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Pacto com a Vida
Silvia Malamud
Liberte-se de situações antigas e permita-se
apaixonar por si mesmo
“Um desenvolvimento do pensamento psicológico
aliado aos fundamentos da Bioenergologia”.
A responsabilidade que temos ao nascer por si só
já seria o bastante para desistirmos desta jornada
- se não fosse por uma questão básica que a todos
seduz - que é a possibilidade criativa da nossa
expressão neste plano tridimensional.
Entrar em contato com toda esta potência de
realização criativa parece ser o ponto central
para nos colocar numa posição extremamente
positiva, promovendo um pacto com a vida!
Sempre que desejamos algo, simultaneamente
desenhamos em nossa mente uma “conversa” que dura
exatamente o instante da modelagem dos nossos
intentos.
Ao nos sentirmos plenamente capazes de criarmos as
nossas realidades aqui na terra, resgatamos o
verdadeiro sentido da nossa existência como fonte
de investigação, experimentação e exploração numa
visão dinâmica, prazerosa e atualizadora.
Sentir-se vivo é fazer valer esta necessidade de
expressão que todos nós temos.
O resultado final sempre será um reflexo e uma
releitura de cada momento vivido por um eu que se
capacita mais e mais a cada experiência vivida;
onde o eu consciente integra o antigo no novo, já
se percebendo num tempo futuro quando na certa já
estará fazendo novas e criativas sínteses de si
mesmo.
Penso que este tipo de movimento, se lúcido, seria
uma das máximas da consciência livre, autogeradora
de sua própria existência. Lugar onde em hipótese
alguma caberiam queixas ou vitimismos quanto à
vida que se vive.
Na história da humanidade, as pessoas estão muito
mal acostumadas quando se calam diante da sombra
de um objeto projetado por suas mentes,
assustam-se por vislumbrar que o tempo todo estão
criando as suas próprias realidades e erroneamente
atribuem a suas responsabilidades ao Karma... À
lei do destino, etc, etc...
É bem verdade que existem situações - e não poucas
- em que por defesa de nossa própria sobrevivência
psíquica, acabamos por encapsular experiências de
vida que na época poderiam ter sido demais fortes
para suportarmos.
A questão é que ao encapsularmos as nossas
vivencias nos enganamos, achando que elas deixaram
de existir, mas o que ocorre na verdade é que as
vivencias encapsuladas ficam fazendo uma atuação
do tipo bumerangue... Jogamos a dor para
longe e quando menos esperamos somos “acometidos”
por cenários supostamente diferentes, mas que
reeditam a dor anterior não processada. A vida
anda, o tempo passa e nós ficamos com aspectos
nossos parados no tempo, gastando uma enorme
energia tentando ininterruptamente guardá-los para
que fiquem obscuros a nós mesmos.
Vejam que interessante, muitas vezes pacientes
meus chegam ao consultório com este tipo de
questões encapsuladas, já pseudo-resolvidas, mas
ainda não contaram para si mesmos que nesta época
da vida deles estão mais fortalecidos em outras
áreas de si mesmos e já podem lidar melhor com
algumas situações difíceis do passado. Muitos
pacientes também se fortalecem durante o processo
terapêutico e descobrem que existiam
pontos/vida importantes que estavam represados
e pseudo-esquecidos.
Você pode neste momento estar se perguntando qual
seria o resultado desta autobusca
terapêutica...
O resultado é mais vida dentro da própria vida,
mais colorida e muito, muito mais autonomia para
existir.
Fonte: Somos todos um
Silvia Malamud:
Psicóloga, bioenergopata,
bioenergóloga e atua em seu consultório em São
Paulo.
Email:
silviavidanova@terra.com.br |