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Ciclo da Evolução -
Nosso Brilho II
por
Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Quando resolvi mudar, percebi que as pessoas à
minha volta expressaram várias reações. Na média
pude perceber que as análises em cima de minha
decisão eram sempre comprometidas com as “perdas
materiais”. Claro que a maioria das pessoas
analisa e gosta de julgar os outros por sua
quantidade de bens e pelo volume financeiro de
suas poupanças. Enfim, pela aparência, pelo bolso.
Ora, mas era exatamente isso que eu queria
abandonar e deixar de lado. Para o futuro de minha
vida estes valores não serviriam mais.
Assim, todos os julgamentos eram equivocados e
comprometidos com o Ter. No texto passado já
comentamos um pouco sobre isso: O Ter. Suas
conseqüências e a forma como ele influencia a
nossa vida.
Decidir Ser, buscar conteúdo na alma, é o começo
da grande virada.
É obvio que esta decisão compromete o nosso
futuro, pois justamente aquilo que não desejamos
mais ser e viver, é, por paradoxal que possa
parecer, o que mais se repete. Mas é fácil de
entender. Se não quero mais ser o que era,
praticamente tenho que abandonar tudo o que me
cercava, ou pelo menos o que me sugava energia.
As pessoas não se dão conta que são produto de um
meio. De hábitos e manias com as quais convivem.
De pessoas que sugam a sua energia fazendo com que
sejam o que elas querem. Se isso é bom o ruim para
nós, pouco importa para elas. Estão habituadas com
o nosso gesto servil.
Assim, o grito de independência não é tão simples
quanto possa parecer. Ele, na realidade, é apenas
o começo e nada mais. As dificuldades começam a
aparecer depois. É exatamente aí que tudo começa a
mudar. Somos forçados a realmente viver a nova
vida.
O nosso corpo e a nossa vida são uma clara
demonstração do estado de Ser de nossa alma.
Jamais seremos felizes levando a nossa
infelicidade conosco.
Jamais teremos o corpo que pretendemos ter se
somos infelizes.
Sei que nos veremos
Beijo na alma
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