|
Ciclo da Evolução
- Esqueça 2
por Saul Brandalise Jr. -
saul@tvbv.com.br
Sei que é difícil, pois foi preciso que
tudo o que aconteceu comigo realmente
fizesse parte do passado para que as
conquistas começassem a ser duradouras e
efetivamente sólidas. Foi desta maneira
que iniciei uma nova fase em minha vida.
Primeiro vem o perdão, depois estaremos
preparados para a grande jornada de
conquistas...
Classifique os eventos por grau de
importância. Os que são realmente
difíceis de serem esquecidos e os que
pouco “falam” à sua memória. É a
separação da mágoa e do ódio. Descubra
se existe ódio. Se ele realmente se faz
presente no seu cotidiano, você precisa
se reciclar e começar a olhar
profundamente para dentro de si.
Desta forma você se conscientiza de que
os eventos que realmente pesam são
poucos. Damos muito valor quando
misturamos sentimentos negativos às
coisas que são pequenas em grau de
importância para nós. Mágoa é fácil de
ser jogada fora. Ódio é mais complicado.
É preciso tirá-los da cesta de coisas
ruins, que vivem em nossa mente, para
efetivamente apagá-los de nossa memória.
Esta separação vai facilitar o primeiro
expurgo.
Compare este sentimento que você nutre
com aqueles muito bons que você acaba
deixando de ter para ocupar seu cérebro
com pensamentos que nada agregam. Vais
concluir facilmente que a pessoa à qual
se nutre a mágoa vive distante de nós e
para ela pouco ou nada representamos. Só
isso já justifica o esquecimento. Quem
realmente perde somos nós ao nutrirmos
esta energia interna. Ninguém fica feliz
cheio de sentimentos negativos.
Finalmente sobra o ódio. Novamente quem
perde? Eu, eventualmente você, ou quem
nutre este sentimento terrível. A quem
lhe causou mal, em vez de ficarmos
irritados com isso, devemos é agradecer,
pois com eles aprendemos várias coisas:
Não confiar demasiadamente.
Não achar que as pessoas pensam e agem
igual a nós.
Não julgar antecipadamente.
Que cada um atribui ao dinheiro o valor
que sua consciência está preparada a
dar, que sua evolução já vivenciou.
Que os únicos relacionamentos que
realmente pesam e temos são com nossos
pais, irmãos e filhos. Os demais são
apenas resgates kármicos, reencontros; e
que genro, nora e cunhado(a) tios(as)
não são relacionamentos importantes.
Que nossos verdadeiros professores foram
aqueles quem mais nos “prejudicaram,
magoaram ou decepcionaram”.
Se sentir amado é reconfortante, mas o
que realmente faz a gente pensar são as
más atitudes. Estas são as verdadeiras
“mestras”.
O importante, portanto, é esquecer. O
minuto que iremos viver agora é novo,
poderemos dar a ele a qualidade que
queremos. Ser feliz é uma determinação,
não um acaso.
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
|