo dos aspectos do trabalho e sua
relação com o conforto e bem-estar do trabalhador.
Esta mais ligada às posturas, movimentos e ritmo
determinados pela atividade e conteúdo dessa
atividade, nos seus aspectos físicos e mentais. A
ergonomia intervém analisando o trabalho, as
posturas adotadas pelo trabalhador, sua
movimentação e seu ritmo que de modo geral são
determinados por outros fatores organizacionais.
O objetivo principal da ergonomia é dar condições
de trabalho onde haja maior conforto e bem-estar
do operador a partir da análise da atividade. As
melhorias ergonômicas se referem a vários aspectos
do trabalho, tais como: cadeiras, mesas, bancadas;
o planejamento e localização de dispositivos
emadeirais de trabalho; a quantidade, qualidade e
localização da iluminação; indicações sobre
melhorias na organização da atividade, incluindo o
planejamento de novos dispositivos de trabalho ou
modificação nos existentes e alteração ritmo
sequenciamento de várias tarefas desempenhadas
pelo operador.
O aparecimento de disfunções ligadas ao sistema
músculo-esquelético ocorre em grande número nas
indústrias e nos serviços que parecem ter como
conseqüência este tipo de problema ocupacional.
Esta síndrome já foi detectada entre operários de
linha de montagem, datilógrafos, digitadores,
operadores de caixa, costureiras, entre outros
tipos de funções nas indústrias e nos serviços.
Uma vez que a LER é uma conseqüência de vários
fatores do trabalho, atuando conjuntamente, que
dizem respeito principalmente as posturas,
movimentos e sua frequência, a ergonomia é mais
utilizada em sua prevenção.
FATORES DETERMINANTES DA LER
Os
principais fatores determinantes da LER são:
1
- Postura:
Posturas fixas são um fator de risco
principalmente em trabalhos sedentários. No
entanto em trabalhos mais dinâmicos, com posturas
extremas de tronco como por exemplo abaixar-se e
virar-se de lado também foram identificados como
fatores de risco.
As más posturas de extremidades superiores também
se constituem como fatores de risco, tais como:
desvios dos punhos, braços torcionados e elevação
do ombro.
Todos esses desvios são influenciados por uma
série de fatores ocupacionais e individuais,
incluindo característica do posto de trabalho, Ex:
altura da mesa, da cadeira, formato da cadeira e
seu encosto, etc.
2
- Movimento e força:
Estes dois fatores estão correlacionados ao
aparecimento da LER nas mãos e punhos. A
combinação de forças elevadas e alta
repetitividade aumentam a magnitude da lesão mais
do que qualquer uma delas isoladamente.
Movimentos repetidos podem danificar diretamente
os tendões através do freqüente alongamento e
flexão dos músculos.
A força exercida durante a realização dos
movimentos é outro determinante das lesões, como
por exemplo, no levantamento, carregamento e
utilização de ferramentas pesadas; a força
necessária para cortar objetos muito duros, a
utilização de parafusadoras e furadeiras.
3
- Conteúdo de trabalho e fatores psicológicos:
A relação entre trabalho e a saúde é afetada
pela organização do trabalho e fatores
psicológicos relacionados ao trabalho, podendo
contribuir para o aparecimento de disfunções
músculo-esqueléticas. Passou-se a estabelecer a
relação entre trabalho, stress e o sistema
músculo-esquelético.
4
- Características individuais:
O tipo de musculatura e características
individuais parecem manter uma relação com a
incidência dos problemas. Nesse sentido, as
mulheres parecem ser mais suscetíveis que os
homens. A distribuição de tarefas por sexo e
consequentemente na carga do trabalho determinam o
aparecimento de problemas e estão ligados as
características individuais.
Avaliação das lesões crônicas da mão:
História:
Começamos colhendo informações referentes ao
paciente como: nome, idade, sexo, endereço,
profissão, hábitos de laser e mão dominante. A
seguir perguntamos sobre a natureza da lesão, o
agente causador, quais foram as possíveis causas,
o momento exato. A natureza e a extensão da lesão
inicial devem ser esclarecidas com precisão, tais
como lesões antigas no membro superior.
Exame físico:
O exame físico é dirigido para a pesquisa da
queixa principal, mas todo o membro superior deve
ser examinado e comparado com o lado normal.
Edemas localizados, condições da pele,
deformidades nos dedos, alterações de coloração,
hipotrofias musculares podem ser percebidas na
inspeção e podem indicar o diagnóstico da causa ou
origem da lesão.
No exame da movimentação ativa pesquisamos rigidez
articular e instabilidades a movimentação ativa, o
estado dos músculos tendões e nervos. O teste de
sensibilidade pode ser realizado através da
pesquisa da sensibilidade táctil e de dois pontos.
Testes Especiais:
1 - Teste de Phalen - Ambos os punhos em
flexão provocam a precipitação dos sintomas de
formigamento, hipoestesia ou hiperestesia no
território inervado pelo nervo mediano. Isto
ocorre porque esta posição diminui o continente do
túnel e precipita os sintomas da Síndrome do túnel
do carpo.
2 - Sinal de Tinel - A percursão do nervo
mediano ao nível do canal do carpo ou
imediatamente proximal a ele pode provocar choques
ou hiperestesia no território inervado pelo nervo
mediano na Síndrome do túnel do carpo.
3 - Sensibilidade discriminativa de dois pontos
estáticos (Weber) - este teste de
sensibilidade entre dois pontos mede a densidade
de inervação cutânea quanto ao número de fibras de
adaptação lenta e sistema de receptores. É
bastante útil para estabelecer o grau de
comprometimento de um nervo periférico sensitivo.
4 - Sensibilidade entre dois pontos móveis -
mede a densidade de inervação de fibras de
adaptação rápida e sistema de receptores.
5 - Teste motor - Procurar determinar a
existência de paresias comparando sempre com o
lado contralateral, dando importância ao lado
dominante do paciente e ao biotipo do paciente.
Patologias encontradas com mais frequência nos
mecanismos por esforços repetitivos.
1- Síndrome do túnel do carpo:
O que é túnel do carpo?
É o canal formado anatomicamente pelos ossos
localizados na região do carpo (punho) e por um
ligamento forte na região do carpo.
As paredes laterais e o assoalho são constituidas
pelos ossos do carpo e o teto pelo lig. transverso
do carpo. O túnel do carpo contém tendões que
flexionam os dedos e o polegar e o nervo mediano
que proporciona sensibilidade ao polegar,
indicador e metade radial do anular.
Quais são as causas?
É causada por uma compressão do nervo mediano
no canal do carpo e pode ser causada por vários
problemas. Um aumento do volume do conteúdo do
canal do carpo ou uma diminuição no continente
criam situações de compressão do nervo mediano
contra o ligamento transverso do carpo.
Algumas causas de compressão do nervo mediano no
canal do carpo:
A)
Inflamação ou edema nos tendões e bainhas
tendinosas no canal do carpo;
B) Retenção de líquido;
C) Lesões por esmagamento;
D) Edema na mão e antebraço;
E) Alargamento do nervo mediano;
F) Condições sistêmicas (gravidez,
anticoncepcional):
G) Fraturas e luxação ao nível do punho:
H) Artrite reumatóide;
I) alargamento do nervo mediano.
Sinais e sintomas: Manifestações mais comuns
são: formigamento, adormecimento e queimação do
polegar, dedo indicador, médio e metade do anular.
Ocorrem mais comumente à noite e nas primeiras
horas da manhã. A dor pode irradiar para cotovelo,
ombro e região cervical.
A diminuição da sensibilidade da mão pode
causar fraqueza e perda da capacidade funcional da
mão. Os pacientes geralmente referem que deixam
cair objetos e que não conseguem sentir suas
temperaturas, a mão pode ficar fria e seca.
Pode haver atrofia da região tenar, e quando
comparado uma mão com a outra há um achatamento
desta região.
Condições mais propensas a desenvolver a doença:
A
síndrome do túnel do carpo pode estar relacionada
com a idade, o sexo, a ocupação, a fatores
hereditários e a condições médicas. Trabalhos que
requerem o uso da palma da mão com pressões e
esforços repetidos ao nível do punho podem
aumentar a possibilidade de desenvolvimento de uma
síndrome do túnel do carpo.
Diagnóstico:
Teste de Tinel - Percussão da área do nervo
mediano e obtenção de choque irradiado para o
nervo mediano.
Teste de Phalen - Flexão passiva do punho por
um período de um minuto e será positivo se o
paciente referir dor, choque ou adormecimento na
área inervada pelo mediano.
Teste de sensibilidade discriminativa de dois
pontos revelará perda da função sensitiva na
região inervada pelo N. Mediano.
Tratamento conservador
Os pacientes com poucos sintomas devem
iniciara o tratamento conservador. O tratamento
conservador é realizado pelo uso de órtese para
alívio dos sintomas e fisioterapia. O tempo que o
paciente deverá usar a órtese varia de paciente
para paciente e é de acordo com a preferência do
médico.
Tratamento cirúrgico:
É realizado quando os pacientes não apresentam
melhora com o tratamento conservador. A cirurgia é
realizada com anestesia local e é realizado uma
incisão no ligamento transverso do carpo, que
aliviará a compressão do nervo mediano.
2
- Síndrome do túnel cubital:
O que é túnel cubital?
É um canal localizado ao nível do cotovelo por
onde passa o nervo ulnar, cujos limites são:
epicôndilo medial anteriormente, lig. ulno-umeral
lateralmente e póstero-medialmente as duas cabeças
do flexor ulnar do carpo. O teto do túnel é
formado por uma banda fibrosa que se estende do
olécrano ao epicôndilo medial.
Quais as causas?
Algumas doenças podem predispor esta neuropatia
compressiva, são: diabetes, insuficiência renal,
desnutrição, alcoolismo crônico, hemofilia, lepra,
mieloma múltiplo, acromegalia e outras.
Podem ser também por condições patológicas,
traumáticas ou anatômicas.
Quadro clínico:
Paciente refere dor no cotovelo, parestesias,
hipoestesia no território do N. Ulnar e paresia
dos músculos inervados pelo N. Ulnar.
Tratamento
O tratamento conservador sempre deve ser
realizado e inclui o repouso do cotovelo,
medicação anti-inflamatória, uso de órtese e
fisioterapia.
Quando o paciente não evolui bem há indicação de
procedimento cirúrgico - neurólise do nervo ulnar
ao nível do cotovelo, com ou sem epicondilectomia,
Transposição superficial.
3
- Síndrome do canal de Guyon:
É a compressão do nervo ulnar ao nível do
punho no canal descrito por Guyon.
Limites:
- medial: psiforme e origem tendinosa do
abdutor do dedo mínimo;
- lateral: hâmulo do hamato e expansão da
fáscia do palmar longo;
- teto: ligamento carpal volar (piso-hamático);
- assoalho: pelos ossos do carpo.
Etiologia:
Uma das causas mais comuns é a compressão do
N. Ulnar no canal de Guyon por um cisto sinovial.
Outras causas são alterações da artéria ulnar que
passa junto ao n. Ulnar e fraturas dos ossos do
carpo.
Quadro clínico:
Dor ao nível do bordo medial do punho e
alterações de sensibilidade no dedo mínimo e
metade medial do dedo anular. Pode haver paresia
progressiva dos músculos intrínsecos da mão
inervados pelo nervo ulnar.
Tratamento:
Quando se detecta uma causa física da
compressão há indicação cirúrgica para
descompressão do nervo ulnar. Nas alterações
anatômicas pode-se tentar tratamento conservador
com repouso, uso de órtese, medicação
anti-inflamatória, medicação anti-inflamatória e
fisioterapia. Na persistência dos sintomas deve-se
indicar cirurgia para promover descompressão do
nervo.
Tenosinovite estenosante DeQuervain
Anatomia:
Na região dorsal do punho estão os tendões
estensores dos dedos, polegar e do punho. Estes
tendões passam por 6 túneis que formam o
retináculo dos estensores ou ligamento carpal
dorsal.
O primeiro compartimento dorsal é o mais lateral
de todos e nele passam os tendões abdutor longo do
polegar e extensor curto do polegar. Estes tendões
têm função de afastar o polegar da mão e
movimentar o punho.
O que é tenosinovite DeQuervain?
A moléstia de DeQuervain é um processo
inflamatório agudo dos tendões do 1°compartimento
dorsal do punho. O tecido sinovial que envolve o
1° compartimento dorsal sofre um processo de
espessamento e edema diminuindo o continente deste
túnel. Os tendões podem inchar ao redor desta
constrição e so0frer aderências.
O que causa a tenosinovite DeQuervain?
Essa inflamação pode ocorrer por qualquer
condição que cause alteração anatômica do primeiro
compartimento ou edema e espessamento dos tendões
e bainhas. Traumas repetidos, esforços repetidos,
reumatismo pode precipitar a doença, mas em muitos
casos não há uma causa bem definida.
Quem desenvolve a doença?
Ocorre mais freqüentemente entre os 30 e 50
anos, as mulheres são mais acometidas numa razão
de 8/1. As pessoas que desenvolvem tarefas com
movimentos repetidos de lateralização do punho com
preensão utilizando o polegar são mais
predispostas a desenvolver esta patologia.
Sinais e sintomas:
O sintoma principal é dor na base do polegar. Pode
haver irradiação da dor para o polegar e
antebraço. A dor normalmente piora com o esforço
físico da mão. Pode haver e crepitação na região
lateral do punho.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através da dor no lado
radial do punho associado a certo grau de edema. O
sinal de Finkelstein é positivo: neste teste a
manobra de desvio ulnar do punho com mão fechada é
extremamente dolorosa nos pacientes portadores da
doença.
Tratamento conservador:
Normalmente inicia-se o tratamento com
medicação anti-inflamatória e uso de imobilizador
(gesso ou órtese) A infiltração com corticóide
pode ser utilizada também para melhorar o processo
anti-inflamatório, bem como a fisioterapia.
Tratamento cirúrgico:
Se os sintomas persistirem apesar do
tratamento conservador a cirurgia estará indicada.
Realiza-se uma incisão transversa sob o primeiro
compartimento dorsal, seccionamos o ligamento
dorsal do carpo e expõem-se os tendões abdutor
longo do polegar e extensor curto do polegar que
são testados qto a mobilidade e aderências, a
ferida é então fechada.
Pós-operatório:
O paciente é mantido com curativo e orientado
a movimentar o polegar dentro do limite da sua
dor. A recidiva é rara.
Prevenção da LER:
-
Modificação do mobiliário:
- Conforto é essencial para a prevenção.
- Os postos de trabalho devem ser feitos para
acomodar o trabalhador no seu ambiente para que
ele tenha uma movimentação eficiente e segura.
- As operações mais freqüentes devem estar ao
alcance das mãos.
- As máquinas devem se posicionar de forma que o
trabalhador não tenha que se curvar ou torcer o
tronco para pegar ou utilizar ferramentas com
frequência.
- A mesa deve ser planejada de acordo com a
altura de cada pessoa e ter espaço para as
movimentações das pernas.
- As cadeiras devem ter altura para que haja
apoio dos pés, formato anatômico para o quadril
e encosto ajustável ao trabalhador.
Planejamento dos métodos de trabalho:
As
pessoas devem aprender a identificar os sinais do
próprio corpo, o que permite perceber o início de
qualquer desconforto. O importante é não deixar
que as dores pequenas evoluam.
Pausas - As pausas nos trabalho devem permitir
principalmente um alívio para os músculos mais
ativos. Diferente da pausa para a recuperação do
esforço físico pesado.
Obs: ainda não existe um esquema que estipule o
tempo de pausa para evitar a tensão do trabalho
muscular localizado, mas o ideal é após 50 min. 1
hora de trabalho como por exemplo em frente ao
computador fazer uma pausa de 5 a 10 min. por
hora..
Durante a pausa, pode-se levantar, caminhar um
pouco e se possível fazer um exercício de
alongamento.
Exemplo: Entrelaçar os dedos das mãos, virando
as palmas das mãos para frente e esticando os
braços para frente e para cima. Ajuda a relaxar o
braço.
Outro alongamento é flexão e extensão de pescoço.
Fortalecimento muscular: Em casa para
fortalecer os dedos da mãos, punhos e antebraços é
apertar uma bola de tênis ou de borracha repetidas
vezes. Aperta com dois dedos um é sempre o
polegar, vai variando os dedos (um de cada vez).
Formas fisioterápicas de tratamento:
Crioterapia:
Está indicado quando se objetiva a diminuição
do processo inflamatório agudo e do edema e à
analgesia. As manobras de compressão e elevação do
membro potencializam sua eficácia no controle do
edema agudo. O frio pode se usado com bolsa
contendo gelo picado ou gelo mole. (3 partes de
água para 1 de álcool). Duração de 10 a 30 min.
podendo ser feito várias vezes ao dia
principalmente na fase aguda.
Contra-indicação: processos artríticos,
rigidez articular, insuficiência vascular
periférica.
Termoterapia:
O calor é um excelente método terapêutico,
melhora o metabolismo e a circulação local,
aumenta a elasticidade do tecido conectivo, relaxa
a musculatura e causa analgesia.
Calor superficial: Como exemplo temos: bolsas
térmicas, banho de parafina, infra-vermelho e
turbilhão. Quando se objetiva administrar em
extremidade sendo o banho de parafina o mais
indicado.
O tempo ideal de aplicação é de 10 a 15 min.
Calor profundo: Métodos mais utilizados são o
ultra-som, ondas curtas e microondas.
A diatermia por microondas e ondas-curtas é
normalmente utilizada quando determinada região
está sendo preparada para a cinesioterapia, por
propiciar o relaxamento músculo-tendíneo.
O ultra-som aplicado a intensidade de 0,75 a 1,0
w/cm2 provoca aquecimento profundo, analgesia,
melhora a circulação, aumenta a elasticidade,
extensibilidade tecidual e reduz a rigidez
osteo-músculo-ligamentar.
Cinesioterapia:
Os músculos dos pacientes portadores de LER
são geralmente hipertônicos, encurtados e
cronicamente fatigados.
Alongamento muscular - Importante alongar o
músculo encurtado e fatigado para devolver ao seu
comprimento de repouso, condição fundamental para
que adquira a sua potência máxima.
Músculos mais comuns de estarem encurtados:
músculos intrínsecos da mão, extensores dos dedos
e punhos, bíceps, tríceps, trapézio e os da
cintura escapular.
Músculos mais comuns de estarem fatigados
cronicamente: músculos da cintura escapular e os
antigravitacionais.
Depois de alongados e passados a fase de dor, os
músculos devem ser fortalecidos, para que possam
de novo exercer as atividades diárias e completar
a fase final da reabilitação que é o retorno ao
trabalho. Inicialmente os exercícios isométricos,
seguindo-se os exercícios resistidos, para o
desenvolvimento da força e da resistência do
músculo.
Massagem
Pode ser feita domiciliarmente e pelo próprio
paciente. O método não é eficaz se não for
realizado conjuntamente a cinesioterapia e
alongamento de estruturas contraturadas e
tensionadas. A massagem a ser utilizada pode ser a
massagem clássica. O efeito da massagem
proporciona um relaxamento muscular. Os portadores
de LER podem ter também aumento da tensão muscular
nas regiões cervical, escapular e dorsal.
Marcelo Zeltzer
(Fisioterapeuta
- Petrópolis/RJ)
Bibliografia Consultada
1 -
LER - LESÕES POR ESFORÇOS REPETIDOS
Codo, Wanderley e Almeida, Maria Celeste C. G. de
Editora Vozes - Petrópolis -RJ - 1995
2 -
REVISTA DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO
V. 4, n° 2. pág. 83-85 - jul/dez. 1997.
LESÕES POR ESFORÇOS REPETIDOS EM DIGITADORES DO
CENTRO DE PROCESSAMENTO DE DADOS DO BANESTADO -
LONDRINA, PARANÁ, BRASIL
Eliane de Barros Barbosa; Fabíola Dinardi Borges;
Luciana de Paula Dias; Gisela Fabris; Fernanda
Frigeri; Celita Salmaso.
3 -
JORNAL O GLOBO - JORNAL DA FAMÍLIA - págs. 5 e 6
17/08/1997 |