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» Espiritualidade |
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Os Gêmeos Espirituais
Vera Ghimel -
veraghimel@oi.com.br |
Tive
uma experiência bastante enriquecedora, ao entregar
um mapa numerológico para um médico. Ele veio por
muita insistência de uma amiga, para conhecer sobre
numerologia. Muito cético e introspectivo, ele me
olhava atentamente como se me estudasse. Lá pelas
tantas perguntei-lhe que especialização médica havia
feito. Respondeu-me com outra pergunta: “Clínico
Geral, por que? Então disse-lhe, porque de acordo
com o seu mapa, você tem que cuidar de crianças
especiais, com síndromes e outras dificuldades. Ele
arregalou os olhos dizendo-me, mas já fiz isso e não
me trouxe nenhum retorno. É uma medicina que não
cura, pois é frustrante acompanhar um paciente e não
verificar nenhuma melhora. Aconselhei-o a retornar
para essa atividade médica, pois era um compromisso
assumido em outras vidas. Foi então que me revelou
que, quando deixou de clinicar as crianças, passando
a trabalhar como endocrinologista, emagrecendo as
pessoas, seu filho, de 2 anos, começou a apresentar
um comportamento muito estranho. Já com certo
domínio na fala, só se comunicava na 3a pessoa.
“Luiz quer água” para logo em seguida dizer, “ele
está com fome”. Naquele momento, perguntei-lhe com
que idade seu filho estava. Disse-me estar já com 14
anos e continuando a falar na 3a pessoa. Com o
passar do tempo, ficava muito definido o
comportamento dicotômico do Luiz, que ora
comportava-se como um adolescente, para em seguida,
não conseguir amarrar os sapatos. Oscilava, segundo
o pai, entre as idades de 2 anos e a atual. O pai
pesquisou e enviou exames para todos os lugares mais
avançados, como a Nasa e um laboratório na França. O
máximo que conseguira fora um diagnóstico de
sinusite. Os colegas médicos batiam cabeça, pois o
menino não se encaixava em nada conhecido pela
medicina. Esquizofrenia, autismo ou outra doença
mais conhecida. A mãe morrera quando ele ainda era
bebê e o pai casara-se de novo para que pudesse
ficar o dia inteiro no consultório ou mesmo nos
hospitais. Revelou-me que não tinha mais esperança e
foi aí que eu decidi fazer-lhe uma proposta. Volte
amanhã e vou lhe atender sob orientação espiritual.
No dia seguinte estava ele lá. Foi então, que diante
de sua enorme perplexidade lhe falei: Seu filho era
para nascer gêmeo univitelino. Não houve cisão no
núcleo do óvulo fertilizado (ovo) e, portanto, os 2
personagens, embora oriundos da mesma mônada, não se
uniram para ocupar um só corpo. Tem 1 dentro do
corpo e o outro do lado de fora, unido por um
cordão, que se nega a colaborar, porque quer ter um
corpo só para ele. O médico me olhou espantadíssimo
e tive a certeza que, se ele pudesse, mandava me
internar. Expliquei-lhe o fato do menino falar em 3a
pessoa. Os 2 conversavam pelo mesmo aparelho vocal.
Um chamava-se Luiz e o outro não tinha nome. Quando
o Luiz falava com o irmão dizia “ele quer dormir” ou
“ele está zangado”. Por outro lado, o “ele” chamava
o irmão de Luiz. Era a conversa do “ele” com o Luiz.
Falei para o pai que nós precisaríamos fazer o
renascimento do filho dele e precisávamos do seu
consentimento. Avisei-o que à noite, o Luiz, que já
era um garoto muito alto (do tamanho do pai),
ficaria em posição fetal e que ele não se
preocupasse. O pai naquele mesmo dia chegou em casa
por volta da meia-noite e abrindo a porta do quarto
do filho o encontrou nessa posição. Fechou
rapidamente a porta do quarto e logo de manhã muito
cedo, tomando o seu café, Luiz, chegando bem perto
do pai lhe disse: “Pai, eu quero TV à cabo no meu
quarto. ” O pai se levantou e saiu correndo para o
carro, me ligando em seguida. Estava apavorado,
disse-me que não estava entendendo porque o filho
falara “eu” pela primeira vez em 14 anos. Não
precisa dizer que depois disso, todos os avanços de
comportamento que o Luiz apresentava, ele me ligava.
Certamente hoje o Luiz já deve ter emparelhado com a
idade cronológica. O garotinho de 2 anos que estava
do lado de fora, boicotando o desenvolvimento
daquele personagem, do qual ele também fazia parte,
juntou-se no renascimento com o irmão Luiz. Hoje o
Luiz está com 20 anos, acredito eu, com uma vida
normal. Com essa experiência, passei a entender o
significado de reencarnação simultânea, mas isso é
um assunto para um outro artigo.
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