|
Comande sua vida com
o poder da mente
Por: Conceição Trucom - mctrucom@vidanova.com
No
âmago do sentimento humano existe um santuário,
onde brota a força criativa.
É comum a idéia de que, quando a mente humana
entra em ação, em primeiro lugar forma-se o
pensamento.
Mas, numa camada mais profunda do que aquela que
em que se forma o pensamento, surge o sentimento,
que gera o pensamento.
** As pessoas pensam porque sentem **
A força criativa não é acionada diretamente pelo
pensamento.
Na verdade, ela se origina do sentimento.
As palavras que proferimos possuem força criativa.
Porém, a essência das palavras proferidas é o
sentimento.
O sentimento proveniente do fundo da alma possui
uma poderosa força criativa.
Por isso as palavras repletas de amor harmonizam
as funções físicas da pessoa que as profere, e
proporcionam paz ao ambiente que a cerca.
Palavras carregadas de ódio e raiva geram toxinas
no sangue de quem as declara, provocando
distúrbios físicos pessoais e uma energia densa em
todo o ambiente.
O subconsciente é a sede de todas as emoções, de
todos os sentimentos.
O consciente é apenas uma área mental onde são
registrados os sentimentos já experimentados.
Mas o subconsciente é uma extensão da mente,
agente de criação, por isso, os sentimentos
gravados no subconsciente manifestam-se com grande
força.
Toda ação criativa é decorrente de um sentimento.
Portanto, necessitamos colocar na ação, exercícios
que transformam a nossa vulnerabilidade ao
desequilíbrio emocional, em lucidez e clareza para
construir emoções, sentimentos e pensamentos
positivos.
O primeiro passo está na alimentação.
O segundo na respiração.
O terceiro nos exercícios de relaxamento e
mobilização de energia.
PENSAR ANTES DE AGIR
"Não é ocioso apenas o que nada faz, mas é ocioso
quem poderia empregar melhor o seu tempo" -
Sócrates
... E DEPOIS?
O ser humano é o único dotado de razão, por isso é
chamado de racional.
Ser racional é raciocinar com sabedoria, é saber
discernir, é pensar, utilizando o bom senso e a
lógica antes de qualquer atitude.
Todavia, boa parte de nós não agimos com a
sabedoria necessária para evitar problemas e
dissabores perfeitamente evitáveis.
Costumeiramente, agimos antes e pensamos depois,
tardiamente, quando percebemos que os resultados
da nossa ação nos infelicita.
Paulo, o Apóstolo, que tinha a lucidez da razão,
adverte com sabedoria: "tudo me é lícito, mas nem
tudo me convém".
Quis dizer com isso que tudo nos é permitido, mas
que a razão nos deve orientar de que nem tudo nos
convém.
Do ponto de vista físico, quando comemos ou
bebemos algo que nos faz mal, não pensamos no
depois, mas o depois é fatal.
Se nosso organismo é frágil a certos tipos de
alimento, devemos pensar nas conseqüências antes
de ingeri-los, mesmo que a nossa vontade diga o
contrário.
Perguntemo-nos: E depois? Como será depois?
Lembremos da gaseificação, do mal estar e de
outros distúrbios que advirão.
Se temos vontade de fazer uso de drogas, sejam
elas socialmente aceitas ou não, pensemos antes no
depois. Será que suportarei corajosamente as
enfermidades decorrentes desses vícios? Ou será um
preço muito alto por alguns momentos de
satisfação?
Quando sentimos vontade de usar o cartão de
crédito, pela facilidade que ele oferece,
costumamos pensar no depois? Pensar em como vamos
pagar a conta?
Quando recebemos o convite das propagandas para o
consumo desenfreado, ponderamos racionalmente
sobre a necessidade da aquisição, ou compramos
antes para constatar, logo mais, que não
necessitamos daquele objeto?
No campo da moral não é diferente.
Quando surgir a vontade de gozar alguns momentos
de prazer, pensemos: e depois?
Quais serão as conseqüências desse ato que desejo
realizar? Será que as suportarei corajosamente,
sem reclamar de Deus nem jogar a responsabilidade
sobre os outros?
Certo dia, conversando com um fiscal aposentado,
ele falou a respeito do vazio que sentia na
intimidade, com a consciência marcada pelos atos
inconseqüentes que praticara durante a vida.
Buscou, na atividade profissional, tirar proveito
de todas as situações. Arranjava tudo com algum
"jeitinho" e com muita propina, mas nunca havia
pensado no depois. E o depois chegou. A velhice o
alcançou como alcança as pessoas honestas, mas a
sua consciência trazia um peso descomunal, e uma
sensação desconfortável lhe invadia a alma. Não
consegue hoje olhar nos olhos dos filhos e netos,
sem pensar no quanto foi inescrupuloso. Sem pensar
no tipo de sociedade que havia construído para
legar aos seus afetos.
Dessa forma, antes de tomar qualquer atitude,
questionemos a nós mesmos: e depois?
Melhor que resistamos por um momento e tenhamos
paz interior, do que gozar um minuto e ter o resto
da vida para se arrepender. |