|
Todos os Finados
Os cristãos
batizados são convidados a se santificar e os que
decidem viver plenamente o mistério pascal de
Cristo, não tem medo da morte. Porque Ele disse:
"Eu sou a ressurreição e a vida". (Jo 11, 25).
Para todos os povos da humanidade, seja qual for a
origem, cultura e credo, a morte continua a ser o
maior e mais profundo dos mistérios. Mas, para os
cristãos, tem o gosto da esperança. Dando sua vida
em sacrifício e experimentando a morte, e morte na
cruz, Ele ressuscitou, e salvou toda a humanidade.
Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e
ressurreição. Ele nos garantiu que para quem crê,
for batizado e seguir Seus ensinamentos, a morte é
apenas a porta de entrada para desfrutar com Ele a
vida eterna no Reino do Pai.
Enquanto para todos os homens a morte é a única
certeza absoluta, para os cristãos ela é a
primeira de duas certezas. A segunda é a
ressurreição que nos leva a aceitar o fim da vida
terrena com compreensão e consolo. Para nós, a
morte é um passo definitivo em direção à colheita
dos frutos que plantamos aqui na Terra. Assim
sendo, até quando Nosso Senhor Jesus Cristo
estiver na glória de Seu Pai, estará destruída a
morte e a Ele serão submetidas todas as coisas.
Alguns são seus discípulos peregrinos na Terra,
outros que passaram por esta vida estão se
purificando e outros enfim gozam da glória
contemplando Deus.
Os glorificados integram a Igreja triunfal e são
todos os santos, os quais, nós, os integrantes da
Igreja militante, cristãos peregrinos na Terra,
comemoramos no dia primeiro de novembro. Os
finados, interam a Igreja da purificação e são
todos os que morreram sem se arrepender do pecado.
O culto de hoje é especialmente dedicado à esses.
Embora todos os dias, em todas as missas rezadas
no mundo inteiro, há um momento em que se pede
pelas almas dos que nos deixaram e aguardam o
tempo profetizado e prometido da ressurreição.
A Igreja nos ensina que as almas em purificação
podem ser socorridas pelas orações dos fiéis.
Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos
antepassados e entes que já partiram. No sentido
de nos fazer solidários para com os necessitados
da Luz e também para reflexão sobre nossa própria
salvação. Encontramos a celebração da missa pelos
mortos desde o século V. Santo Isidoro de Sevilha,
que presidiu dois Concílios importantes, confirmou
o culto no século VII. Tempos depois, em 998, por
determinação do abade Santo Odilo, todos os
conventos beneditinos passaram oficialmente a
celebrar "o dia de todas as almas", que já ocorria
na comunidade no dia seguinte à festa de Todos os
Santos. A partir de então a data ganhou expressão
em todo o mundo cristão.
Em 1311, Roma incluiu definitivamente o dia 02 de
novembro no calendário litúrgico da Igreja para
celebrar "todos os finados". Somente no inicio do
século XX, em 1915, quando a morte a sombra
terrível pairou sobre toda a humanidade, devido à
I Guerra Mundial, o Papa Bento XIV oficiou o
decreto para que os sacerdotes do mundo todo
rezassem três missas no dia 02 de novembro, para
todos os finados.
|