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- o excesso de vermelho corresponde a uma
pertubação do coração;
- o excesso de amarelo corresponde a uma
pertubação do baço;
- o excesso de branco corresponde a uma
pertubação dos pulmões;
- o excesso de negro ou escuro corresponde a
uma pertubação nos rins;
- o excesso de verde corresponde a uma
pertubação do fígado.
As 5 cores patológicas ligam-se a teoria
chinesa dos 5 elementos: a madeira, o fogo,
a terra, o metal e a água.
Como na Índia, a China desenvolveu um
sistema completo de yoga corporal e
energética chamada Chi Kung. Os mestres
dessa arte dizem que, num certo nível de
prática, certas cores aparecem diante das
pálpebras fechadas. Essas cores tem uma
significação; elas indicam os problemas
físicos ou mentais do praticante. É razoável
pensar que foi dessa maneira que foram
descobertas certas propriedades terapêuticas
das cores. Nesse método dos Chi Kung, as
cores também são utilizadas em visualização,
usando certos circuitos definidos no
interior do corpo e, em particular, os
meridianos "curiosos" da acupuntura chinesa.
Cromoterapia na Grécia e no
Império Romano
A helioterapia (ou método de cura pelos
raios solares) era muito utilizada pelos
terapeutas dessa época; infelizmente, restam
poucos documentos precisos sobre as práticas
exatas, da mesma forma que sobre as
medicinas druídicas e sobre as dos índios da
América do Sul, que também usavam as cores e
sua relação com as posições planetárias do
dia do nascimento (astrologia medicinal).
Cromoterapia na Índia
Esse país foi o que melhor contribuiu para a
descoberta das leis sutis da cura, e em
particular, da cromoterapia. Duas grandes
correntes marcaram sua história: a via do
Tranta (a da experiência) e a via de
Shankara e Patanjali (a da ascese). Esses
iogues consideram o homem como uma parte do
universo capaz de realizar sua identidade
com esse mesmo universo (estado de
consciência chamado Samadhi). Nesse estado,
numerosos sábios (rishis) dos tempos védicos
compreenderam, por intuição, as leis da cura
física e mental colocando as bases da
ciência médica ayurveda. Essa ciência
antiga, ainda pouco conhecida no Ocidente,
compreende a terapia das plantas, a
dietética, a massagem, as limpezas internas,
a respiração, o uso dos sons (nada-yoga),
assim como a cromoterapia.
Para os terapeutas hindus, a cor é ao mesmo
tempo objetiva e subjetiva. A cor age sobre
o corpo sutil do homem num nível de energia
que toca ao mesmo tempo o mental e o físico.
Esse corpo de energia sutil foi posto em
evidência, de uma forma quase científica,
pelo pesquisador russo Kirlian, que
conseguiu cristalizá-lo sobre a fotografia.
Esse corpo de energia sutil parece estar em
íntima relação com o sistema endócrino do
homem. O controle desse corpo energético se
efetua graças a centros que a tradição chama
de chakras. Uma teoria bem próxima da
acupuntura chinesa, afirma que a corrente
eletromagnética terrestre entra nos chakras
dos pés, depois sobe ao longo do sistema
nervoso espinhal, onde pára a um certo nível
marcando a evolução do indivíduo. Para a
tradição hindu, os seres humanos que
ultrapassam o chakra da garganta são pessoas
muito excepcionais, capazes de se autocurar
e de curar os outros. Quanto mais a
circulação da energia se relenta nos canais
sutis, mais o homem se torna materialista.
De acordo com a medicina tradicional indiana
ayurvédica, cada um desses centros de
energia pode ser tratado em certas
pertubações físicas particulares. Os textos
antigos afirmam que as cores e os sons
desempenham um papel importante no
equilíbrio do corpo sutil do homem e,
igualmente, sobre sua saúde."
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