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Novos hábitos - podem ser já?
Por:
Conceição Trucom - mctrucom@vidanova.com
1) Mastigação x
Digestão
Sua influência em nossa saúde é muito maior do que
podemos imaginar. Na mastigação inicia-se a função
digestiva.
Quando mastigamos os sólidos são transformados em
partículas, que são misturadas com a saliva, que
contém uma enzima, responsável pela digestão dos
alimentos ricos em amido.
Se não mastigarmos bem, dificultamos a digestão,
causando fermentações, azia e gases. Em
contrapartida, se o alimento é bem salivado, não
sentimos necessidade de beber líquidos nas
refeições.
Ao triturarmos bem os alimentos, evitamos um
trabalho excessivo do estômago e a fermentação
gástrica que forma toxinas no organismo. A correta
mastigação resolve a maioria dos problemas de
gases e gastrite.
Para a saúde dos dentes a mastigação é
importantíssima. Se não utilizamos devidamente os
dentes, estes perdem sua função e enfraquecem.
A mastigação também serve como um excelente
medidor para a quantidade adequada de alimentos
que devemos ingerir. Durante o processo de
mastigação o corpo vai recebendo avisos e se
preparando quimicamente para a assimilação dos
nutrientes, até o momento em que dá sinais de
apetite saciado.
Desta forma, sem enchermos demais o estômago, ele
terá espaço para movimentar-se, liberando o suco
gástrico que irá se misturar com a comida.
Quando comemos muito rápido, engolindo a comida, o
ponto de satisfação será quando o estômago estiver
bem cheio, dolorido de tão dilatado. Engolindo
pedaços grandes de comida, aumentamos o trabalho
do estômago e não o preparamos bioquimicamente
para realizar um bom trabalho digestivo.
2) Mastigação x Paladar
Paladar, sentido através do qual tomamos
consciência do que ingerimos e que está
intimamente ligado ao nosso instinto de
sobrevivência. O paladar é importantíssimo para
selecionarmos do meio em que vivemos, o que é
importante ou não para que nosso organismo
funcione com harmonia.
Por esse motivo o gosto deve ser muito percebido e
o alimento bem saboreado, até a última partícula.
E, para sentirmos o paladar, a mastigação tem aqui
outro papel importantíssimo: mastigando com
tranqüilidade, identificamos o sabor de cada
alimento e pela nossa sensibilidade poderemos
reconhecer a função alimentos e temperos em nosso
organismo.
Pelo sabor, o estômago e os intestinos começam a
liberar enzimas digestivas. Mas existem alguns
fatores que nos impedem de cumprir corretamente
esta função: compulsão, gula, ansiedade, tensão,
preocupação e correria.
3) AliMenditação
Para a prática da mastigação adequada,
necessitamos de autocontrole, de nos acalmarmos
alguns instantes e exercitarmos a paciência e o
auto amor. Praticar uma atitude de tranqüilidade.
Nos primeiros dias será difícil, mas com o tempo o
hábito será desenvolvido de forma a tornar-se
espontâneo.
A cada refeição ou lanche, procurar mastigar com
calma, saboreando, até transformar o sólido em
líquido, só engolindo quando não sobrar qualquer
partícula de alimento.
Vale mais a pena uma refeição pequena, mas bem
mastigada; do que engolir da forma que estamos
habituados, quando boa parte do alimento não é
aproveitada, além de favorecer fermentações, que
produzem toxinas e gases.
Escolha um horário em que tenha mais tempo,
alimente-se com calma, celebrando o momento.
Mastigar também é um exercício de meditação,
autocontrole e concentração, que por sua vez reduz
ansiedades.
Mastigar é uma simples atenção que pode modificar
totalmente o rumo dos hábitos alimentares.
4) A quantidade altera a qualidade
É importante sairmos da mesa satisfeitos, mas
nunca com o estômago totalmente cheio. Quando se
inicia o processo digestivo a saciedade aumenta.
Quando comemos em excesso são produzidas
fermentações no estômago e intestinos que
intoxicam o corpo, e roubam nossa inteligência e
produtividade.
5) Não beber líquido nas refeições
Penso, que este é um hábito massacrante, criado
pela industrialização dos refrigerantes e sucos.
Se salivamos bem os alimentos, não precisamos
ingerir líquidos que diluem o suco gástrico e as
enzimas, prejudicando a digestão.
Além disso, se adquirimos o hábito de tomar mais
água (Ver Os 5 alimentos), chás e sucos durante o
dia, dificilmente será necessário ingerir líquidos
durante a refeição.
6) Alimentar-se com tranqüilidade
Tenha sempre em mente que o ato de se alimentar
deve ser de prazer e satisfação. Procure estar
sempre em local agradável e bem acompanhado.
Preferível só que mal acompanhado. Quando só,
procure estar ouvindo música relaxante e se
concentrar no ato da mastigação e do prazer de
estar se alimentando.
Evitar preocupações, tensões, discussões, brigas
etc., pois paralisam o sistema digestivo.
7) Postura correta
Se a coluna vertebral está encurvada, devido às
poltronas "confortáveis", macias, ou a má postura
adquirida, é produzida uma alteração no tubo
digestivo, fazendo com que saia de sua colocação
correta. O estômago é pressionado, dificultando
dessa forma seu trabalho, detendo a comida mais
tempo no órgão.
Com a coluna ereta, os órgãos da digestão são
colocados na posição correta e natural,
facilitando a atuação da força da gravidade em
puxar a comida para baixo, completando seu trajeto
de forma natural.
8) Alimentos excessivamente quentes ou gelados
A digestão do alimento só é iniciada quando ele
alcança a temperatura do organismo, podendo
atrasar inclusive, a digestão daqueles alimentos
que já estavam no estômago. Devemos fazer com que
atinjam a temperatura ideal, quando ainda
estiverem na boca, misturando-os bem com a saliva.
9) O jantar e o Lanche Noturno
O sono é o momento de descanso, quando recuperamos
as energias gastas durante o dia. Mas é durante o
sono que o nosso corpo cresce e rejuvenesce,
porque é neste momento de repouso, que o corpo
aproveita para fazer as reposições e construções
celulares.
Quem tem o mau hábito de fazer um jantar farto,
pode até acordar no dia seguinte com alimentos
sendo digeridos no estômago, pois quando dormimos
a digestão é muito lenta. Se passamos o período de
sono digerindo, as três coisas serão malfeitas:
1º) o ato de dormir, pois o corpo não descansará,
2º) o ato da reposição celular (rejuvenescimento),
pois o corpo estará desviando energias e atenção
para algo que ele não deveria estar fazendo, e 3º)
o ato de digerir, pois não é o momento para isso.
Entretanto, se dormirmos com o estômago
praticamente vazio, contendo somente um pequeno
lanche leve, realizado cerca de 30 minutos antes
de deitar-se, o sono será perfeitamente
recuperador e regenerador.
Na prática da Alimentação do 3º Milênio, é comum
dormir menos horas, já que o que mais importa é a
qualidade do sono e não a quantidade de sono.
A outra vantagem é acordar com muita vitalidade e
apetite no dia seguinte, gerando o hábito saudável
de tomar um bom dejejum.
Conclusão: O ideal é realizar um jantar leve umas
3-4 antes de deitar e um pequeno lanche leve
noturno meia hora antes de deitar-se. |