Certa
vez uma criança andando pela rua
encontrou uma nota de dinheiro.
Ficou tão empolgada que desde
então, só andava olhando para o
chão para ver se encontrava uma
outra nota. E, nestes 40 anos de
busca, começou a sofrer de dores
de coluna, perder amigos, a
família e boas oportunidades,
não enxergando mais nada.
Que
lição você pode extrair dessa
estória? Não abaixe a cabeça,
olhe sempre para frente. Não
deixe também as pessoas
abaixarem a tua cabeça. Não
aceite chantagens, gritos. Se
alguém levantar a voz com você,
converse em outra ocasião.
Qual é
o seu ponto fraco? É não confiar
em si?
Tem dificuldades em dizer não.
isto é, vive em função de querer
agradar as pessoas e desagrada a
si mesmo? O que você precisa
aprender?
Quando você for firme - sem
perder a ternura no coração como
dizia Che Guevara -, mostrar
claramente o que quer, as
pessoas irão passar a te
respeitar.
Deixe
explicitas as suas vontades, os
seus interesses. Construa um
mundo melhor para você através
da:
a) firmeza;
b) alegria;
c) sinceridade;
d) vontade;
e) coragem.
Tenha a
coragem de ser você. Siga o seu
caminho, não se preocupe em
agradar a ninguém, a não ser a
V. mesmo.
Nunca
mais olhe par o chão. Os amigos,
a esposa, o marido, os filhos,
são pessoas que você escolheu
para viver com você, embora o
"véu do esquecimento" (amnésia)
cobre o seu passado e o/a impeça
de se lembrar.
É preciso se dar o devido valor.
Erga a cabeça!
Muitas
pessoas fazem da vida um
rascunho. Pergunto: E se você
não puder passar a limpo? E se
amanhã não der para fazer?
Por isso, não faça de sua vida
um rascunho velho. Faça a sua
vida com letras bem feitas, com
capricho, com amor. Temos o
hábito de dizer: "Ah, amanhã eu
faço, depois eu faço"!
Não deixe para amanhã, não adie
o que você pode fazer agora. Não
viva do passado, apegado a ele
ou antecipando o futuro, mas
viva o momento, o agora, a cada
instante. Devemos viver cada
minuto de vida, cada instante da
melhor maneira.
Para
ser feliz é preciso mudar os
padrões de pensamento.
Precisamos nutrir nossos
pensamentos de coisas boas, ser
alegre, ter espírito de criança,
mas também ter atitudes adultas,
tomar decisões, ter firmeza.
Abra as portas para as coisas
boas.
Pela manhã sorria no espelho,
mude seus hábitos, se deseje um
bom dia. Não se irrite por tão
pouca coisa, faz mal ao fígado.
Beije seu filho, lhe deseje um
bom dia, coloque um muro nas
energias negativas. Encare os
problemas. Os problemas - quando
vistos com os olhos da bondade -
se tornarão mínimos, como um
lago visto do alto: é como uma
gota d'água. Temos capacidade de
conseguir tudo o que a gente
sonha.
Mas para que seus desejos se
concretizem, você precisa criar
uma energia sustentável (fé).
Para
isso, é preciso entrar em
sintonia com essa energia que
pode ser um encontro favorável,
uma "coincidência" afortunada,
uma grande esperança ou uma paz
de espírito inesperada. Para se
afinar com essa energia, entre
em contato com seu Eu superior.
Você
vai precisar de um diário, uma
agenda para anotar os seus
desejos e assim aprenderá a se
concentrar em vez de se
preocupar com o que ainda não
tem. Anote em seu diário os seus
anseios, desejos e assim através
da imaginação (nunca subestime o
poder da imaginação!), entrará
em contato direto com a
sabedoria do Universo (Eu
Superior).
Tudo o
que desejar irá conseguir, se
for para o seu melhor. Com o seu
diário anotando todas as
sincronicidades e experiências,
você irá perceber que seu
projeto de vida ganhará um
grande impulso. Experimente e
verá!
Caso
Clínico:
Medo de falhar.
Homem de 32 anos, solteiro.
Veio ao
meu consultório por conta de seu
medo intenso de errar, falhar. E
isso evidentemente o tornava uma
pessoa muito insegura,
perfeccionista, crítica,
exigente consigo mesmo e com os
outros.
Queria entender também o porquê
das pessoas não confiarem nele,
não darem crédito, duvidarem de
sua honestidade, apesar de ser
uma pessoa correta e de ilibada
idoneidade moral. Sentia também
fortes dores no peito. Fizera
todos os exames médicos
necessários e não acusara nada.
Ao
regredir me relatou: "Eles me
prenderam, pisaram na minha
garganta e me deixaram num
cárcere escuro.
Eu sou um cardeal, estou vestido
com uma linda capa vermelha,
tenho criados. Encarceraram-me
numa masmorra. Eu não consigo
entender porque fizeram isso ".
- Volte antes dessa cena para
ver o que aconteceu, peço-lhe.
"Estou descendo as escadarias de
uma linda catedral. Eu fazia
pregações contrárias às dos
outros cardeais. Eles queriam
ludibriar o povo e eu era
contra. Eu recusei-me a fazer o
que eles queriam. Eles queriam a
riqueza, o ouro do povo e eu não
concordava. Eu era um cardeal da
Santa Inquisição da Igreja
Católica.
Eles dizem para eu julgar as
pessoas, mas eles queriam
interferir nos meus julgamentos.
Eu pregava que tinha que ser
justo e que não poderia submeter
as pessoas à humilhação e
injustiça. A Santa Inquisição
era presidida pelo Papa. Ele era
manipulado pelos cardeais, pois
não levavam a ele a verdade dos
fatos. Eu tentei fazer isso e
fui considerado um traidor.
Então, me prepararam uma
armadilha, me levaram num <i>covil
de cobras'".</i>
- Quem
te levou, perguntei-lhe.
"Eles riem de mim, os cardeais.
Eles me corromperam
lamentavelmente através da orgia
sexual. Eu era ainda jovem. Eles
não se conformavam da minha
inteligência e de eu ser um
cardeal novo. Os cardeais mais
velhos me prepararam uma cilada
e me pegaram pela minha
juventude e vigor sexual.
Mandaram os padres da minha
idade organizarem uma festa com
muitas mulheres, bebidas e orgia
sexual. Depois de beber,
extravasei os meus desejos
sexuais. Ao invés de pregarmos
os ensinamentos de Jesus,
profanamos".
- Como
você se sente, pergunto-lhe.
"Eu
sinto muita raiva (grita
chorando). Malditos! São
amaldiçoados todos eles. Agora
me arrependo desse fato. Eu me
senti um verdadeiro trapo,
farrapo, um lixo, um mendigo, um
crápula.
Eu me corrompi nos ensinamentos
de Cristo. Pego a imagem de
Jesus Cristo, um crucifixo
grande de madeira e o quebro
atirando no chão com muita
raiva.
Eu me sinto indigno dos
ensinamentos que me foram feitos
e me sinto profundamente
envergonhado (pausa). Os
cardeais usaram desse incidente
para me colocaram num cárcere e
me deixaram às escuras".
-
Avance mais para frente nessa
vida e veja o que acontece com
você, peço-lhe.
"O lugar é muito gelado. É uma
cela pequena, com pouca luz. As
minhas mãos estão bem vermelhas,
definhadas pelo frio. Tem um
soldado que quer me ajudar. Ele
me traz um cobertor e um pouco
de alimento. Meu peito dói muito
e sinto muita fraqueza, friagem.
Eu ainda prego a concórdia, o
amor e a justiça. Eu sei que
serei condenado à morte. Mas eu
ainda prego o amor. É por isso
que esse soldado se
sensibilizou. Ele planeja me
tirar daqui. Ele disse que vai
arrumar um meio de me tirar. Ele
será levado à morte se
descobrirem. Peço a ele que não
se envolva e não conte a ninguém
sobre seus planos (pausa).
Agora ele está me tirando do
cárcere através de um túnel. Ele
arrumou uma outra pessoa que
leva uma tocha na mão para
iluminar o caminho. Um pouco eu
ando e outro ele me carrega e
vamos caminhando por esse túnel.
Saímos do túnel, estamos do lado
de fora do castelo. Eles voltam
e eu os agradeço do fundo do
coração e que Deus os ilumine e
que as famílias deles estejam
bem... Fico lá até que uma
senhora me encontra e espera a
noite para me tirar dali. Ela me
traz agasalho, capuz para que
não vejam quem sou e alimento.
Saio me arrastando e chego até
um casebre. Ali eu coloco os
meus pés dentro de uma vasilha
de barro com água quente, vou me
recuperando aos poucos. Essa
senhora coloca em risco sua
própria vida. E ali eu fico num
leito. Vou me recuperando,
outras pessoas passam a visitar
o casebre. São doentes e com a
providência divina melhoram ou
se curam e começam a vir em um
número maior.
Eu peço para que eles não
propaguem os milagres, pois não
era eu que estava operando
aquelas curas. Eu sou apenas um
instrumento de Deus... Fui
ficando idoso até que um dia
previ o meu desencarne. Orei e
parti com a luz de Deus Pai todo
poderoso (paciente começa a
chorar). Obrigado Senhor Deus!"
- Veja
agora para onde você vai após
sua morte física, peço-lhe.
"Fui recebido num templo lindo e
maravilhoso para me curar das
doenças de meu corpo, serenar a
minha alma e entender o que
aconteceu comigo. Fui a uma
escola de seres iluminados.
Passei a cuidar de um jardim e
tomar conta da Fonte do Amor, da
bem-aventurança e da
prosperidade. E passei a ser um
pregador desse local de
acolhimento, de paz, e harmonia.
Eu me sentia bem em determinados
momentos, mas em outros me
sentia perturbado. Estava ainda
ressentido do que haviam feito
comigo.
Eu me sentia derrotado,
fracassado, incapaz de cumprir o
meu propósito maior que era
colocar um fim ao abuso da
Igreja Católica. Acabei
estragando um plano maior
arquitetado pela providência
divina e meus mentores
espirituais queriam acabar com
esses abusos. A minha missão era
formar um congresso de cardeais
e pregar o bem-estar comum, o
amor e não o fiz porque me
faltou a destreza necessária
para levar a cabo esse
propósito. Ao desencarnar nessa
vida como cardeal, quando voltei
para o astral da Fonte de onde
eu vim (amor, justiça, harmonia,
bem-aventurança e prosperidade),
senti o quanto havia falhado e
não me perdoei por isso. Eu
decepcionei os meus mentores
espirituais que me mandaram para
ser o cardeal da inquisição.
Embora eles não falem nada para
mim, eu tenho vergonha de
olhá-los. Não consegui o meu
intento da maneira como era
previsto. Como me envolvi nesse
"mar de lama", de luxúria e
orgia sexual, pedi para os meus
mentores espirituais para ir às
trevas achando que com isso iria
me redimir da minha culpa e que
pagaria pelos meus atos. Mas
vejo agora que nada disso
aconteceu. Puni-me, puni-me e
não me levantei, não cresci. Fui
às trevas para me punir e não
resgatei absolutamente nada.
Hoje,
na vida atual, ainda sinto a
necessidade de me lavar dessas
impurezas. Quero buscar na minha
alma a purificação de que
necessito. Agora entendo o
porquê de hoje ser uma pessoa
insegura, exigente comigo mesmo
e com os outros e esse medo
intenso de falhar, de errar
novamente como aconteceu nessa
vida passada. Eu me tornei uma
pessoa descrente. Passei a me
repudiar e isso ainda trago
comigo. E sinto que não é isso
que os meus mentores espirituais
querem de mim. Eles querem que
eu me perdoe. Se eu vim da Fonte
do amor, da justiça, da
harmonia, bem-aventurança e
prosperidade, por que a
discórdia, a desarmonia de minha
parte na vida atual? Eu fico
castrando as pessoas que estão
ao meu redor como se todos
fossem aqueles traidores que me
prejudicaram naquela existência
passada. Eu os julgo e sou
julgado também. É um aprendizado
que devo procurar. É uma
lapidação interior que devo
buscar através da humildade,
sendo menos crítico comigo e com
os outros. Existe a
possibilidade, se for da benção
de Deus, de escrever literatura
voltada aos fatos espirituais.
Devo buscar o equilíbrio entre o
material e o espiritual".
(pausa).
O
paciente me disse que estava
vendo uma luz muito intensa e um
calor forte em seu corpo.
Disse-me que essa luz estava
querendo lhe dizer alguma coisa.
Pedi para que ele aguçasse seus
ouvidos e prestasse atenção no
que essa luz queria lhe dizer
(pausa). Subitamente, após um
longo suspiro e com as mãos
justapostas, o paciente me
disse:
"Estamos aqui nesse momento para
a recuperação psíquica,
emocional e espiritual desse
irmão que está aqui deitado
(referindo-se ao paciente que
estava deitado no divã do meu
consultório). Pela misericórdia
divina, viemos auxiliá-lo em seu
processo de cura. O irmão aqui
deitado solicitou nossa ajuda e
viemos de encontro ao seu
pedido. Existe todo um preparo a
ser feito, e, neste momento,
estamos auxiliando-o a
concretizar o seu propósito de
vida com o acolhimento de seu
mentor espiritual (referindo-se
ao mentor espiritual do
paciente). Ao longo de todos
esses anos, vários
constrangimentos já passou esse
irmão e, nesta busca, é chegado
o momento do seu retorno às suas
verdadeiras causas e propósitos
iniciais. O irmão foi criado
para estar em uníssono com a
Fonte de sua criação e receber
dela a sabedoria que necessita
neste mundo e propagar as
verdades que fazem parte de seu
propósito de vida.
Essas dores em seu peito são
resquícios daquela vida
luxuriosa, pervertida na qual
viveu. Por isso essas seqüelas,
manchas no seu perispírito. Os
resquícios são como cortes
profundos, chagosos. Houve a
necessidade de uma intervenção
espiritual para que esse nosso
irmão não usasse e transferisse
seus conhecimentos para o mal e
entrasse nessa dualidade entre o
certo e o errado. E estas chagas
sangram como sangram as feridas
de Jesus. Vamos desenvolver a
confiança, a perseverança, a
compreensão, a tolerância e o
bem mais precioso que um ser
pode ter que é o Amor".
- E por
que essa culpa tão forte que ele
tem, pergunto-lhe.
"É por que percebeu quão errado
ele fez ao sair da luz e desejar
por livre arbítrio
enclausurar-se nas trevas e ali
se alimentar do sentimento de
culpa por todos. É mais fácil
lamentar-se e fazer-se de vítima
do que cumprir um caminho e ter
um propósito reto e definido.
Esse irmão ficou preso no
passado daquele lodo imundo das
trevas que ele habitou e traz
ainda nessa vida atual a energia
que emanava daquele pântano e
não do lírio, do perfume das
esferas mais elevadas. Como ele
exala ainda a energia da
incredulidade, dúvidas e medo, é
evidente que as pessoas não lhe
dão crédito nesta vida terrena".
-
Então, o que é necessário para
ele fazer as suas mudanças,
pergunto-lhe.
"Inicialmente é necessário fazer
essa cura espiritual. E o seu
papel é fundamental
(referindo-se a mim). É
necessário fazer sua
revitalização emocional através
dessa terapia regressiva porque
a revitalização espiritual já
foi iniciada. Temos plena
certeza com todo o amor que
trazemos em nosso ser etéreo de
que o nosso irmão encontrará o
reequilíbrio
energético-psiquico-emocional
que vêm buscando. Ao completar o
ciclo dessa terapia regressiva,
o irmão (referindo-se a mim)
poderá fazer a concatenação de
todos esses dados e observar que
o quebra-cabeça se fechará. E
aqui eu me despeço. Que assim
seja"!
Ao
voltar para o estado beta
(vigília), o paciente e eu
estávamos visivelmente
emocionados pela profundidade
das mensagens passadas por esse
espírito de luz. Esta regressão
tão plena de sabedoria e amor
foi o passo inicial para o seu
processo de cura. Nas sessões
seguintes, fizemos um trabalho
de autoperdão e, após passar por
mais seis sessões, o paciente se
sentiu mais seguro, menos
crítico consigo e com os outros.
Recordou aquela vida passada
desta vez sem ressentimento, se
desvinculando de seu passado. E
a dor no peito que o incomodava
tanto, desaparecera por
completo.