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Doença como parte do programa
reencarnatório...
Osvaldo Shimoda
"O fato da ciência estruturar-se em
bases orgânicas, biológicas e, portanto,
materialistas, não leva em consideração
a existência da alma.
Desta forma, a visão mecanicista do Ser
impede qualquer tentativa de incursão no
psiquismo de profundidade.
Portanto, muitas enfermidades têm
origens mais complexas,
nem sempre diagnosticadas pela
medicina".
(Enfermidades da Alma - Vitor Ronaldo
Costa)
A T.V.P (Terapia de Vidas Passadas),
como método psicoterápico de
autoconhecimento e de cura, é bastante
indicada para casos de doenças orgânicas
cuja etiologia (causa) não foi
diagnosticada, encontrada pela medicina
oficial.
Muitos pacientes que me procuram
passaram por vários profissionais da
área de saúde (médicos, psicólogos,
psiquiatras), submeteram-se a vários
exames médicos e não encontraram nenhuma
causa orgânica. Em verdade, muitas
doenças têm origem mais complexa e não
diagnosticada pela medicina por se
estruturar apenas em bases biológica,
organicista. Essas doenças, na verdade,
são decorrentes da enfermidade da alma,
isto é, provêm do espírito (alma),
refletindo-se no soma (corpo físico).
Portanto, a ciência materialista, que
não vê senão o corpo físico e não aceita
a existência da alma, não pode
compreender a profundidade do assunto.
Em Enfermidades da Alma, Vitor
Ronaldo Costa escreve que "A ciência
lida com fatos palpáveis, concretos,
passíveis de serem verificados em
laboratório. Portanto, aquilo que foge
desse parâmetro de verificação torna-se
de difícil aceitação como acontece com
as patologias de ordem espiritual".
Desta forma, cada caso, a meu ver,
merece ser analisado em profundidade. Na
maioria dos casos, a vinda do paciente
em meu consultório estava dentro do seu
programa reencarnatório, ou seja, a
doença faz parte de seu destino, de seu
propósito de vida (programa
reencarnatório). Em verdade, foi o
próprio paciente que, antes da
reencarnação atual, quando estava no
período entre vidas (mundo espiritual),
pediu para vir com a doença para o seu
processo de aprendizagem, de evolução
espiritual. No entanto, ao reencarnar, a
barreira da memória (amnésia) que é um
mecanismo de defesa psíquico, é acionado
automaticamente e o faz não lembrar de
suas vidas passadas. Allan Kardec, o
Codificador da Doutrina Espírita,
chamava de "véu do esquecimento" a essa
barreira da memória que é uma das Leis
Espirituais: a Lei do esquecimento, à
qual todos estamos sujeitos nesta vida
terrena.
Desta forma, antes de passar pela TVP,
muitos pacientes se sentiam revoltados
pelo fato de terem vindo com uma
determinada doença. Por conta dessa
barreira, não lembravam que eles
próprios pediram para inserir essa
doença no seu programa reencarnatório,
só vindo a se lembrar ao passar pela
terapia regressiva. Portanto, a dor e o
sofrimento, decorrentes de sua doença,
são necessários à evolução espiritual do
paciente.
Quero esclarecer aqui que a finalidade
do sofrimento causado pela doença não é
punitiva, mas, sim, educativa. Portanto,
não é um castigo de Deus. Em verdade, ao
passar pelo processo regressivo da TVP,
o paciente se recorda que prejudicou o
seu semelhante numa vida passada de
maneira grave e que precisa sentir na
"própria pele" a dor que o outro sentiu,
a fim de reeducar-se. Assim quando
posteriormente a Vida o colocasse numa
situação semelhante àquela do passado,
ele não fosse repetir os mesmos erros de
outrora.
É a Lei do Retorno (Ação e
Reação), uma das maiores Leis do
Universo, a qual ninguém pode infringir.
Existem na natureza as Leis da Física,
como por exemplo, a Lei da Gravidade que
puxa todos os corpos para o centro da
Terra. Desta forma, ao desafiá-la
pulando do 20º andar de um prédio,
sofreremos as óbvias conseqüências. O
mesmo ocorre também com as Leis
Espirituais. Cada ação infringida
contra o semelhante é revertida numa
reação de igual intensidade que aparece
na forma de dor, doenças, sofrimentos.
Gostaria de elucidar melhor essa Lei
Espiritual do Retorno no caso de um
paciente que veio ao meu consultório por
conta de seus problemas de vitiligo e
impotência sexual.
Caso clínico:
Vitiligo e Impotência Sexual
O paciente veio ao meu consultório se
queixando dos seguintes problemas:
Vitiligo (doença de pele caracterizada
por zonas de despigmentação cercadas de
zonas mais pigmentadas), impotência
sexual, ansiedade, irritabilidade,
perfeccionismo acentuado, nervosismo,
insegurança, sentimento de incapacidade,
de desvalorização e dificuldade de dizer
não por ter medo de ser rejeitado.
Desenvolveu o vitiligo a partir dos 14
anos, quase no corpo todo. Revoltado
pela doença por se sentir discriminado,
aos 16 anos entrou nas drogas e no
álcool. Seu problema de ereção também se
iniciou na adolescência. Na fase adulta,
mesmo tomando viagra, na maioria das
vezes não conseguia manter a ereção
durante a relação sexual.
Ao regredir me relatou:
"Vejo vários navios à vela, homens
desembarcando em pequenos barcos,
descendo na beira da praia. São soldados
ingleses, usam chapéus de ferro redondo,
meio ovalado. Seus uniformes são
antigos, vermelhos, o tecido é grosso.
Usam espadas e armas de fogo. Eles
entram no mato, há muita confusão. Vejo
índios que os atacam. Estou segurando
uma espada e uso também uma arma
(bacamarte) e uma cartucheira. Vejo
muitos índios caindo. Ninguém pode nos
derrotar. Nós somos os melhores, a terra
é nossa. Eu mando queimar toda a aldeia.
Estou dizendo: Matem todos! Não deixem
ninguém sobreviver! Eles não valem nada
mesmo! Penso comigo: 'Esses índios têm
que morrer, são animais! Nós brancos
somos superiores!' (pausa). Anoiteceu,
estamos em volta de uma fogueira
conversando. Estamos rindo porque os
índios foram mortos, aquele bando de
lixo! Ninguém pode vencer a força
inglesa. As mulheres índias que pegamos,
foram abusadas. Depois de usá-las,
resolvemos matá-las. Não sobrou ninguém,
nem as crianças.
Fizemos a nossa parte: limpar o terreno
para os colonos britânicos. Agora a
terra é do Rei. Seremos bem
recompensados, com bolsas de ouro.
Fizemos o serviço bem feito. Estamos
entrando nos barcos, vamos avisar o Rei
que o serviço está feito. Vejo vários
corpos de mulheres na areia. Se não
fizéssemos o serviço, o Rei iria nos
castigar... e o dinheiro e a nossa
reputação? (pausa).
Estamos dentro dos nossos navios. Um
homem alto, loiro, cabelos compridos, me
diz: 'Parabéns, você fez um ótimo
serviço!' Estamos em alto mar, um marujo
avistou embarcações inimigas (pausa).
São os espanhóis. Estamos lutando agora.
Eles manejam bem suas espadas, são muito
habilidosos. Nós afundamos os navios
deles, mas os nossos também estão muito
danificados. Que droga! (pausa).
Conseguimos vencê-los, mas as nossas
embarcações estão muito avariadas, vamos
afundar. Os pequenos barcos estão sendo
lançados na água. Agora estamos à deriva
com muita sede e fome (pausa).
Que porcaria! Estamos avistando um navio
espanhol. Eles jogaram a sua embarcação
em cima dos nossos barcos. Áiii... fui
atingido por uma lança! (paciente chora
gemendo). Atingiram meu abdome... estou
afundando".
- Quais foram os seus últimos
pensamentos e sentimentos no momento de
sua morte - pergunto-lhe.
"Sinto muita solidão, raiva por não ter
uma família. Só pensava em descarregar a
raiva nos outros, no dinheiro, posição,
queria o melhor. Estão vindo cenas na
minha mente de aldeias queimando,
mulheres e crianças gritando, correndo.
Arrancávamos as cabeças delas, jogávamos
no mato; vejo muitos estupros. Oh, me
perdoe, Jesus! (paciente chora
copiosamente). Eu me arrependo tanto!
Estou morrendo, afundando na água".
- Veja o que acontece com você após sua
morte física - peço-lhe.
"Estou conversando com o meu mentor
espiritual, cabisbaixo, me dá vontade de
chorar porque errei. Ele fala para não
me afligir porque eu cumpria ordens. Eu
digo que tinha livre-arbítrio, mas só
queria dinheiro, posição, e o Rei
gostava de mim, de meus serviços. Era um
serviço sujo, eu devia ter escolhido um
serviço melhor.
Ele diz que todos erram, para eu não me
culpar tanto. Ele me fala que a vida vai
me mostrar outros caminhos, as
oportunidades irão chegar. O tempo é
nosso amigo, alivia. É o melhor amigo
que um espírito pode ter".
- Pergunte-lhe de onde vêm os seus
problemas de impotência sexual e
vitiligo na vida atual - peço ao
paciente.
"Vem da culpa dos estupros, das mortes
das mulheres. A impotência sexual é
conseqüência da culpa que ainda sinto
por ter abusado tanto daquelas mulheres.
Ele diz ainda que eu tinha muita força
física, me sentia auto-suficiente porque
era um líder, e que hoje na vida atual
inconscientemente penso que se essa
força que tinha vier à tona de novo,
posso errar novamente e isso me assusta,
me faz sentir inseguro e impotente. O
meu mentor espiritual me explica que por
isso, quando era criança, na vida
presente, era muito medroso e inseguro.
Desta forma, por conta dessa culpa,
reencarnarei na vida atual me sentindo
incapaz e inseguro para não prejudicar
mais ninguém. É a arrogância do meu
passado que busco combater. Diz ainda
que em vidas passadas, estudei muito no
astral superior e também nas trevas
(umbral). Manipulei energias negativas,
forças ocultas para o mal, mas chegou o
dia em que me arrependi e voltei para
casa do Pai (Astral Superior).
Diz, portanto, que adquiri muitos
conhecimentos em outras vidas, e que por
isso hoje as minhas energias foram
bloqueadas pelo Astral Superior porque
eu me revoltei por ter vitiligo e
impotência sexual na vida presente, e
esses conhecimentos de magia negra e dos
elementais que adquiri no passado,
poderia utilizá-los novamente para o
mal. Mas agora ele me diz que estou
maduro, aprendi as minhas lições e que
desta vez vou usar os meus conhecimentos
para o bem, e que o meu propósito de
vida atual é ajudar muitas pessoas".
- Pergunte ao seu mentor se a sua
impotência sexual será liberada -
peço-lhe.
"Ele diz que no caso da impotência, os
bloqueios e os sentimentos ruins de meu
passado, já estão resolvidos porque a
minha força física foi liberada pelo
Plano Superior. Diz que vou precisar
dessa energia, dessa força interna para
ajudar as pessoas".
- Pergunte-lhe em relação ao seu
problema de vitiligo, como fica? -
peço-lhe.
"Ele me esclarece que é um problema mais
complexo, porque foi inserido no meu
programa reencarnatório. Ou seja, eu
mesmo pedi para vir com essa doença na
vida atual para "sentir na própria pele"
a questão da discriminação. O meu mentor
me revela que eu discriminei não só os
índios como também os negros numa
encarnação passada. Maltratei,
espanquei, humilhei também muito os
negros. Ele me explica que existem dois
grupos de vitiligo:
Aquele que é adquirido e que, portanto,
a medicina terrena é capaz de curar; mas
existe aquele grupo cuja cura é mais
complexa porque foi inserida no programa
reencarnatório do ser para sua
aprendizagem. É o meu caso. Mas diz que
virá a oportunidade de me curar como
ocorreu com a impotência sexual.
Conforme as colheitas que estão por vir,
vou ter resultado. Brevemente serei
curado pelo tratamento da medicina
terrena. A oportunidade surgirá, ele
reafirma novamente".
Após passar por mais quatro sessões de
regressão, o paciente me disse contente
que estava conseguindo ter relação
sexual normalmente, resgatou sua
autoconfiança, a auto-estima e estava
mais solto, espontâneo. Não tinha mais
receio de desagradar às pessoas, estava
conseguindo dizer não, sem receio ou
culpa. Sentia-se mais calmo, centrado, e
o vitiligo havia estacionado, pois antes
da terapia regressiva, a doença estava
se espalhando quase pelo corpo todo.
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