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» Espiritualidade |
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KARMA EM RELAÇÃO A UM POVO
Vera Ghimel -
veraghimel@oi.com.br |
A
melhor forma de ilustrar esse assunto é contar a
minha própria história. Desde criança sempre senti
muito desconforto com o cheiro de gás ou com o ruído
do motor de um carro de marca Citröen, muito usado
na 2a Guerra Mundial. Nosso vizinho ligava o carro e
eu disparava para a barra da saia de minha mãe,
gritando: “- Ele vai me matar!!!” Isso me acompanhou
por muitos anos, sem que eu pudesse ter uma
explicação.
Com a minha atenção voltada para a espiritualidade
foi que eu iniciei a descoberta. Primeiro descobri
ter vivido, como judia, na 2a Guerra Mundial, daí a
adoção do nome Ghimel, numa homenagem aos judeus.
Mas foi na gravidez do meu filho Lucas, há 12 anos
atrás, que a situação começou a tomar forma. A
gravidez transcorria satisfatoriamente até o 5o mês,
quando o meu organismo começou a ter uma reação
estranha. Mesmo com 40 anos, numa gravidez
considerada de risco, para um primeiro filho, não
era para acontecer isso. Todos os dias, a partir das
23h, eu começava a tossir, compulsivamente,
expelindo uma espécie de gosma branca pelo nariz. Ao
amanhecer, passavam completamente os sintomas. Os
médicos, muitos deles especialistas no assunto, não
compreendiam e nem arriscavam um diagnóstico.
Durante o dia eu ficava ótima, embora tivesse que
dormir na parte da manhã, para compensar a noite
insone. A noite vinha e, às 11h, recomeçava tudo. No
sétimo mês, pelo perigo de rompimento da bolsa, o
meu obstetra resolveu me prescrever um medicamento
para controle dessa estranha bronquite. E assim foi,
durante os 2 últimos meses, antes do Lucas nascer.
Com o nascimento, as crises cessaram. Então começou
uma outra empreitada. De todos os lados aconteciam
dificuldades. Fui aos poucos perdendo emprego,
patrimônio, saúde, etc. Cheguei aos 40kg. Quando
Lucas completou 2 anos de idade, começou a se
comportar, em alguns horários específicos, de uma
forma agressiva. Era só comigo. Ele me olhava com um
olhar frio e me dizia que iria me machucar e me
matar. Quando eu estava no meu quarto e ele no dele,
de repente, ele começava a gritar, como se alguém o
estivesse espancando. Não havia ninguém na casa,
além de nós dois. Quando a crise acabava, ele
começava a chorar e a pedir desculpas. Dava dó. A
temperatura dele caía e ele ficava gelado. Com o
passar do tempo, as agressões cresciam e os
palavrões também. Não tinha um dia que eu não
chorasse pedindo a Deus para que me desse uma
solução. Fui a muitos lugares. De consultórios
médicos a centros espíritas. Nada. Um belo dia,
lendo um livro sobre regressão, parei e perguntei
internamente: - "Será que o Lucas tem a ver com essa
minha vida, na 2a Guerra?" Pedi que me mostrassem,
se isso fosse real. O Lucas, já com os seus 5 anos,
pra minha surpresa, apareceu na porta do meu quarto,
calçando umas botas altas azuis e na mão, uma arma
de brinquedo de lançar bolas. Parecia um
mini-soldado alemão. Eu tomei um susto! Ele me
apontou a arma e gritou: - “Eu vou te matar! ”Eu
fiquei paralisada com a cena. Então, imediatamente
saiu da porta e voltou para o quarto. Chorei
copiosamente. Ali estava a resposta. Eu havia vivido
aquela vida com ele. A partir desse episódio, tudo
se encaixara. O meu pavor de cheiro de gás, a minha
dificuldade em aprender francês na escola, matéria
obrigatória. O desespero que eu fiquei quando fui
pedida em casamento por um francês, namorado dos
meus 20 anos. Ele ainda queria me levar pra Paris.
Eu lembro que nesse dia, quando ele surgiu na porta,
uma segunda-feira, estava anunciando na TV o filme
“A Lista de Schindler”. Foi ali que entendi porque
não conseguia ver filme sobre o holocausto, olhar no
olho de um judeu ortodoxo ou mesmo visitar uma
Sinagoga. O pior estava apenas por vir. Eu, judia,
vendera o povo judeu para os nazistas. Com o
nascimento do meu filho, que foi o nazista para quem
vendia as informações, começava a minha caminhada
kármica. Tive a confirmação do porquê ter passado
tão mal na minha gravidez. O que eu vivi durante 2
meses, foi a dramatização da minha morte, por
asfixia de gás, num banheiro (banheiros fechados e
grandes sempre foram o meu pesadelo em criança).
Quando você aspira gás, você começa a espumar uma
gosma branca, produzida pelo pulmão, para se
proteger contra a transferência do gás para a
corrente sangüínea. O sentimento de culpa e de
vergonha, que se apossou de mim, foi indescritível.
Logo depois que consegui ajudar o meu filho, com o
trabalho que desencadeou no CD RENASCIMENTO, tratei
de ir a uma Sinagoga. Lá fiz, formalmente, o meu
pedido de perdão. Hoje meu filho está ótimo. Eu me
sinto bem, mas me recuperando ainda da queda
material. Compreendi o motivo de ter comprado uma
casa estilo francês, que nunca consegui recuperar e
hoje tem o aspecto de uma casa bombardeada em tempos
de guerra, com goteiras e rachaduras. Reli meu mapa
numerológico e ali estava, e outras dezenas de
situações vividas que pareciam já estar me contando
sobre tudo isso. Nada é por acaso. Às vezes
demoramos para entender. Nosso sentimento de culpa e
de vergonha é que nos leva ao karma ou resgate de
algo que feriu um povo. Contei a minha história para
sugerir aos que sentem que se algo foi feito contra
alguma etnia, filosofia, cultura etc. , ofereça o
RENASCIMENTO, com os mais sinceros pedidos de
desculpas ou perdão, mesmo que não tenha consciência
de quem sejam os que você ofendeu. Reserve o dia 27
de cada mês para isso. E se souber qual foi o povo a
quem ofendeu, veja a data em que comemoram alguma
festa representativa e nela faça o seu pedido de
perdão. Como exemplo, dia 19 de novembro comemora-se
o Dia de Zumbi dos Palmares. Se você sabe que foi um
escravagista em outra vida, ofereça o RENASCIMENTO,
a todos os escravos que aqui no Brasil estiveram,
independente de serem os mesmos a quem maltratou, em
sinal de respeito pela sua raça e cultura. A mesma
coisa em relação aos ciganos, muçulmanos, índios,
brancos, amarelos, etc. Precisamos nos perdoar e
pedir perdão para que nos libertemos das regras de
3a dimensão.
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