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Somos unidos não só pelo amor, mas
também pelo ódio
Osvaldo Shimoda
É comum as pessoas acharem que só o amor
une. No entanto, o ódio também une as
pessoas. Em outras palavras, a ligação
entre as pessoas - estejam encarnadas ou
desencarnadas - acontece tanto pelo amor
como pelo ódio. Pelo amor, há afinidade
e prazer; pelo ódio, insatisfação e
angústia. Essas ligações persistem
enquanto os envolvidos alimentarem esses
sentimentos de amor ou ódio.
No meu consultório, são freqüentes as
queixas de pacientes com problemas de
relacionamento com seus pais, filhos,
cônjuges, irmãos, parentes, colegas de
trabalho e chefes. Ao passar pela
regressão de memória percebem que esses
conflitos interpessoais, na maioria dos
casos, são muito antigos, advêm de vidas
passadas e vêm se perpetuando há
séculos, através das várias encarnações.
Muitos, também, no astral (mundo
espiritual) ficam se agredindo
mutuamente. E quando um encarna, mas o
outro não, o que ficou no plano astral
acaba obsediando, aproveitando-se de sua
invisibilidade para prejudicar o seu
arquiinimigo encarnado que pode chegar a
sofrer de crises de pânico, ansiedade,
angústia, negativismo e medos como
conseqüência da obsessão espiritual.
Desta forma, quem sofre de obsessão
espiritual precisa compreender que para
se libertar de suas crises de pânico
(Síndrome do Pânico) é necessário se
reconciliar com o seu desafeto
desencarnado (obsessor), pedindo-lhe o
perdão. Todavia, o perdão tem que ser
sincero.
Por outro lado, se o obsediado não mudar
seus padrões de pensamentos e
sentimentos e continuar cultivando, no
seu dia-a-dia, o ódio, o desejo de
vingança, o rancor, a mágoa, a
insegurança e a negatividade, estará se
ligando ao seu obsessor pelos mesmos
sentimentos.
É preciso, portanto, que o obsediado
limpe o seu coração cultivando bons
pensamentos, compreendendo as
dificuldades dos outros, tendo vontade
de perdoar, esquecendo as ofensas, e não
se irritando gratuitamente. Agindo assim
irá se sintonizar com as forças do bem,
com o seu guia espiritual. Todos
possuímos um guia espiritual que nos
orienta, ajuda e aconselha e vem nos
acompanhando há várias encarnações. Ele
é o responsável pela nossa evolução
espiritual, nos conhece mais do que a
nós mesmos e tem um profundo amor,
apreço por nós.
É por isso que na TVP (Terapia de Vidas
Passadas) peço a ajuda do guia
espiritual do paciente para que
esclareça as indagações do mesmo a
respeito de seus problemas. Sem dúvida
alguma, o guia espiritual é a pessoa
mais indicada para falar da causa do(s)
problema(s) do paciente.
Leia, a seguir, as orientações do guia
espiritual de um paciente que sofria de
síndrome do pânico, insegurança, medo de
sair de casa, excessiva ansiedade e
baixa energia (sensação de prostração).
Caso Clínico:
Crises de Ansiedade
Homem de 42 anos, casado.
Veio procurar ajuda por conta de sua
síndrome do pânico, insegurança, medo de
sair de casa, excessiva ansiedade, baixa
energia (cansaço físico) a ponto de não
conseguir tomar banho.
Ao regredir, relatou:
"A impressão que tenho é de uma época de
final de uma guerra. Estou num quarto,
vestido de soldado; sou um oficial.
Estou escondido nesse quarto; perdemos a
guerra e estou com muito medo de ser
capturado. Não vejo direito o meu rosto,
mas tenho a impressão de que uso um
bigode. Eu me sinto angustiado, perdido.
Não sei o que fazer, que decisão tomar.
Estou sozinho nesse quarto". (pausa)
- Vá prosseguindo nessa cena e veja o
que acontece com você - peço-lhe.
"A impressão que tenho é que acabei
disparando um tiro colocando o cano do
revólver no céu da minha boca... Estou
caído no chão". (pausa)
- Veja o que acontece com você após sua
morte física - peço-lhe.
"Vejo soldados carregando o meu corpo e
me jogam numa valeta. Eles derramam
gasolina em meu corpo e ateiam fogo
nele. Vejo-me saindo do corpo,
flutuando, subindo... visto uma camisola
branca".
- Veja para onde você vai - peço-lhe.
"Só me vejo subindo... Existem pessoas
(espíritos) tentando me puxar pela
camisola. Elas estão se rastejando pelo
chão. Mas eu continuo subindo. Ficou
tudo escuro. (pausa) Agora estou num
hospital do astral (mundo espiritual); o
lugar é claro. Estou conversando com um
homem, ele é o meu guia espiritual. Ele
usa uma roupa franciscana".
- Pergunte-lhe a razão de suas crises de
ansiedade na vida atual - peço ao
paciente.
"Ele fala que é a ansiedade de final de
guerra. Diz que eu fiquei muito aflito,
angustiado, sem saber o que fazer. É a
ansiedade de acabar logo com aquela
situação de espera, sem saber que
decisão tomar. Diz ainda que continuo
apegado a esses sentimentos do meu
passado. É por isso que na vida atual
sinto medo de sair de casa, tenho essas
crises de pânico. Fala que tenho um
grande potencial, mas que eu não o
utilizo porque fico parado, esperando as
coisas acontecerem como ocorreu naquela
vida passada em que eu esperava o
término da guerra".
- Pergunte ao seu guia espiritual o
motivo dessa falta de energia que você
sente na vida atual - peço ao paciente.
"Diz que é causada pela minha rigidez
mental que bloqueia a energia. Tenho
medo de liberar, soltar a energia da
agressividade, do ódio e da vingança por
ter perdido a guerra. Ele diz para eu
ser mais tolerante comigo, ter mais
compaixão e me preocupar menos em querer
receber, ser mais altruísta e me abrir
mais que essa energia irá fluir para o
lado positivo. Fala que aos poucos essa
energia voltará ao normal. Diz ainda que
essas crises de ansiedade na vida atual
serviram para eu quebrar os laços com o
meu passado. Fala para eu não ter medo
dos meus sentimentos, porque tudo o que
aconteceu pertence ao passado (pausa).
Vejo agora um rosto cadavérico usando um
chapéu de soldado".
- Peça para ele se identificar - peço ao
paciente.
"O chapéu dele é de guerra, de soldado.
Ele fala que o traí. Ele diz que eu o
matei".
- Pergunte-lhe porque você o matou? -
peço ao paciente.
"Ele diz que num acesso de fúria eu
disparei uma arma contra ele. Diz que
ele era o meu companheiro nessa guerra,
não era inimigo".
- Pergunte-lhe quando ocorreu esse
incidente - peço ao paciente.
"Diz que foi numa vida passada e que
está desencarnado há bastante tempo e
que eu não podia ter tirado sua vida
porque a gente estava lutando junto".
- Você gostaria de dizer alguma coisa a
ele? - peço ao paciente.
"Eu peço desculpas por ter tirado a vida
dele". (Paciente chora emocionado).
- Pergunte-lhe se ele quer ser ajudado -
peço ao paciente.
"Ele diz que sim, que era o meu amigo
naquela vida (pausa). Estou falando que
vou orar para ele encontrar o seu
caminho e conseguir a paz interior".
- Peça agora para ele solicitar ajuda
aos espíritos de luz para tirá-lo das
trevas, da escuridão - peço ao paciente.
"Vejo agora uma luz puxando-o. Eles
estão subindo em direção a uma luz maior
(pausa). Quebrou o elo entre nós. Vi a
imagem de um cordão que nos ligava se
quebrando quando ele estava subindo em
direção à luz".
Após passar por mais quatro sessões de
regressão, o paciente me disse que
estava se sentindo mais seguro e mais
calmo. Estava conseguindo sair de sua
casa sem medo e mais disposto. Não
estava mais sentido aquele cansaço
físico.
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