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João de Fiesole ou
Fra Angélico
Guido de Pietro,
nasceu em 1387, na cidade de Mugelo, na Toscana,
Itália. Até o final da juventude foi pintor de
quadros na cidade de Florença, quando se decidiu
pela vocação religiosa. Em 1417, ingressou na
congregação de São Nicolau, onde permaneceu por
três anos. Depois, junto com seu irmão Bento, foi
para o convento dominicano de Fiesole, no qual se
ordenou sacerdote adotando o nome de João.
A ação dos seus dons de santo e de artista, se
desenvolveu de forma esplendida no clima de alta
perfeição espiritual e intelectual, encontrado no
convento. Assim pode fazer da pintura a sua
principal obra evangelizadora, ao se tornar um
Frade Predicador desta Ordem. Pela singeleza e
genialidade de sua figura passou a ser chamado de
"Beato Angélico" ou "Fra Angélico", nome que ficou
impresso inclusive no mundo das artes.
Este frade-pintor foi um dom magnífico feito por
Deus para a Ordem, pois deu também um imenso
auxílio financeiro aos co-irmãos, porque,
obedecendo ao voto de pobreza, destinou à Ordem
todos os seus ganhos como artista, que eram tão
expressivos quanto a sua genialidade. A santa
austeridade, os estudos profundos, a perene
elevação da alma a Deus, mediante as orações
contemplativas, apuraram o seu espírito e lhe
abriram horizontes ocultos. Com este preparo e com
seus mágicos pincéis, pode proporcionar a todos o
fruto da própria contemplação, representando o
mais sagrado dos poemas, a divina redenção humana
pela Paixão de Jesus Cristo. As suas pinturas são
uma oração que ressoa através dos séculos. Esta
alma de uma simplicidade evangélica, soube viver
com o coração no céu, se consagrando num
incessante trabalho.
Entre 1425 e1438, viveu retirado, onde retomou o
trabalho pintando os afrescos de quase todos os
altares da igreja do convento de Fiesole. Depois
foi a vez do convento de São Marcos, em Florença,
onde deixou suas obras impressas nos corredores,
celas, bibliotecas, claustros, ao longo de seis
anos. A partir de 1445 foi para Roma, onde
trabalhou para dois papas: Eugênio IV e Nicolau V.
Este último, tentou consagrá-lo bispo de Florença,
mas Fra Angélico recusou com firmeza, indicando
outro irmão dominicano.
Retornou para o convento de Fiesole, cinco anos
depois, no qual foi eleito o diretor geral. Alí
trabalhou com seu irmão Bento, que nomeou
inicialmente como seu secretário e depois
conseguiu que fosse eleito seu sucessor, em 1452.
Frei João de Fiesole, voltou para Roma, onde
morreu no dia 18 de fevereiro de 1455.
Fra Angélico, que nunca executou uma obra, sem
antes rezar uma oração, foi beatificado pelo papa
João Paulo II em 1982, que indicou sua festa
litúrgica para o dia de sua morte. Até porque,
muito antes, a sua sepultura no convento de Santa
Maria sobre Minerva se tornara o local escolhido
pelos peregrinos que desejavam cultua-lo, não
tanto devido à sua genialidade artística, que
podia ser apreciada nos museus do mundo, como por
seu caráter sincero carregado de profunda
santidade. Dois anos depois, o mesmo pontífice o
declarou "Padroeiro Universal dos Artistas", uma
honra pela sua obra evangelizadora que promoveu a
arte sacra através dos séculos.
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