Amor: minimize as crises e evite a
separação
Esse texto é dirigido a homens e mulheres, embora
esteja no masculino
Todas as emoções
afetam nosso organismo como um todo. Porém, o que
mais dificulta em manter o equilíbrio emocional, é
quando o coração não vai bem. Ou seja, quando a
relação afetiva deixa a desejar.
Parece que
quando amamos, nos deixamos de lado e só vemos o
ser amado. Fazemos de tudo para agradá-lo e ainda
assim, parece que nunca conseguimos. A
insatisfação no relacionamento pode ter várias
causas, mas para identificá-las, é preciso muita
coragem para olhar para aquilo que tem nos feito
mal e que muitas vezes por medo do que pode ser
identificado, fugimos como se nada estivesse
acontecendo.
Resultado:
fugimos, seja trabalhando mais, comendo mais, nos
envolvemos em relações passageiras para evitarmos
o vínculo. Fazemos de tudo para evitarmos pensar e
principalmente sentir. Assim, vamos nos machucando
cada vez mais, acumulando mágoas e ressentimentos,
sentindo como se não fossemos dignos de sermos
amados. Mas será que tem que ser sempre assim?
Não, com certeza não!
A falta de
diálogo com o companheiro é uma das causas mais
comuns de conflitos e o caminho mais certo para
uma separação. Mas se você não deseja que isso
aconteça, é possível reconstruir. Porém, se não
consegue conversar nem consigo mesmo, como irá
querer se comunicar com o outro? Algumas pessoas
chegam ao máximo de não conversarem nem sobre suas
dificuldades sexuais. Como podem fazer amor se não
podem falar sobre o assunto?
A falta de
cuidado com o outro, com a relação, não
conseguindo perceber as necessidades do outro,
também é um fator de desgaste no relacionamento,
que acaba sendo consumido pela rotina do
dia-a-dia.
Abaixo estão outras causas que podem interferir na
sua relação. Procure identificá-las no seu
relacionamento
Os 22
inimigos do casamento
- Medo
- Insegurança
- Carências afetivas
- Conflitos internos que refletem na relação
- Falta de romantismo, carinho, atenção, cuidado
com o outro
- Falta de confiança, diálogo, comunicação
- Falta constante de demonstração de amor
- Falta de desejo, atração
- Desinteresse pelo que o outro diz, faz ou sente
- Brigas crônicas (repetitiva e sem gerar mudança)
- Ciúme sem motivo e desproporcional
- Interferência familiar
- Agressividade
- Inveja
- Traição
- Desprezo
- Indiferença
- Rotina
- Mentira
- Egoísmo
- Crises financeiras
- Sem dúvida, falta de amor!
Diante dessa
lista, é possível fazer muitas coisas. Primeiro é
preciso identificar as possíveis causas que estão
corroendo seu relacionamento. Para isso você
poderá responder as seguintes perguntas:
- Se há brigas, quais são os motivos? São sempre
os mesmos?
- Se não há brigas, mas há o silêncio, a
indiferença, o que pode estar por trás disso?
- Como você tem alimentado sua relação?
- O que você têm feito para a construção da
relação?
- Você conversa com seu companheiro sobre seus
sentimentos?
- Seu companheiro se interessa pelo que você faz,
e principalmente pelo que você sente?
- Você se interessa pelo que ele faz e pelo que
ele sente?
- Seus sentimentos são respeitados e considerados
importantes por ele? E você, respeita os
sentimentos dele?
- O que você sente quando está ao lado dele? E
quando está longe?
- Pense em como você gostaria que fosse sua
relação afetiva. Agora compare como está
atualmente. Há muita diferença entre o que
gostaria e está hoje?
Responda essas perguntas com toda sinceridade e
depois reflita sobre as respostas. Pode ser que
elas te ajudem a identificar as causas dos
desentendimentos e de sua tristeza. Com tudo isso
claro em sua mente, procure seu companheiro para
uma conversa franca e redefinam pontos
importantes, onde os dois possam ouvir e perceber
as necessidades do outro tanto como as suas
próprias. É preciso investir sempre, fazendo algo
que surpreenda e deixe o outro feliz e isso só
você mesmo poderá saber por onde começar!
Lembre-se: "Há
três possibilidades de mudança na relação: o eu, o
outro, a relação. A única que depende
exclusivamente de você é o eu! O outro depende
dele. E a relação dos dois."
Rosemeire
Zago
é psicóloga clínica com abordagem junguiana.