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» Psicologia |
Está doente? Pode ser algo que você reprimiu
Rosemeire Zago
r.zago@uol.com.br
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Você já teve uma dor de garganta ou ficou rouco logo
depois de uma situação a qual você foi insultado,
humilhado e nada conseguiu responder? Quantas vezes
queremos responder a uma crítica, um comentário, um
insulto, mas nos calamos para evitar maiores
conseqüências, ou por não conseguirmos responder? Ou
ainda, você já teve dor de estômago, gastrite,
úlcera, e ouviu dizer que era por tantos sapos que
havia engolido? O "sapo", no caso, foram os
desaforos ouvidos e "engolidos". Quantas vezes você
quis "vomitar" uma situação?
Analise você mesmo como suas emoções causam mudanças
imediatas em seu físico. Lembre-se da vez em que
ficou tão nervoso que teve uma diarréia. Ou ainda,
quando ficou muito tenso e sentiu dor de cabeça.
Quando ficou com uma alergia horrível durante anos e
ninguém descobria a causa? Com um pouco de
auto-conhecimento podemos perceber que nosso corpo
reflete nossas emoções, principalmente aquelas que
reprimimos.
Existe uma área da medicina, a psicossomática, que
estuda as relações mente e corpo, a influência dos
fatores psíquicos nos distúrbios físicos.
Profissionais da área da medicina e psicologia
recorrem à psicossomática para entender a origem de
determinadas doenças, as quais não estão incluídas
as hereditárias, genéticas e as causadas por fatores
do meio ambiente. Mas sim onde os danos são
aumentados em decorrência da tensão psíquica, onde o
estado emocional freqüentemente pode determinar o
curso da doença.
Mas ainda há, infelizmente, muitos profissionais da
área da saúde, que buscam entender apenas a doença e
não a pessoa como um todo, desprezando completamente
o ser humano em sua totalidade e dificultando ainda
mais a remissão da doença. Muitas vezes, a própria
pessoa prefere um medicamento em substituição a uma
psicoterapia ou outro recurso que a ajude a
trabalhar sua psique. A medicação é considerada por
muitos como a melhor solução, talvez a mais fácil. É
evidente que em muitos casos a medicação se torna
imprescindível, mas é preciso entender que nem
sempre elimina a causa, sendo apenas um paliativo
que alivia os sintomas.
É importante observar se, por trás do mal físico que
o aflige, há questões psicológicas sobre as quais
pode-se interferir. Mas o que faz realmente com que
adoeçamos? Reprimir sentimentos é uma das causas
mais significativas para a causa dos males no corpo.
Ou seja, as doenças surgem e se agravam por causa da
dificuldade das pessoas expressarem seus
sentimentos, sendo muito mais suscetíveis a
manifestarem no corpo o que não estão conseguindo
resolver na psique.
O fator que leva ao surgimento de sintomas somáticos
ou ao agravamento de doenças é a queda na imunidade,
pois as emoções atingem primeiramente o sistema
imunológico. É comum quando se está enfrentando um
conflito, a pessoa ficar com gripe ou surgir um
herpes, que surgem quando a imunidade abaixa. Ou
seja, qualquer distúrbio orgânico tem ligação com
estados emocionais, conscientes ou inconscientes,
recentes ou não.
Quantas vezes pensamos ter resolvido um problema que
nos aflige, quando na verdade, apenas o deixamos de
lado, deixando guardados em nosso coração, mágoas,
ressentimentos, raiva, frustrações, que ao longo dos
anos vão se somando?
O fato de não falarmos ou pensarmos sobre algo que
nos machucou, não significa que não machuca mais.
Pode simplesmente ter sido reprimido em nosso
inconsciente e, mesmo não pensando sobre ele
conscientemente, nosso inconsciente continua a
atuar.
O corpo é como uma tela onde as emoções são
projetadas. E as emoções negativas são projetadas em
forma de doenças. Essas somatizações acontecem a
curto ou longo prazo, onde cada mente e corpo reage
de acordo com seu próprio tempo. Todos os
sentimentos negativos que vamos guardando, podem dar
origem as doenças se guardados por muito tempo.
Por isso devemos resolver as questões que nos
aflige, aborrece, evitando assim que nosso
inconsciente se comunique através da linguagem do
corpo.
Nos demais artigos irei abordar outras questões como
a necessidade de adoecer, as fases do adoecer,
autopunição, culpa, repressão, resistências...
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