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Soja pode proteger contra o câncer de mama

Mulheres que consomem uma dieta rica em produtos com soja são 60 por cento menos propensas a ter um tecido mamário de "alto risco", comparadas às que comem menos soja, afirmaram cientistas no sábado. "Nossas descobertas reforçam, de forma considerável, a hipótese de que o consumo de soja protege contra o desenvolvimento do câncer de mama", afirmaram pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura, da organização britânica Cancer Research e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Cientistas tinham apontado anteriormente que o consumo de soja podia contribuir para taxas menores de câncer de mama em países como China e Japão, mas a pesquisa se provou inconclusiva. O estudo mais recente, publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, combinou dados de dois estudos de mulheres chinesas em Cingapura.

O primeiro estudo analisou os hábitos alimentares das mulheres, incluindo a ingestão de soja, enquanto o segundo usou mamografias para classificar as participantes de acordo com a densidade do tecido mamário. Depois de identificarem 406 mulheres que participaram das duas pesquisas e ajustarem o consumo de energia e outros fatores que poderiam confundir, os cientistas verificaram que a ingestão da proteína da soja estava inversamente relacionada ao risco elevado de câncer.

O outro estudo mostrou que existe ligação ente tecido denso e um risco menor de câncer de mama. "Essa pesquisa demonstra, pela primeira vez, que a quantidade de soja consumida por uma mulher tem um efeito no tecido da mama e poderia diminui o risco de ela ter câncer de mama", afirmou o médico Stephen Duffy, do Cancer Research UK, em um comunicado. A soja é uma fonte rica de estrógenos vegetais, conhecidos por protegerem animais contra o câncer de mama.

Pílula anticoncepcional não aumenta risco de câncer de mama

Um novo estudo feito por pesquisadores dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos mostra que o uso de pílulas contraceptivas não aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama. Esse resultado contraria os achados de algumas pesquisas anteriores que haviam associado de forma débil o uso de anticoncepcionais orais à probabilidade maior de ocorrência desse tipo de tumor.

No trabalho, publicado na edição de 27 de junho do New England Journal of Medicine, os cientistas constataram também que as usuárias de anticoncepcionais com idade entre 35 e 64 anos não apresentam um risco significativamente maior de ter a doença. Esse amplo estudo deveria "tranquilizar milhões de mulheres que tomaram ou estão tomando contraceptivos orais", disse Polly A. Marchbanks, dos CDCs, em Atlanta (Geórgia).

Cerca de 80% das norte-americanas nascidas a partir de 1945 usaram pílulas anticoncepcionais, de acordo com Marchbanks, que entrevistou 4.575 mulheres que apresentaram diagnóstico de câncer de mama e 4.682 voluntárias que não tiveram a doença. Todas as participantes responderam questões sobre uso de contraceptivo oral, histórico de reprodução, saúde em geral e história familiar de doenças. "O estudo oferece uma forte evidência de que o uso anticoncepcionais orais não aumenta o risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida", afirmou Marchbanks.

As mulheres na faixa etária dos 35 aos 65 anos que "tomam pílulas anticoncepcionais não correm um risco significativamente maior de ter a doença", acrescentou a pesquisadora. Apesar disso, os resultados foram menos conclusivos para o grupo com idade entre 45 e 64 anos. Marchbanks informou que as mulheres com história familiar de tumor de mama que usaram contraceptivos orais também não apresentam probabilidade maior de desenvolver esse tipo de câncer. O mesmo vale para quem começou a tomar pílula quando era mais jovem.

O risco de câncer de mama não aumentou com o uso prolongado de anticoncepcionais nem com a administração de doses mais elevadas de estrogênio. Os resultados observados foram semelhantes para mulheres brancas e negras, informou o trabalho. "A pesquisa oferece mais garantias de que tomar contraceptivos orais, mesmo por um longo período, não está associado à elevação do risco de câncer de mama", avaliaram Nancy E. Davidson e Kathy J. Helzlsouer, ambas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland), em editorial sobre o estudo.

Conheça os cuidados para fazer a mamografia

Ao fazer sua mamografia anual, informe-se com seu médico sobre a posição correta em que seu corpo deve estar para o exame. Pesquisadores norte-americanos informam que posicionar corretamente o corpo durante a mamografia pode aumentar a probabilidade de identificar tumores de mama invasivos.

A equipe de Stephen H. Taplin, da Group Health Cooperative e da Universidade de Washington, ambas em Seattle, avaliou mulheres com mais de 40 anos que haviam sido submetidas ao exame para identificar câncer de mama entre 1988 e 1993. Cerca de 492 pacientes tiveram o tumor detectado em uma mamografia de rotina, e 164 receberam o diagnóstico a partir de procedimentos realizados além dos exames rotineiros.

Os pesquisadores avaliaram as mamografias feitas antes da detecção do câncer e verificaram que as chances de não identificar um tumor eram duas vezes maiores se o corpo da paciente estivesse posicionado de forma incorreta durante o procedimento.

Desde aquela época, os especialistas aprenderam mais sobre qual a melhor posição para detectar o câncer, informaram os autores do trabalho na edição de abril do American Journal of Roentgenology. "A posição apropriada depende da cooperação entre o profissional que faz o exame e a paciente durante a mamografia", declarou Taplin. "Quando o técnico pede à mulher que se incline em direção ao aparelho para que uma porção maior da mama possa ser vista no filme, isso realmente faz diferença", acrescentou o pesquisador.

Em editorial sobre o estudo, Stephen A. Feig, da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, observou que a pesquisa deveria "encorajar esforços para garantir uma qualidade de imagem apropriada em cada procedimento radiológico realizado no país."

 

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