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Auto-estima...
Os padrões de beleza mudam de acordo com
a época e, geralmente, são estipulados pela mídia. Musas
do cinema, da televisão ou de qualquer outro meio
artístico ditam as tendências. Prova disso são as mudanças
de conceito de beleza com o passar dos anos. No entanto,
seguir estes padrões nem sempre é saudável.
Querer estar em forma e manter o corpo com saúde é ótimo,
desde que não extrapole os limites do bom senso e vire
obsessão. A psicóloga da Unifesp, Mara Pusch, diz que
percebe este extremo quando vê meninas de 16 anos querendo
fazer lipoaspiração, sendo que têm 48 kg.
Mara acredita que a mídia, atualmente, incentiva muito a
magreza. Mas não abordam pelo lado que magreza exagerada
não é saudável. “Além disso, nem todo corpo tem estrutura
para ser magro demais. Assim, vira uma busca por um
objetivo impossível”.
A psicóloga explica que é possível notar certo descontrole
e importância excessiva pela aparência, quando a pessoa
começa a desenvolver uma auto-imagem distorcida. Só vê o
que não gosta em si mesma e passa a não se gostar. Com
isso, deixam de sair de casa, a vida social fica menos
ativa e reprimem a personalidade. O mais comum é a pessoa
desenvolver depressão.
A melhor forma de lidar com isso é procurar ajuda
profissional ao perceber o exagero. “Geralmente são os
pais que notam isso e encaminhar para um terapeuta ou
psicólogo é a melhor opção”. Além disso, “é importante ter
a consciência que o Brasil é um país com padrões bastante
diversificados”, ressalta Mara.
Outra dica dada pela psicóloga para viver bem consigo
mesmo é não se deixar influenciar demasiadamente pela
mídia. “A aceitação da própria pessoa é o mais relevante.
Por exemplo, eu posso não gostar do meu nariz, mas gosto
da minha boca. Então passo um batom para realçar esse lado
meu que mais gosto”.
Fonte: Vida&Saúde
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