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» Lições de Vida |
Teimosia e Fanatismo
Saul Brandalise Jr. |
É
muito complicado querer entender quando uma pessoa
se torna Fanática. Igualmente quando ela é um ser
humano que se posiciona como um teimoso.
Uma coisa é certa, todo teimoso não é
necessariamente um fanático, mas todo fanático
sempre se torna um teimoso.
Sua verdade é a única que prevalece em qualquer
discussão ou interpretação em cima de um fato.
Portanto, um fanático é um teimoso, no mínimo,
duplicado.
Já fui os dois.
Como teimoso, a minha verdade era a que deveria
prevalecer, custasse o que custasse. Como fanático
fiquei, como me referi acima, um teimoso piorado.
Em vez de me autopunir, agradeço por ter sido os
dois, pois assim sei, por ter sentido na carne, o
que não quero mais para mim.
Todo processo de entendimento possui dois caminhos:
O mais recomendado, e correto até, é conseguirmos
interpretar nossa postura que está em desacordo com
a lei de Causa e Efeito.
O outro caminho é nos colocarmos na posição de
senhores absolutos da verdade, mesmo que isso
signifique péssimas colheitas futuras em termos de
satisfações e controle emocional.
Na realidade, um grande prejuízo e até atraso mesmo,
que pode acontecer para um ser humano, é o fanatismo
e achar que a nossa verdade é a única que pode
prevalecer em qualquer circunstância, discussão ou
postura. Falhar faz parte do aprendizado de como não
se quer ser. Errar é continuar repetindo a falha de
forma cega e ignorante.
Sorte minha que a teimosia e o fanatismo tiveram
tempo curto em minha vida. Nenhum deles demorou
muito para ser eliminado de meu atual estágio
terreno.
É óbvio que tive ajuda externa, aconselhamentos e
muita meditação e mantras, para poder entender
algumas colheitas que acabei realizando, por conta
de minha postura teimosa, fanática e inadequada.
Cada ser humano possui a sua verdade. Ela é fruto do
quanto cada um já evoluiu e do quanto a essência já
viveu em acúmulo de experiências vivenciadas, vida
após vida. Por isso que o importante não é o que
sabemos, mas sim o que fazemos com o que sabemos.
Ainda mais, com que velocidade eu aplico o que sei.
A maneira como me relaciono com o exterior determina
o que vou colher logo em seguida.
Na realidade, pensando bem no que fui, o pior foi o
período do fanatismo, porque ele me impedia de ver o
que as outras pessoas mais evoluídas já conseguiam
enxergar. Porque, em verdade a minha teimosia parava
no exato momento em que a burrice se fazia presente.
Todo fanático é um ignorante que se acha
inteligente, e aí encontramos o protótipo de um
fanático hiper teimoso.
Percebi, quando estudei o assunto, pela origem
latina da palavra fanaticus, que vem de fanus
(templo, lugar consagrado) e este apelido era dado
àquele que era possuído pelo deus.
Assim, o fanatismo se encontra em todo indivíduo que
tem uma cega obediência a uma idéia. Muitas
religiões são mestres em conseguir isso de seus
seguidores.
É preciso muita meditação para encontrar o dragão
que existe dentro de nós e, desta forma, fazermos
com que ele viva em sua plenitude, em nosso ser. Sem
ele desperto, somos um pouco mais do que nada.
Seguimos qualquer coisa que possa nos dar serenidade
em um momento de adversidade e depois deixamos de
saber o que realmente somos. Viramos um robô...
Provavelmente, o caminho mais curto, para
abandonarmos fanatismo e teimosia, é nos desfazermos
das bengalas encontradas em algumas religiões e,
assim, conseguirmos caminhar com as nossas próprias
pernas; lúcidos e sem fazermos aos outros o que não
queremos que façam conosco.
O processo de se entender o que acontece é até
simples de aplicar. O difícil é mandar embora
hábitos e vícios... O ser humano não precisa de
religião. Precisa de FILOSOFIA DE VIDA e saber que
ele é hoje o que decidiu ser ontem.
Cuide-se. Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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