Como interpretar os sonhos

“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.”

Todas as pessoas sonham. Platão já sustentava a opinião moderna de que os sonhos revelam a verdadeira natureza do ser humano. Na sua obra “República”, escreveu que, ” em todos nós, mesmo nos homens bons, há uma natureza selvagem, bestial e sem lei, que surge durante o sono “. No entanto, foram Freud e Jung que apresentaram as mais importantes teorias sobre os sonhos. Freud, afirmou que os sonhos são consequências da repressão de alguns de nossos desejos, tão estranhos à nossa natureza consciente, que só aparecem sob a forma de símbolos, uma de suas obras ” Interpretação dos Sonhos “, trata especificamente sobre esse assunto.

Jung, além de compartilhar das idéias de Freud, reconhecendo o inconsciente ou ” Id ” , também sugeriu que havia algo que denominou de ” Inconsciente Coletivo ” , uma parte da mente na qual estão depositadas as informações comuns a todos os seres humanos, assim pretendia explicar o fato de pessoas de culturas diferentes, de pontos opostos da Terra, relatarem sonhos com símbolos específicos, aparentemente com o mesmo significado. Psicólogos, analistas, psicoterapeutas, médicos e escritores especializados, nos falam sobre a importância dos sonhos. A Psicanálise, recorre à análise dos sonhos, como forma de investigar quais impulsos inconscientes influenciam a conduta do sujeito. A terapia, consiste basicamente em ouvir o relato do paciente e explorar o seu conteúdo simbólico.

Segundo os estudiosos do sono, os sonhos ocorrem em uma fase do sono denominada, em inglês ” REM ” Rapid Eye Movement, ou em Português ” MRO ” Movimento Rápido dos Olhos, na qual os olhos movem-se rapidamente por baixo das pálpebras fechadas. Esse estado do sono caracteriza-se por atividade cerebral tão intensa, quanto a que se desenvolve em estado de vigília, comprovado por meio de registros obtidos com o uso de eletroencéfalográfico. Porém o objeto de nosso estudo dos sonhos sob a ótica da Magia, nos remete aos primórdios da humanidade, quando o homem sonhava e procurava nos sonhos as mensagens que os deuses lhe enviavam através dos símbolos neles contidos.

O mais antigo registro de interpretação dos sonhos, datam do início de nossa era, no antigo Egito e Caldea. Os magos, intuitivamente compreendiam a existência de uma relação entre o sonho e quem sonha. Elaboraram sistemas interpretativos, cujos vestígios encontramos na mitologia, na bíblia e nos escritos de filósofos gregos, árabes e orientais dos primeiros séculos. Baseava-se na observação, na intuição, na experiência e no raciocínio. A interpretação tradicional, caracterizava-se por atribuir aos sonhos, uma dimensão essencialmente premonitória. O sonho era então considerado como uma advertência dos deuses, e a sua interpretação destinava-se a orientar as pessoas na sua vida cotidiana.

O exemplo clássico desse fato é o sonho do Faraó do Egito: O Faraó sonhou com sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas, então José, numa predição simbólica, anunciou-lhe sete anos de fome que se seguiriam aos sete anos de fartura que o Egito conhecera. Com base nessa interpretação o Faraó, tomou então medidas que possibilitou a sobrevivência do povo Egípcio durante os anos maus e ainda comercializou o excedente com os povos vizinhos que não tomaram as mesmas precauções.

O Valor prático e material dos sonhos, nos é revelado, quando aprendemos a interpretá-los corretamente. A interpretação deve obedecer à critérios sumamente cuidadosos. Por exemplo, devemos considerar as influências do tempo, da temperatura, dos signos do zodíaco e do estado de saúde de quem sonha. Se a pessoa que sonhou estiver doente, o seu sonho não deve ser interpretado, pois poderá ter sido influenciada pelo abatimento em que se encontra.



Voltar página inicial   Voltar página inicial