Artrite,
do grego "arthritis", é um distúrbio articular de
natureza inflamatória, agudo ou crônico,
caracterizado por vermelhidão, dor, calor e, às
vezes, inchaço da articulação, sendo tal quadro
acompanhado por modificações estruturais típicas
(nodosidade e deformação). Sua origem pode estar
relacionada à predisposição hereditária, a fatores
psicológicos (emocionais), ambientais e
alimentares (alergias, alimentos acidificantes e
toxinas).
Juntamente com a artrite, que pode ser
conseqüência de um traumatismo ou devida a uma
enfermidade (reumatismo articular agudo, gota,
poliartrite crônica evolutiva, blenorragia etc.),
diversas doenças podem ocorrer. As artrites de
curta duração como as de ordem infecciosa, quando
tratadas adequadamente, não deixam seqüelas. As
artrites com evolução crônica apresentam
resultados variáveis, dependendo da cronicidade do
problema. Quando a sua natureza é infecciosa
(bacteriana), o tratamento deve ser iniciado o
mais rápido possível.
A artrite
é uma condição inflamatória crônica que afeta todo
o corpo. As articulações tipicamente envolvidas
são as das mãos, pés, punhos, tornozelos e
joelhos. Cerca de 1 a 3% da população são afetados
por esse mal; as mulheres representam a proporção
de 3/1 em relação aos homens, e o período mais
comum em que a doença se manifesta é o de 20 a 40
anos, embora possa manifestar-se em qualquer
idade.
Sintomas
Fadiga,
estado febril, fraqueza, rigidez articular e dor
articular vaga podem preceder ao aparecimento de
articulações dolorosas, durante várias semanas. A
dor intensa, acompanhada de inflamação, afeta as
articulações pequenas e, posteriormente, todas as
articulações do corpo.
Artrose,
do grego "arthron", "articulação", é uma doença
crônica que afeta as articulações, causando nelas
um desgaste; de natureza degenerativa e deformante,
pertence ao grupo das doenças reumáticas.
Caracteriza-se por inflamações, dor, endurecimento
articular progressivo, pela destruição da
cartilagem articular o que ocasiona atrito entre
os ossos, e a de seus constituintes ósseos,
podendo evoluir para uma atrofia articular e
muscular. As causas são variáveis, tais como
predisposição hereditária, obesidade,
sedentarismo, excesso ou sobrecarga de atividade
física, fatores emocionais e dietas alimentares
(alergias).
A artrite
atinge, preferencialmente, as articulações de
apoio: o quadril, o joelho, as articulações da
coluna vertebral (cervical, dorsal ou torácica e
lombar), as articulações móveis das mãos e dos
pés.
Freqüentemente associado a pessoas mais velhas, o
problema aumenta com a idade, no entanto pode
manifestar-se precocemente em pessoas obesas, em
decorrência de fraturas que acometam as
articulações, infecções, doenças reumáticas e
desvios dos eixos anatômicos dos ossos. É um tipo
de "envelhecimento" articular. As pessoas que
sofrem de artrose podem sentir uma certa
dificuldade, pela manhã, de exercitar a
articulação; tal dificuldade pode diminuir ao
longo do dia.
Deve-se
suspeitar de um quadro de artrose, quando surgirem
dores articulares que melhoram com repouso e uso
de antiinflamatórios e quando ocorrerem alterações
significativas no formato da articulação. Deve-se
iniciar o mais precocemente possível o tratamento,
pois, quando esse é realizado tardiamente, muitas
vezes, o distúrbio torna-se irreversível. Nos
estágios mais avançados, a dor pode ser amenizada.
Tratamento Holístico
É
perfeitamente possível tratar efetivamente a
artrite e a artrose com remédios botânicos (que
apresentam propriedades antiinflamatórias,
antialérgicas e beneficiam as glândulas adrenais),
suplementos nutricionais, acupuntura, terapia
ortomolecular, terapia corporal, Yogaterapia e
massoterapia.
O bom
resultado sempre dependerá da pessoa, de sua
colaboração durante o tratamento, do profissional
de saúde e de uma terapêutica individualizada e
efetiva. É essencial que se evitem os fatores
desencadeantes da doença e que se busque inibir a
sua evolução.
Dieta
Recomenda-se uma dieta saudável, rica em alimentos
integrais, em vegetais e em fibras; pobre em
açúcar, em carne, em carboidratos refinados
(açúcares e amidos), em frituras e em gorduras
saturadas (terrivelmente prejudiciais à saúde).
Eliminando-se o consumo de gorduras de origem
animal, pode-se conseguir uma redução importante
nas dores e nos processos inflamatórios.
Os
alimentos com probabilidade de provocarem ou
agravarem os sintomas são: trigo, milho, leite e
seus derivados (queijos e manteiga), carne de
porco, bacon, carne de boi, ovos, laranja, limão,
tomate, batata, berinjela, pimentas, óleos
vegetais ricos em ômega-6 (de milho, açafrão e
girassol), aveia, centeio, café, malte, amendoim,
açúcar de cana, soja, tabaco (cigarro) e bebidas
alcoólicas.
Os
alimentos que podem aliviar os sintomas são:
peixes gordos de água gelada (salmão, arenque,
cavalinha, sardinha e atum), óleo de fígado de
bacalhau, dieta vegetariana, frutas ricas em
flavonóides (cerejas, acerolas, amora azul e preta
etc), alho, cebola, gengibre, açafrão-da-índia,
camomila e cravo.
Análise Psicoterápica
Assim, é
possível considerar que toda doença apresenta uma
função implícita, a de reintegrar o "ser", a de
fazer com que a pessoa seja mais "sincera" e
"honesta" consigo mesma e com os demais, que se
volte para si mesma, para o seu interior, para as
suas reais fragilidades e necessidades e reflita
sobre a sua vida, suas dores, seu comportamento e
hábitos nocivos.
Muitas
vezes, as articulações refletem o estado de
espírito, a "flexibilidade" interior, ou seja,
psicológica e emocional. Em geral, pessoas
obstinadas pelo trabalho, hiperativas,
perfeccionistas, agressivas, teimosas, impulsivas,
psicologicamente rígidas, inquietas,
desassossegadas, ambiciosas, que estão sempre
"correndo" de um lado para o outro, com excesso de
atividade física e trabalho, que se "sacrificam"
pelos outros com exagero, ignorando os seus
próprios limites, apresentam uma predisposição
ainda maior de sofrerem de atrite e artrose.
A
hiperatividade pode refletir uma "inflexibilidade"
e uma "estagnação" interior, pois a "imobilidade"
e a "inflexibilidade" da consciência perante o
valor pessoal, perante os conhecimentos, perante o
"poder" econômico e social de que se julga
detentor, são compensadas por um mecanismo
inconsciente de defesa, na forma de inquietações,
movimentos, curiosidades e de atividades físicas
e/ou esportivas intensas.
Não raro,
a pessoa que sofre de artrite vive em um ambiente
familiar conflitante; daí, tal problema pode
também significar um certo "endurecimento" da
afetividade, sentimentos sufocados, idéias e
conceitos rígidos, alergias a familiares e a
outras pessoas.
Já o
reumático bloqueia, deposita e retém toda a
"agressividade" e tensão ao longo de sua
musculatura que, com o tempo, acaba inflamando-se
e tornando-se dolorida.
Inconscientemente, toda dor sentida poderia ser
destinada a uma outra pessoa? Será que um exame de
consciência propiciaria à pessoa acometida de
dores reconhecer a quem de fato essas mesmas dores
deveriam pertencer?