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Os Óleos Essenciais - Benjoim

O benjoeiro (Styrax benjoin) é uma árvore
originária do sudeste asiático que pode atingir até
dez metros de altura. Seu nome vem do árabe “lubãn
jãui”, que significa “resina de Java, incenso” –
termo que os antigos europeus entendiam como
“benjawi” e que mais tarde virou “benzoin”. Do
tronco dessa árvore, extraí-se uma resina que
apresenta um suave cheirinho doce, semelhante ao da
baunilha. Depois de colhida, esta resina é misturada
com um solvente químico, processo conhecido por
“extração com solvente” cujo objetivo é obter o óleo
essencial. O óleo essencial resultante, ou o famoso
óleo de benjoim, é viscoso, apresenta uma coloração
dourada (tendendo ao castanho escuro) e um agradável
aroma de baunilha – assim como o da resina.
Antigamente o óleo essencial de benjoim era bastante
valorizado devido ao seu poder fixador, uma
propriedade até hoje explorada na fabricação de
perfumes e misturas aromáticas. Ele também é um
ótimo conservante, pois diluí-lo em qualquer óleo
vegetal aumenta a vida de prateleira desses óleos (shelf
life) em vários meses – retardando a oxidação e a
deterioração. Além disso, o óleo essencial de
benjoim sempre chamou a atenção de várias pessoas em
função de suas propriedades medicinais,
principalmente a dos europeus. De acordo com a
literatura, ele tem poder anti-séptico,
cicatrizante, esfoliante, umectante, expectorante,
antioxidante e fungicida. Atua na limpeza de pele e
auxilia na eliminação de cravos e espinhas. Previne
o envelhecimento precoce e como esfoliante, ajuda a
eliminar as células mortas, o que deixa a pele
limpa, lisa e macia. Também estimula a circulação e
colabora com a cicatrização de feridas e escaras.
Mas atenção: ele não pode ser utilizado 100% puro
sobre a pele! Nem ingerido! O ideal é diluí-lo em um
óleo vegetal seguindo como parâmetro a ordem de 1%.
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