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Ciclo da Evolução XI - Colheita
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Iolanda é seu nome. Encontramo-nos ocasionalmente
em um almoço, no extremo oeste de SC. Sua energia
estava muito ruim. Era visível seu desconforto
pessoal quanto à sua situação de vida.
Eu havia acabado de proferir uma palestra naquela
cidade. Depois nos comunicamos por e-mail e
finalmente ela decidiu vir até Florianópolis para
realinharmos seus chakras. Quem busca soluções
para si vai a qualquer lugar...
Quando realizei o trabalho em Iolanda e lhe
entreguei de volta a “chave de sua vida” ela era
pouco mais do que nada. Só respirava. Estava
doente e praticava aquilo que todos queriam que
ela fizesse, menos o que em essência ela clamava
por fazer.
Dos seus sete principais chakras cinco vibravam
negativamente e dois estavam zerados. É impossível
viver assim. Primeiro vem a depressão, depois
efetivamente as doenças físicas. Somos únicos e
não podemos ser o que os outros querem que
sejamos.
Aqui principia o maior mal da humanidade. A
confusão entre educar e adestrar... Educar é dar
princípios, adestrar é dar comando. Educar é dar
conhecimento, adestrar é fazer por fazer. Mais de
cinqüenta por cento dos eleitores, nas últimas
eleições foram adestrados. Hoje pagam o preço de
suas atitudes...
Realinhar os chakras é simples. O difícil é
mantê-los assim, pois isso depende da pessoa. Foi
ela quem os desalinhou com suas ações, emoções e
pensamentos. Cabe exclusivamente a ela conservar o
novo alinhamento. Como?
Mudando de atitudes e se reposicionando frente a
si mesma. Controlando suas emoções e sua
“bondade”.
Hoje já são 90 dias e ela mudou. Claro que foi
difícil mudar. Iolanda trancou a matricula na
faculdade de direito. Começou nova vida de
solteira. Curou-se sem tomar remédios e hoje
irradia felicidade. Não faz mais nada para agradar
os outros. Vigia os seus pensamentos, suas
palavras e atitudes. É uma nova pessoa.
Como agora trabalha com comunicação, hoje tem
consciência que as pessoas “sentem” a sua energia
que sua voz passa através das ondas do rádio. Sua
auto-estima mudou. Hoje ela é feliz. Sabem por
quê?
Porque, como me referi na semana passada, ela
deixou de se equivocar.... deixou de pensar no
julgamento dos outros. Isso estava acabando com
sua saúde. Ser o que os outros querem que sejamos
custa caro. Ficamos doentes. A doença é a primeira
demonstração de que estamos errados.
Primeiro danificamos os nossos três corpos -
emocional, mental e espiritual - eles é que
adoecem. Finalmente o físico demonstra e
materializa a doença.
Somos iguais a uma horta, ninguém vai colher
cenouras, alfaces, pepinos, se deixar a erva
daninha tomar conta do terreno. Se danificarmos
nosso cérebro com maus pensamentos, criamos ervas
daninhas em nossa horta mental.
Assim são nossos pensamentos e nossos
relacionamentos. Se forem ruins, contaminamos
conseqüentemente todas as nossas atitudes e nossa
vida.
Há o ditado: O PLANTIO É OPCIONAL, MAS A COLHEITA
É OBRIGATORIA... é efetivamente o que acontece.
Como é simples, damos pouca ou nenhuma atenção a
esta frase. Procuramos buscar as verdades em
coisas complexas e esquecemos de que a vida é
simplesmente isso. Evolução através do: fez... vai
colher.
É assim que aprendemos. Quanto mais nos revoltamos
pior é. Esta atitude bloqueia o sexto chakra e não
conseguimos mais “ver” o caminho.
Curei minha labirintite e pressão alta; não foi
tomando remédios, foi tomando atitudes. A
labirintite é a maior demonstração que nos estamos
fora de prumo... fora de foco com o que queremos
ser...
Mandei muita gente pra frente de Canoa Quebrada
(Praia do Ceará)... Se você não entendeu, isso
quer dizer: suma-se.
Selecionei meus amigos. Eliminei noventa e nove
por cento dos eventos sociais de minha agenda. Na
maioria deles as pessoas vão para comentar
maldosamente sobre aqueles que se dizem amigos.
Falar das roupas, das atitudes. Verdadeiros
juizes, como se eles fossem infalíveis.
Iolanda fez o mesmo consigo. Primeiro selecionou o
que não mais queria para si, depois tomou
atitudes. Obviamente que não foi fácil, mas nada é
fácil.
Todos querem melhorar, mas, se possível, nenhum
esforço deve ser despendido. Queremos mudar,
rezando, continuando em nossa zona de conforto e
fazendo exatamente as mesmas coisas que
fazíamos... onde está a mudança nestas atitudes?
É preciso o desapego dos bens matérias e até mesmo
dos sentimentos. Mudar exige mudança.
Comecei a minha faxina no dia 08 de outubro. Fiz
uma relação do que não queria mais para mim e fui
à luta. Já consegui solucionar 95% de minhas
coisas. Acabei com sociedades, vendi bens, fiz
partilhas, diminui meu patrimônio em troca de
minha felicidade.
Sua felicidade tem preço?
A minha não tem. Claro que algumas pessoas ainda
estão me julgando. Um dia, espero que não seja
tarde para eles, vão perceber que o que se toca
passa, mas o que se sente fica...
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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