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Ciclo da Evolução -
Esqueça
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Sei
que é difícil esquecer. Foi preciso que tudo o que
aconteceu comigo de ruim realmente fizesse parte
do passado para que as conquistas começassem a ser
duradouras e efetivamente sólidas.
Foi desta maneira que iniciei uma nova fase em
minha vida. Primeiro vem o perdão, depois, e só
depois, estaremos preparados para a grande jornada
de conquistas de coisas boas... O bom e o ruim não
se misturam. São como óleo e água. Ambos líquidos,
mas não se fundem. A energia atua de maneira
semelhante. O ruim ocupa o espaço do bom. Antes de
eliminarmos a energia negativa com a qual
convivemos, não existirá espaço para a boa. A
energia negativa é mais fácil de ser cultivada.
Ser bom exige sabedoria, aplicação e vida regrada.
A irritação não resolve, só ajuda a piorar. Quando
temos este sentimento enrugamos a testa e com isso
praticamente fechamos nosso terceiro olho. Agindo
desta forma só estaremos potencializando a má
energia que habita em nós. Cegamos a visão futura,
o sexto chakra, e assim também perdemos de vista
onde aplicar a nossa suprema verdade. É preciso
trocar a polaridade e começarmos a vibrar em uma
nova freqüência. Como fazer?
Classifique os eventos que precisam ser
eliminados, esquecidos, pelo seu grau de
importância. Os que realmente são difíceis de
serem “apagados” e os que pouco “falam” à sua
memória. É o processo da separação da mágoa e do
ódio. Descubra se existe ódio. Elimine-o. Se ele
realmente se faz presente você precisa se reciclar
e começar a olhar efetivamente para dentro de si.
Deixar de culpar os outros pelo que não consegue
obter. Ninguém sofre por nós e ninguém deve ser
responsabilizado pelos nossos fracassos. Nós
permitimos que eles aconteçam.
Desta forma, classificando-os, você vai se
conscientizar de que os que realmente pesam são
poucos. Damos muito valor ao ruim quando
misturamos sentimentos negativos. Os eventos de
menor relevância só aumentam o grau de importância
dos grandes. Isso se chama potencializar o
negativismo.
A mágoa é fácil de ser jogada fora. Ódio é mais
complicado. É preciso tirá-los da “cesta de coisas
ruins” que vivem em nossa mente para efetivamente
apagá-los de nossa memória. Esta separação entre a
mágoa e o ódio vai facilitar o primeiro expurgo.
Compare este sentimento ruim que você nutre, com
aqueles muito bons que você acaba deixando de ter.
Isso significa ocupar seu cérebro com pensamentos
que nada agregam. Vais concluir facilmente que a
pessoa à qual se nutre a mágoa vive distante de
nós e para ela pouco ou nada representamos. Só
isso já justifica o esquecimento.
Quem realmente perde, ao nutrirmos esta energia
interna, somos nós. Ninguém fica feliz cheio de
sentimento negativo. Finalmente sobra o ódio.
Novamente quem perde? Você, eu, quem o nutre.
Devemos agradecer aos que nos causaram mal, ao
contrário de ficarmos irritados com eles, pois
foram “veículos do Universo”, mestres na nossa
busca de iluminação. Vencer aos outros nos deixa
fortes e, dependendo da luta, é relativamente
fácil conseguir a vitória, mas é preciso ser
poderoso e abnegado para vencer a si mesmo.
Quando, e somente quando conseguimos esvaziar
nossa mente dos sentimentos ruins, nos tornaremos
capazes de receber, ficando repletos de boas
energias. A grande ciência para uma boa vida é
deixar de ter, APAGAR DA MENTE, ESQUECER os maus
sentimentos. Ajuda muito levarmos em consideração
que cada minuto que se apresenta em nossa vida é
novo. Daremos a ele a qualidade que queremos. Dos
bons ou maus sentimentos. A opção sempre é nossa.
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
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