|
Ciclo da Evolução - Ter
paz
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Não
foi um final de semana como outro qualquer.
Diferente na postura, nos pensamentos e assim, na
colheita. O cansaço da semana anterior se foi como
num passe de mágica. Mimi, o gato, Yupi, o coelho;
Buck, Xerife e Fubica - os cachorros - todos em
perfeita harmonia e convivendo entre si com
brincadeiras interessantes. Nossa sala parecia um
minizôo.
Real e positivamente “regado” a pijama, foi a tão
sonhada paz de um final de semana perfeito.
Márcia, minha esposa, soube respeitar e entender a
“nossa” necessidade de um pequeno isolamento.
Mal comparando, somos semelhantes a um automóvel,
onde o combustível é a nossa alimentação física e
a energia de nosso cérebro representa o óleo que
lubrifica o motor. Várias vezes esquecemos de
“lubrificar” a nossa mente. Igual como fazemos com
a troca do óleo do motor do carro. Conheço algumas
pessoas que tanto insistiram em não trocar o óleo
lubrificante que o motor do carro fundiu... É
neste exato momento que os nossos obstáculos ficam
maiores do que a nossa capacidade de resolver.
Entramos em espiral descendente... Foi-se a tão
sonhada paz.
Mas é preciso lembrar que nossa paz é diferente da
paz que sonhamos um dia... Quando se é jovem, ou
imaturo, imagina-se que ter paz é podermos fazer o
que se quer: repousar, ficar em silêncio e jamais
enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é
resultado do entendimento de algumas lições
importantes que a vida nos oferece.
Ter paz é saber decodificar os sinais que a
natureza nos apresenta em todos os momentos. Ser
feliz na dor. Viver e entender o amor. Assumir
responsabilidades e cumpri-las. É ter serenidade
nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é admitir a própria imperfeição e
reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
Somos uma essência em processo de evolução. Como
já escrevi em outro texto, é preciso entender e
aceitar que nossas desigualdades são fundamentais
e necessárias para o nosso aprendizado quanto
essências, seres espirituais.
A paz que hoje trago em meu peito é a
tranqüilidade e a serenidade de aceitar os outros
como são e, principalmente, a ferrenha disposição
para mudar as minhas próprias imperfeições.
Já aprendi que querer ser coitadinho é contaminar
o meu caminho com energias negativas e opressoras.
Nenhum coitado colheu os louros da vitória... no
máximo competiu...
Ter paz é seguir o próprio caminho independente do
que os outros julguem, analisem ou exijam que
sejamos.
É a vontade de dividir o que tenho, sabendo que
desta vida nada levaremos e jamais me aprisionar
ao que possuo. Isso é efêmero, nulo em valor.
Minha paz reside igualmente na minha procura em
melhorar o que está ao meu alcance, entender,
decodificar e aceitar o que não pode ser mudado e
ter lucidez, sabedoria para separar adequadamente
e distinguir uma coisa da outra.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança de
ser o que planto e a plena convicção de que
receberei das leis soberanas da vida o que a elas
tiver oferecido.
Ninguém vai trilhar o meu caminho. Ele é só meu e
intransferível. Se não tenho paz, não posso e não
devo, portanto, responsabilizar terceiros...
Minha Paz é fruto de minhas atitudes.
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
|