Horóscopo Diário
História do Horóscopo
O horóscopo é o ponto da eclíptica que está no horizonte numa dada hora sideral,
pelo que se dá o mesmo nome de horóscopo (ou céu de nascimento) à carta do céu
da hora em que uma pessoa nasceu. Esta é lida nas suas várias vertentes astrais
fazendo-se, assim, e a partir de um instrumento científico (a carta) a sua
interpretação através de estudos de probabilidades, de textos diversos
(Tetrabiblos de Ptolomeu, entre outros), radiações induzidas,
diagnósticos e prognósticos com base na Cabala, como a da interpretação
numerológica, entre outras possibilidades. No horóscopo, pode-se estudar o "tema
natal", referente à altura do nascimento, mas também o "tema da concepção", que
contempla 273 dias. A posição dos astros no Zodíaco é representada através de
símbolos determinados, sendo que o signo em vigor no mês em que se nasce é
chamado o signo solar. Desde pelo menos o século I d. C. que se associaram os
signos às partes do corpo humano, e, de acordo com a predominância de cada signo
no horóscopo de cada pessoa, dar-se-iam influências concretas. O horóscopo é
parte integrante da astrologia, tendo, de acordo com ela, variações conforme as
culturas (os Astecas tinham vinte signos, por exemplo) e as épocas. Assim, o
horóscopo indiano assimilou-se ao da Mesopotâmia, visto que foi desta cultura
que tomou conhecimento da astrologia, cerca de 1600 a. C. Antes desta data já os
Chineses tinham a prática dos horóscopos, e o interesse por estas matérias
revivaram-se nos séculos XIX e XX, com personalidades como Roberto Assagioli e
Carl Jung. Há, contudo, diversas teorias sobre a origem do horóscopo: algumas
apontam para os caldeus, outras para um grupo de budistas tibetanos, os
"Acólitos", cerca de 2000 a. C., não sendo as fontes suficientes e claras para
afirmar com exactidão o local e a data. Pode ainda colocar-se a hipótese de
terem surgido em épocas aproximadas em sítios diferentes. As Tábuas
Afonsinas, instituídas na Península Ibérica pelo rei Afonso X, cognominado "o
Sábio", foram utilizadas também por Galileu Galilei e por Nicolau Copérnico,
tendo sido uma das bases para a elaboração dos horóscopos. Este hábito estava de
tal forma difundido que Álvaro Gonçalves Pereira, pai de Nuno Álvares Pereira,
encarregou o Mestre Guedelha de fazer o horóscopo do seu filho, à semelhança do
que fizera Eurípides.
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