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Muitas pessoas, ao lerem os meus
artigos no site SOMOS TODOS UM, me enviam e-mails
perguntando - após descreverem detalhadamente os
seus problemas - qual a causa verdadeira e a solução
de suas angústias, inquietações e mazelas.
Querem, via contato on-line, todas as respostas para
as suas indagações, não levando em consideração que
toda pessoa é única, um fenômeno muito singular, com
características pessoais e sintomatológicas
particulares.
Respondo esses e-mails ressaltando, portanto, que
cada pessoa traz consigo uma história de vida única.
Por isso, há a necessidade de se agendar
inicialmente em meu consultório, uma entrevista de
avaliação (Anamnese) para que eu possa conhecer
melhor o paciente, isto é, sua história de vida, bem
como me inteirar detalhadamente de seu(s)
problema(s). Esclareço ainda, que só após essa
entrevista é que damos início às sessões de
regressão de memória. Muitos ainda querem uma
solução ou um bálsamo para o seu sofrimento, sem
querer abrir mão de nada. Ou seja, querem se livrar
de seus problemas, mas se recusam a mudar de
atitude.
Querem, por exemplo, se relacionar bem com o seu
cônjuge, desde que ele(a) mude; querem que os seus
obsessores espirituais - desafetos de suas vidas
passadas - os deixem em paz, mas não querem pedir
perdão por tê-los prejudicado no passado.
Muitos desejam também se livrar da depressão, mas
não querem exercitar a humildade, acham que a Vida
lhes deve, pois não se curvou aos seus desejos, às
suas expectativas.
Outros ainda, numa atitude de rebeldia, de birra, se
recusam a viver porque reencarnaram, mas a
contragosto, na vida atual.
Querem sobretudo que eu resolva, os livre de seus
sofrimentos, transferindo para mim a
responsabilidade do seu processo de mudança e de
evolução espiritual, não percebendo que sou apenas
um facilitador do seu processo de libertação. Neste
aspecto, esclareço aos meus pacientes que a TVP
(Terapia de Vidas Passadas) é um trabalho de equipe
onde existem 3 partes envolvidas: o Terapeuta; o
Paciente; as Forças espirituais amigas (guia
espiritual do paciente e/ou entidades espirituais do
astral superior).
Como todo trabalho de equipe, é evidente que para se
chegar a um resultado positivo, é necessário o
esforço de todos os envolvidos.
De minha parte, enquanto terapeuta, é necessário ter
um conhecimento teórico e prático da psicologia
humana e da espiritualidade. Mas, sem a colaboração
e o apoio dos Espíritos mais esclarecidos do Astral
Superior, na condução da terapia regressiva, os
resultados, sem dúvida alguma, seriam medíocres.
Como parte integrante da equipe do Astral, eu me
comparo a um "coxo" (manco) que enxerga um pouco
mais tentando ajudar um "cego" a atravessar a rua.
É óbvio que como "coxo", trago também os maus
hábitos, imperfeições das minhas vidas passadas, bem
como os meus resgates cármicos. Como seres
imperfeitos que somos, trazemos feridas não
cicatrizadas de falhas no passado mais distante e no
passado recente. Em verdade, somos todos aprendizes
da vida no processo evolutivo, pois estamos sempre
aprendendo e nunca sabemos o suficiente. Não
obstante, a minha imperfeição não me invalida de eu
ser um canal das forças espirituais para auxiliar o
paciente a se libertar das amarras de seu passado,
bem como no seu processo de evolução espiritual.
Por outro lado, ao paciente cabe querer
verdadeiramente se libertar de seus problemas e
estar minimamente com a mente aberta para passar
pelo processo regressivo. É fundamental salientar
aqui que o paciente é a parte mais importante desse
trabalho, pois o resultado terapêutico vai depender
muito mais dele do que do terapeuta e das forças
espirituais amigas. Só vai depender do próprio
paciente em trabalhar consigo mesmo no seu processo
de mudança e reformulação de seu modelo de vida.
Mas, na maioria dos casos, tenho o prazer de dizer a
todos que me perguntam que a TVP costuma ser um
processo muito bonito, em que há a vitória do
paciente sobre a enfermidade de sua alma.
Caso Clínico:
Sentimento de incapacidade
Mulher de 40 anos, solteira.
Veio ao meu consultório se queixando de seu
sentimento de incapacidade que a levava a ter muito
medo de tomar decisões em sua vida. Tinha muito medo
de assumir responsabilidades, de enfrentar a vida.
Sentia-se insegura e se achava incapaz de fazer as
coisas do dia-a-dia.
Ao ter que tomar uma decisão, transferia o problema
para sua irmã resolver. Portanto, era bastante
dependente de sua família.
Desde criança, sentia um vazio inexplicável, estava
perdida e desorientada.
Tinha também muita dificuldade de se comunicar com
as pessoas, de expressar seus pensamentos e
sentimentos.
Ao regredir me relatou:
"Sinto a minha língua inchar, parece que ela dobra
dos lados, fica grossa (paciente fala de forma
'enrolada', com dificuldade).
Estou vendo a cena de uma menina de cabelos
compridos e escuros. O rosto dela é redondo, olhos
pequenos e puxados, meio vesgos. Parece que ela tem
um retardo mental (Síndrome de Down). Ela aparenta
ter uns 6 anos.
Sinto que essa menina sou eu na vida passada. Estou
sozinha, trancada num quarto escuro".
- Como você se sente - pergunto à paciente.
"Eu sinto um vazio grande dentro do meu peito... É o
mesmo vazio que eu sempre senti, desde criança, na
vida atual".
- Quem te trancou nesse quarto escuro -
pergunto-lhe.
"A minha mãe. Ela não coloca muita mobília nesse
quarto para que eu não me machuque. Na verdade, ela
me deixa trancada para que eu não dê muito trabalho.
Eu já me acostumei, fico parada nesse quarto
(pausa). Vejo agora um menino, ele é o meu irmão
mais novo. Ele veste uma camisa e um macacãozinho,
seus cabelos são castanhos e curtinhos. Deve ter uns
4 anos.
Minha mãe e o meu irmão parecem distantes de mim. Eu
não sinto nada por eles. Não vejo outras pessoas
além deles. Eu não brinco com o meu irmão, passo a
maior parte do meu tempo trancada nesse quarto.
Minha mãe é alta, magra, usa um vestido longo e um
gorrinho na cabeça. Ela me alimenta, e o resto do
tempo fico trancada nesse quarto.
- Avance mais para frente nessa cena, para anos
depois - peço-lhe.
"Estou ardendo em febre, é noite, vejo uma lamparina
acesa. Minha mãe cuida de mim, passa um pano úmido
na minha testa. Estou deitada numa cama... Acho que
eu morri por conta dessa febre. Não vejo mais nada,
ficou tudo escuro".
- Pergunte mentalmente ao seu guia espiritual qual o
motivo de você ter vindo nessa vida passada com esse
retardo mental - peço à paciente.
"Ele me diz que na Grécia antiga fui uma sacerdotisa
e que utilizei de forma errada o meu Poder,
sacrificando muitas vidas como oferenda a um Deus.
E, com isso, desrespeitei uma lei universal - a lei
do amor fraternal - tirando essas vidas.
O meu guia espiritual está me mostrando uma cena:
vejo muito fogo e pessoas amarradas pelas mãos sendo
queimadas. Diz ainda que por conta dessas vidas
perdidas, eu vim com esse retardo mental nessa vida
passada para não prejudicar mais ninguém. Fala que
foi a minha alma que pediu à espiritualidade vir com
esse retardo mental para eu não ter vontade de
prejudicar as pessoas.
Assim como eu não deixei muita gente viver, eu tive
que aprender a valorizar mais a vida vivendo uma
vida limitada, por conta desse problema mental nessa
vida passada. Ele diz ainda que, na verdade, o meu
retardo mental não era tão grave assim, e que eu não
me esforcei para mudar a minha situação. Era cômodo
de minha parte ser totalmente dependente de minha
mãe.
Eu me omiti, não me esforcei para me comunicar com
ela porque eu poderia correr o risco de descobrir
que ela não gostava de mim. Eu achava que se a minha
mãe soubesse que eu era capaz de entender alguma
coisa, ela não iria mais cuidar de mim. Portanto,
sendo inválida mentalmente, ela teria que cuidar de
mim. Ele diz que na vida atual, apesar de eu
reencarnar desta vez com um cérebro perfeito, ainda
trago os resquícios daquela vida passada, me
sentindo incapaz mentalmente, duvidando da minha
capacidade de fazer as coisas, achando que eu não
sei fazer nada. Diz ainda que só irei ter mais
confiança com o tempo, porque tomar decisões é ainda
algo novo para mim, mas que vou conseguir".
Após passar por mais 8 sessões de regressão, a
paciente me disse contente que não vinha mais aquele
pensamento negativo de incapacidade: "Será que vou
dar conta, vou conseguir"?
Estava conseguindo tomar decisões em seu dia-a-dia,
sem depender de seus familiares. Atividades comuns à
maioria das pessoas, como: ir ao banco, marcar uma
consulta médica, fazer compras, etc., a paciente
estava conseguindo. Estava se sentindo mais segura,
mostrando mais autoconfiança também ao se comunicar
com as pessoas. Com a TVP e a ajuda de seu mentor
espiritual, resgatou sua auto-estima e o seu poder
pessoal.
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