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"Eu estou na luz. Eu sou a luz.
A luz está em mim.
A luz sou eu.
O Homem que tenha entendido esta Verdade
Torna-se uno com o Absoluto".
Bhagavan Sai Sathya Sai Baba
Certa ocasião uma paciente me procurou angustiada
querendo saber o seu verdadeiro propósito de vida.
Ao regredir viu uma linda Luz dourada, redonda.
Intuitivamente pedi para que ela conversasse com
essa Luz e lhe perguntasse qual era o seu real
propósito de vida.
A Luz - para surpresa minha e da paciente -,
instruiu-a, dando-lhe conselhos espirituais,
orientando-a em relação à sua vida pessoal e
profissional, e até mesmo fez previsões corretas
sobre acontecimentos futuros (paciente me confirmou
posteriormente esses eventos) com tal profundidade e
sabedoria, que nós dois ficamos simplesmente
atônitos e encantados. No final da sessão, a
surpresa se tornou ainda maior quando a paciente
perguntou à Luz se ela poderia se identificar. A Luz
respondeu: "Sou você na sua essência".
Em verdade, a Luz era a sua própria alma, o Eu
Superior da paciente. Desta forma, ficou claro o
quanto a nossa alma é sábia e tem todas as respostas
às nossas indagações e questionamentos. Ficou claro
também para mim o porquê do grande cientista Galileu
Galilei ter dito: "As respostas às nossas indagações
estão dentro de nós".
Se somos seres de luz, isto é, seres energéticos,
deduzi que outros pacientes poderiam fazer a mesma
coisa, ou seja, indagar as suas almas acerca daquilo
que os afligia. Realmente, as perguntas formuladas
foram respondidas pelas suas almas de forma rápida,
direta e com muita sabedoria e profundidade. Não
obstante, para a minha surpresa novamente, ao fazer
os pacientes indagarem à Luz acerca da origem de
seus problemas, um ser extra-físico (espiritual) se
materializou, saindo da própria Luz, se
identificando como sendo o seu guia espiritual.
Desta forma, conclui que nem sempre essa Luz é a
nossa alma, e sim, na maioria das vezes, o(a)
mentor(a) espiritual do paciente.
Portanto, em estado alterado de consciência, isto é,
em estado de transe hipnótico, tudo pode acontecer.
"Coincidentemente", ao ler posteriormente o livro "A
Cura através da Terapia de Vidas Passadas" (Editora
Sextante) do renomado psiquiatra americano Dr. Brian
Weiss, pude constatar que o mesmo também observou
num de seus pacientes esse diálogo com a Luz.
O Dr. Raymond Moody Jr., renomado Psicólogo da
Universidade de Nevada, em Las Vegas, EUA, autor dos
livros "A Vida depois da Vida" e "A Luz que vem do
Além" (Editora Butterfly) é considerado o maior
especialista mundial nas experiências de quase
morte, que é também chamada na linguagem médica de
morte súbita interrompida, provocada por doenças
cardiovasculares, traumas causados por acidentes,
embolia pulmonar, etc. O coração pára de funcionar
por certo tempo porém, através das ações dos
médicos, volta a funcionar. Nesse intervalo de tempo
em que o coração ficou parado, muitos pacientes
tiveram experiências inusitadas como: saídas fora do
corpo (desdobramentos), presenças de seres de luz no
mundo espiritual e voltaram dessas experiências
profundamente modificados a seu próprio respeito,
quanto às outras pessoas e sobre a vida em si.
O Dr. Raymond Moody concedeu uma entrevista à
revista "Sexto sentido" e disse o seguinte: "Quando
alguém morre, às vezes as próprias pessoas presentes
entram em dramáticos estados alterados de
consciência virtualmente idênticos às experiências
de quase-morte. Por exemplo, pessoas que estavam
reunidas à cabeceira de um ente querido, doente
terminal, já nos disseram que, quando do falecimento
do doente, elas também deixaram os próprios corpos.
Levantaram-se e acompanharam o amado durante parte
do caminho para a Luz. Elas puderam vislumbrar os
espíritos de parentes e amigos do recém-falecido
vindo saudá-lo. Às vezes vêem uma luz sobrenatural
de amor envolvendo a elas e ao individuo que está
morrendo".
Caso Clínico:
Mágoa da mãe.
A paciente me procurou por conta de suas mágoas em
relação às atitudes de sua mãe. Sua mãe sempre foi
agressiva, a ponto de avançar sobre seu pai com uma
faca. Sempre interferiu muito na vida das filhas,
nunca aceitando os seus namorados. A paciente chegou
a ser espancada pela mãe quando criança, a ponto de
ainda achar que a qualquer momento sua mãe poderia
agredi-la e bater em sua cara. Por conta de sua
agressividade, e de querer controlar sua vida, a
paciente resolveu sair da casa de seus pais para
morar sozinha e conseguir respirar aliviada. Desta
forma, guardava muitas mágoas de sua mãe. Ao entrar
em estado alterado de consciência - em transe alfa
-, pedi à paciente para observar uma linda luz. A
paciente me relatou: "Estou vendo uma luz enorme, é
branca e bem brilhante".
- Pergunte a ela o que é necessário você saber a
respeito de sua mãe - pedi à paciente.
"Estou numa arena de luta, meus pés estão descalços,
minhas mãos são grandes e grossas. Sou homem, minha
pele é bronzeada. Estou sem camisa, meus cabelos e o
meu nariz são grossos. Devo ter uns 25 anos, seguro
uma arma, na extremidade tem uma seta. Estou dentro
da arena e vou lutar. Vejo muitas pessoas gritando
para ver o espetáculo e existe um líder, parece ser
o Rei que está sentado numa poltrona".
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Estou lutando com um outro guerreiro, e acabo
matando-o. Ganhei a luta. Faço reverências ao Rei e
já posso sair da arena".
- Como você se sente? - pergunto-lhe.
"Essas lutas são um meio de sobrevivência. A época é
depois de Cristo, depois de sua crucificação
(pausa). Agora estou me vendo numa taberna, bebendo,
comendo. Eu vim como homem nessa existência passada
porque como mulher - numa existência mais remota -
fui muito mandada. Eu pedi para vir como homem, como
um guerreiro, para ser dono da minha vida. Mas é
difícil, o meu espírito está perdido, estou seguindo
a vibração do tempo, da época. Não consigo me elevar
espiritualmente, a energia é muito baixa, bebo
vinho, como carne, me tornei um pouco brutalizado.
Ouço falar de Cristo, mas tenho uma vaga impressão
dele".
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Agora estou num mausoléu e ouço um homem falar de
Jesus que passou na Terra. Ele prega o amor da vida
de Jesus e diz que ele morreu por nós. Estou nos
fundos ouvindo-o falar. Eu sinto que tenho que
abraçar o Cristianismo, mas o meu chefe não me deixa
porque sou um guerreiro. Eu me sinto muito bem no
meio dos cristãos. Agora eles estão orando, são
pessoas boas".
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Eu sinto que o meu chefe é a minha mãe da vida
atual. Eu converso com ele falando que quero abraçar
a causa cristã. Mas ele não me deixa, é autoritário.
Para ele, abraçar a causa cristã é coisa de gente
"idiota", "desmiolada". Ele é capaz de me matar se
eu me converter ao cristianismo, porque sou escravo
dele. Mas por fim eu consegui me libertar. Eu não
vou mais voltar para lá. Consegui fugir, agora estou
com eles, não sou mais escravo, sou um cristão.
Sinto que o meu chefe ficou com muita raiva de mim"
(pausa).
- Avance mais pra frente nessa cena - peço à
paciente (pausa).
"Agora estou na arena de novo, mas não sou mais um
guerreiro, estou no meio de vários cristãos. Vamos
ser parte de um espetáculo de novo, mas desta vez
estou sem arma. Visto uma roupa de panos, mas como
tenho experiência como guerreiro, vou poder
ajudá-los. Estou descalço, o chão está bem quente, o
sol bem forte. Eles jogam carne próximo de nós.
Estamos no meio da arena, tem crianças, mulheres,
velhos. Não estou com medo, tenho experiência e vou
poder ajudá-los (pausa). Oh, meu Deus!!! Os leões
estão dentro da arena, tento lutar com eles, um
deles me pegou pelo pescoço (paciente grita
chorando). Acho que morri (pausa).
- Veja o que acontece com você após sua morte física
- peço-lhe.
"Eu queria ter ajudado aquelas pessoas, mas não
consegui porque estava sem arma. Vejo agora uma luz
branca, estou indo em direção a ela (pausa). Agora
eu me levantei de uma cama. Meu mentor espiritual
está na minha frente. Parece que o meu corpo
(espiritual) já está restabelecido. Ele me fala que
deu tudo certo. Disse que nessa existência passada
eu precisava abraçar a causa cristã. Eu morri como
cristão e daqui para frente vou estar com Cristo
para sempre e ter a proteção dele. Por muito pouco
não consigo o meu propósito, por causa da minha mãe,
que era o meu chefe nessa existência passada".
- Pergunte ao seu mentor o que ele tem a dizer em
relação a sua mãe - peço-lhe.
"Ele diz que estou um pouquinho na frente dela em
relação à minha evolução. E que devo ajudá-la na
vida atual em orações, pensamentos positivos e com
bastante carinho porque ela também vai evoluir. É
preciso ter bastante paciência com ela, pois ela
também é filha de Deus. Diz que eu me choco com ela
porque nós duas temos espírito de guerreiro, mas que
Cristo também vai tocar no coração dela. O meu
mentor diz que todos somos luz e que vamos caminhar
para a Luz Maior, subir para essa Luz na hora do
desencarne, mas que precisamos tirar na vida terrena
os hábitos inferiores do ego".
- Pergunte para ele a que se deve o desequilíbrio de
sua mãe - pedi à paciente.
"Ele diz que a minha mãe está se desenvolvendo e que
ela precisa cuidar dos hábitos inferiores tais como
julgar as pessoas e querer impor as suas vontades,
por exemplo. Eles estão trabalhando para alinhar os
seus chacras. Ele diz também que com a fé em Cristo
irei conseguir ser um instrumento do Mestre
(paciente começa a chorar intensamente). Diz que já
estou sendo um instrumento dele, que estou sendo
guiada".
- Pergunte então a ele qual o seu verdadeiro
propósito de vida?
"Eu vim harmonizar a minha família, é como se eu
fosse um estabilizador. Eu vim também para ascender
nessa vida atual. Ascender é me libertar, porque o
processo cármico com a minha mãe zerou, estou livre.
Se eu quiser ajudá-la, vou poder fazer isso de livre
e espontânea vontade. Ele diz também que vão ajudar
a minha mãe a se libertar de seu passado".
Após passar por mais quatro sessões de regressão,
pedi à paciente perguntar ao seu mentor se havia a
necessidade de continuar com a terapia regressiva. A
paciente me disse:
"Ele está lhe agradecendo por tudo ter dado certo
nesse tratamento e que a Luz esteja convosco por
toda a eternidade".
Após o tratamento, a paciente me contou que sua mãe
pela primeira vez foi visitá-la em seu trabalho, sua
agressividade tinha diminuído bastante, e que ela
estava procurando viver sua vida ao invés de viver a
vida das filhas. Feliz, ela me disse que estava se
sentindo livre e que não tinha mais mágoas de sua
mãe.
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