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Ciclo da Evolução IX -
Desigualdade II
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Assim como uma flecha ao atingir o alvo ensina ao
arqueiro o que ele está errando, ou acertando,
nossos colheitas informam se o caminho está certo
ou errado. Não se trata de lutar contra o que se
colhe, mas sim de corrigirmos o rumo, o que é
simples, mas nada fácil de se conseguir. É preciso
aplicação, controle e determinação.
Assim acontece com a vida. Só conseguiremos ver o
que a vista e mente não alcançam, quando
dominarmos as feras que existem dentro de nós. Um
lobo e um cordeiro. Nenhum deles deve prevalecer.
Vai prevalecer sim o sentido da vida. Precisamos
de ambos. Calma de cordeiro e garra de lobo.
Em determinados momentos precisamos utilizar o
lobo e em outros o cordeiro, mas com controle
máximo das características de cada um.
A dificuldade está em dominar a mente de tal forma
que as atitudes estejam sob controle e não no
automático. A diferença se aplica como um carro de
câmbio automático e um de engate mecânico. Quem
aprende a dirigir em um carro automático
dificilmente sabe dirigir um mecânico. Mas quem é
bom em um mecânico, será ótimo em um automático.
Assim é a vida, se temos tudo automaticamente, até
caminhamos, mas somos como verdadeiros robôs, sem
sabermos para onde vamos e qual o caminho certo
que temos que tomar.
A vida é uma droga e... droga na vida...
A vida na realidade não é a busca de um grande
objetivo e sim como realizamos as pequenas
coisas... como aplicamos o que entendemos por amor
em cada atitude e como controlamos os nossos
vícios de personalidade, e mesmo os materiais.
Saber que o vício é ruim é um grande começo, mas
para eliminá-lo precisa de aplicação.
Nossos defeitos, nossas desigualdades, ao
contrário de nos deixarmos com sentimento de
culpa, são, na verdade, possibilidades potenciais
para nossa evolução. Identificá-los é o começo de
uma nova vida. Mas, efetivamente, a vida será nova
se esta desigualdade for eliminada e superada.
As desigualdades materiais ferem nosso bolso,
nossa vaidade e mais do que nunca a nossa
evolução. As desigualdades de caráter, pouco
observadas por todos nós, são na verdade a nossa
grande diferença em nossa vida. Ter poucos
recursos para viver a vida não é impeditivo de
crescimento interior.
Chico Xavier disse mais ou menos assim:
Teus recursos disponíveis são suficientes para a
tua jornada terrena.
Finalmente Dulce Magalhães completou:
Desigualdades não são inferioridades.
Nada nesta vida é igual. No máximo será
semelhante.
Em verdade somos desiguais por natureza. Cada um
de nós é um tesouro único a ser descoberto.
Mas... quem tem de descobrir?
Nós mesmos... nos encontrado, vivendo em plenitude
o dia. Quando esquecemos e perdoamos o passado.
Agradecendo a tudo que existe para que possamos
existir.
Meu mestre disse:
Saul, você vai estar pronto quando conseguir ouvir
a grama crescer...
Como isso é possível? perguntei
Cuidando de seu interior, exercendo o
autocontrole, meditando e se descobrindo...
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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