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» Lições de Vida |
Loucura ou Sabedoria?
Saul Brandalise Jr. |
Existe
uma realidade ao redor da qual todos nós gravitamos:
somos fortes julgadores em cima das atitudes,
hábitos e vícios das pessoas.
A Filosofia Budista recomenda que não se julgue,
simplesmente porque as pessoas, ou almas se
preferirem, estão em estágios diferenciados de
evolução; pior é que esta atitude, julgar, cria
karma. Somos essências em estágio evolutivo. Ninguém
está pronto neste planeta. Este é o ponto. Aqui é
uma escola onde se aprende pela dor. Saber entender
a dor, e por que ela aconteceu, é o maior caminho
para nossa subida de um degrau...
Assim:
O que é entendível para alguns é absurdo para
outros.
O que é correto para mim, é detestável para você.
O que é convenção para alguns, é ridículo e
inapropriado para outros.
O que é novo para um, pode ser inaceitável para o
outro.
E assim seguimos vivendo. Mas, qual é o ponto
correto em tudo isso?
Simplesmente, aquele que nos satisfaz. Na vida não
há certo ou errado. Há o que nos preenche e nos
satisfaz.
Portanto, não podemos rotular as pessoas conforme
nossas verdades, porque simplesmente a verdade de
agora será superada pela verdade do futuro. E quem
somos nós para julgarmos?
Há uma frase célebre que diz:
Quando encontro a resposta, o Universo muda a
pergunta!
Ou seja, estamos em constante evolução e precisamos
de lucidez para entender o que acontece à nossa
volta, sem nos preocuparmos em controlar a vida dos
outros via julgamentos e rotulagens de acordo com
nossas verdades.
As novidades evolutivas podem chocar.
Você conhece, eu conheço também, um cem número de
pessoas que nunca erra. Sempre os errados nos
episódios analisados foram os outros. Uns porque
atrapalharam, outros porque foram negligentes,
outros omissos, mas eles, sempre os perfeitos... e
vítimas das circunstâncias.
O que fazer com eles?
Deixá-los viver a vida conforme querem e entendem
que está certo e, assim, colherem o que plantaram: o
oco, o vazio e o sem conteúdo. Mas isso é problema
deles.
A vida é Causa e Efeito. Isso sim é verdadeiro. Tão
verdadeiro como a dor, mas supérfluo como o
sofrimento. A dor é inevitável, porém, manter o
sofrimento sempre é opção nossa. Aprendemos com a
dor. Com o sofrimento estragamos a saúde. Só e tudo
isso.
Voltando ao tema, o maior exemplo de loucura foi com
Einstein... Na realidade, ele estava sempre à frente
dos que o cercavam. Sabia muito e, portanto, era
incompreendido pelos que seguem padrões. Pior ainda
era na sua época, quando o conhecimento era
reservado somente para alguns afortunados.
Para ele, não existe o mal, existe a ausência do
bem. Não existe o ruim, falta o bom. Não existe a
vaidade, falta humildade. Não existe a raiva, falta
o amor.
Por pensar assim era insano, louco mesmo. Eu prefiro
achar que era incompreendido...
Portanto, sempre que alguém está sendo julgado como
louco, pode estar apenas vendo mais longe do que os
padrões convencionais que aplicamos em nossa vida,
naquele exato momento.
Atualmente, com a incrível velocidade da informação,
você percebeu como estão diminuindo as aldeias? Como
as pessoas estão ávidas de conhecimento? E vocês
perceberam como aumentaram os loucos?
Que tal sermos um deles? As oportunidades estão ao
nosso redor. É só agir... Assim, acabamos conhecendo
o caminho que nos leva ao saber de ser sábio. Aquele
que só vem com o conhecimento realmente aplicado.
Sei que nos veremos
Beijo na alma
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