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Ciclo da Evolução VI -
O Bem e o Mal
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Quando percebi que estava sendo conduzido em minha
fé, fiquei perplexo. Faz tempo, é verdade. Por
duas razões, obviamente. Uma, de que a fé é algo
de foro íntimo, ou se crê ou se busca entender a
razão das coisas.
Outra é que a verdade vem de nosso interior e não
do exterior, religião ou fato; suplanta a nossa
curiosidade e necessidade de aceitarmos as coisas
como são verdadeiramente. É preciso sentir na
alma. A verdade dos outros é efêmera.
Não se trata de uma disputa entre o bem e o mal.
Entre o capeta e o anjo. Entre o que se queira
definir como mal e o que entendemos como bem.
O Bem, de fazer o bem, e o Mal, de fazer maldade,
são frutos de imaginação de quem quer conduzir
alguém, ou ainda de credos que queiram nos guiar
conforme nossa cegueira permitir, ou sua
conveniência financeira exigir.
É impossível relevar o Livre Arbítrio e a Lei de
Causa e Efeito em cima de personagens, sejam eles
bondosos ou maldosos.
Saint Germain disse:
"Qualquer pensamento e sentimento discordante
emitido por um ser humano deve primeiro vibrar
através do cérebro e do corpo do emissor, antes de
chegar ao resto do Universo.
Uma vez projetado, esse pensamento começa a viagem
de volta para o seu criador. Nessa viagem de volta
ele se junta aos outros de sua espécie e chega com
um acréscimo que sobrecarrega o mundo desse ser
humano. Esta é a ‘Lei’ e ela é imutável”.
Nós somos, verdadeira e unicamente, a nossa
vitória ou a nossa derrota. São os nossos
pensamentos e nossas atitudes que nos colocam na
posição da bondade ou da maldade. São nossos
hábitos que determinam as nossas colheitas.
Não resolve rezar e viver praticando o engano nos
negócios. Não conseguimos vitória e alegria se
ficamos a todos os momentos julgando nossos
semelhantes ou praticando a má intriga. Fomentando
a desunião e propagando a energia negativa.
Todo lucro mal-vindo é mal-aplicado.
É importantíssimo atentarmos para o detalhe da Lei
de Causa e Efeito. Quando volta, sempre retorna
com potencialidade de agregação dos fatores que
foram criados.
É tão simples que chega a ser irritante, não é
verdade? Claro que as religiões não ensinam isso
porque, na realidade, não precisaríamos mais
delas.
Precisamos sim policiar as nossas atitudes e
nossos julgamentos.
Minha Mestra um dia me disse:
As pessoas que ficam felizes porque atingiram
conquistas profissionais, ou porque compraram algo
novo, e que se acham desta forma reconhecidas, se
enganam muito.
São felizes os que se aceitam, os que não
demonstram, não se inibem, não atacam, não fazem
para provar, mas sempre estão fazendo. Não julgam,
aí não perdem. Não tem medo, mas são prudentes.
Tem grandes conquistas, mas humildade para lidar
com elas.
Veja: Uma planta sem adubo, cresce, dá flor e até
semente.
Uma planta adubada cresce forte, dá muitas flores
e sementes que germinam mais rápido. Igual ao ser
humano, aquele que só reclama, não quer aprender,
acha que um outro ser não o ajuda... este é igual
à planta sem adubo.
Aquele que aceita errar tira de cada erro uma
lição, o que observa se disciplina, tem
persistência... esse é igual à planta adubada...
Minha mestra nunca me mostrou que se evolui com
medo do mal. Sempre prestando atenção em nossos
erros, não os repetindo e aprendendo também com os
erros dos outros.
Melhor assim né?
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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