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Aprendizes da Vida no Processo
Evolutivo
Osvaldo Shimoda
Muitas pessoas, ao lerem os meus artigos
no site SOMOS TODOS UM, me enviam
e-mails perguntando - após descreverem
detalhadamente os seus problemas - qual
a causa verdadeira e a solução de suas
angústias, inquietações e mazelas.
Querem, via contato on-line, todas as
respostas para as suas indagações, não
levando em consideração que toda pessoa
é única, um fenômeno muito singular, com
características pessoais e
sintomatológicas particulares.
Respondo esses e-mails ressaltando,
portanto, que cada pessoa traz consigo
uma história de vida única. Por isso, há
a necessidade de se agendar inicialmente
em meu consultório, uma entrevista de
avaliação (Anamnese) para que eu possa
conhecer melhor o paciente, isto é, sua
história de vida, bem como me inteirar
detalhadamente de seu(s) problema(s).
Esclareço ainda, que só após essa
entrevista é que damos início às sessões
de regressão de memória. Muitos ainda
querem uma solução ou um bálsamo para o
seu sofrimento, sem querer abrir mão de
nada. Ou seja, querem se livrar de seus
problemas, mas se recusam a mudar de
atitude.
Querem, por exemplo, se relacionar bem
com o seu cônjuge, desde que ele(a)
mude; querem que os seus obsessores
espirituais - desafetos de suas vidas
passadas - os deixem em paz, mas não
querem pedir perdão por tê-los
prejudicado no passado.
Muitos desejam também se livrar da
depressão, mas não querem exercitar a
humildade, acham que a Vida lhes deve,
pois não se curvou aos seus desejos, às
suas expectativas.
Outros ainda, numa atitude de rebeldia,
de birra, se recusam a viver porque
reencarnaram, mas a contragosto, na vida
atual.
Querem sobretudo que eu resolva, os
livre de seus sofrimentos, transferindo
para mim a responsabilidade do seu
processo de mudança e de evolução
espiritual, não percebendo que sou
apenas um facilitador do seu processo de
libertação. Neste aspecto, esclareço aos
meus pacientes que a TVP (Terapia de
Vidas Passadas) é um trabalho de equipe
onde existem 3 partes envolvidas: o
Terapeuta; o Paciente; as Forças
espirituais amigas (guia espiritual do
paciente e/ou entidades espirituais do
astral superior).
Como todo trabalho de equipe, é evidente
que para se chegar a um resultado
positivo, é necessário o esforço de
todos os envolvidos.
De minha parte, enquanto terapeuta, é
necessário ter um conhecimento teórico e
prático da psicologia humana e da
espiritualidade. Mas, sem a colaboração
e o apoio dos Espíritos mais
esclarecidos do Astral Superior, na
condução da terapia regressiva, os
resultados, sem dúvida alguma, seriam
medíocres.
Como parte integrante da equipe do
Astral, eu me comparo a um "coxo"
(manco) que enxerga um pouco mais
tentando ajudar um "cego" a atravessar a
rua.
É óbvio que como "coxo", trago também os
maus hábitos, imperfeições das minhas
vidas passadas, bem como os meus
resgates cármicos. Como seres
imperfeitos que somos, trazemos feridas
não cicatrizadas de falhas no passado
mais distante e no passado recente. Em
verdade, somos todos aprendizes da vida
no processo evolutivo, pois estamos
sempre aprendendo e nunca sabemos o
suficiente. Não obstante, a minha
imperfeição não me invalida de eu ser um
canal das forças espirituais para
auxiliar o paciente a se libertar das
amarras de seu passado, bem como no seu
processo de evolução espiritual.
Por outro lado, ao paciente cabe querer
verdadeiramente se libertar de seus
problemas e estar minimamente com a
mente aberta para passar pelo processo
regressivo. É fundamental salientar aqui
que o paciente é a parte mais importante
desse trabalho, pois o resultado
terapêutico vai depender muito mais dele
do que do terapeuta e das forças
espirituais amigas. Só vai depender do
próprio paciente em trabalhar consigo
mesmo no seu processo de mudança e
reformulação de seu modelo de vida. Mas,
na maioria dos casos, tenho o prazer de
dizer a todos que me perguntam que a TVP
costuma ser um processo muito bonito, em
que há a vitória do paciente sobre a
enfermidade de sua alma.
Caso Clínico:
Sentimento de incapacidade
Mulher de 40 anos, solteira.
Veio ao meu consultório se queixando de
seu sentimento de incapacidade que a
levava a ter muito medo de tomar
decisões em sua vida. Tinha muito medo
de assumir responsabilidades, de
enfrentar a vida. Sentia-se insegura e
se achava incapaz de fazer as coisas do
dia-a-dia.
Ao ter que tomar uma decisão, transferia
o problema para sua irmã resolver.
Portanto, era bastante dependente de sua
família.
Desde criança, sentia um vazio
inexplicável, estava perdida e
desorientada.
Tinha também muita dificuldade de se
comunicar com as pessoas, de expressar
seus pensamentos e sentimentos.
Ao regredir me relatou:
"Sinto a minha língua inchar, parece que
ela dobra dos lados, fica grossa
(paciente fala de forma 'enrolada', com
dificuldade).
Estou vendo a cena de uma menina de
cabelos compridos e escuros. O rosto
dela é redondo, olhos pequenos e
puxados, meio vesgos. Parece que ela tem
um retardo mental (Síndrome de Down).
Ela aparenta ter uns 6 anos.
Sinto que essa menina sou eu na vida
passada. Estou sozinha, trancada num
quarto escuro".
- Como você se sente - pergunto à
paciente.
"Eu sinto um vazio grande dentro do meu
peito... É o mesmo vazio que eu sempre
senti, desde criança, na vida atual".
- Quem te trancou nesse quarto escuro -
pergunto-lhe.
"A minha mãe. Ela não coloca muita
mobília nesse quarto para que eu não me
machuque. Na verdade, ela me deixa
trancada para que eu não dê muito
trabalho. Eu já me acostumei, fico
parada nesse quarto (pausa). Vejo agora
um menino, ele é o meu irmão mais novo.
Ele veste uma camisa e um macacãozinho,
seus cabelos são castanhos e curtinhos.
Deve ter uns 4 anos.
Minha mãe e o meu irmão parecem
distantes de mim. Eu não sinto nada por
eles. Não vejo outras pessoas além
deles. Eu não brinco com o meu irmão,
passo a maior parte do meu tempo
trancada nesse quarto. Minha mãe é alta,
magra, usa um vestido longo e um
gorrinho na cabeça. Ela me alimenta, e o
resto do tempo fico trancada nesse
quarto.
- Avance mais para frente nessa cena,
para anos depois - peço-lhe.
"Estou ardendo em febre, é noite, vejo
uma lamparina acesa. Minha mãe cuida de
mim, passa um pano úmido na minha testa.
Estou deitada numa cama... Acho que eu
morri por conta dessa febre. Não vejo
mais nada, ficou tudo escuro".
- Pergunte mentalmente ao seu guia
espiritual qual o motivo de você ter
vindo nessa vida passada com esse
retardo mental - peço à paciente.
"Ele me diz que na Grécia antiga fui uma
sacerdotisa e que utilizei de forma
errada o meu Poder, sacrificando muitas
vidas como oferenda a um Deus. E, com
isso, desrespeitei uma lei universal - a
lei do amor fraternal - tirando essas
vidas.
O meu guia espiritual está me mostrando
uma cena: vejo muito fogo e pessoas
amarradas pelas mãos sendo queimadas.
Diz ainda que por conta dessas vidas
perdidas, eu vim com esse retardo mental
nessa vida passada para não prejudicar
mais ninguém. Fala que foi a minha alma
que pediu à espiritualidade vir com esse
retardo mental para eu não ter vontade
de prejudicar as pessoas.
Assim como eu não deixei muita gente
viver, eu tive que aprender a valorizar
mais a vida vivendo uma vida limitada,
por conta desse problema mental nessa
vida passada. Ele diz ainda que, na
verdade, o meu retardo mental não era
tão grave assim, e que eu não me
esforcei para mudar a minha situação.
Era cômodo de minha parte ser totalmente
dependente de minha mãe.
Eu me omiti, não me esforcei para me
comunicar com ela porque eu poderia
correr o risco de descobrir que ela não
gostava de mim. Eu achava que se a minha
mãe soubesse que eu era capaz de
entender alguma coisa, ela não iria mais
cuidar de mim. Portanto, sendo inválida
mentalmente, ela teria que cuidar de
mim. Ele diz que na vida atual, apesar
de eu reencarnar desta vez com um
cérebro perfeito, ainda trago os
resquícios daquela vida passada, me
sentindo incapaz mentalmente, duvidando
da minha capacidade de fazer as coisas,
achando que eu não sei fazer nada. Diz
ainda que só irei ter mais confiança com
o tempo, porque tomar decisões é ainda
algo novo para mim, mas que vou
conseguir".
Após passar por mais 8 sessões de
regressão, a paciente me disse contente
que não vinha mais aquele pensamento
negativo de incapacidade: "Será que vou
dar conta, vou conseguir"?
Estava conseguindo tomar decisões em seu
dia-a-dia, sem depender de seus
familiares. Atividades comuns à maioria
das pessoas, como: ir ao banco, marcar
uma consulta médica, fazer compras,
etc., a paciente estava conseguindo.
Estava se sentindo mais segura,
mostrando mais autoconfiança também ao
se comunicar com as pessoas. Com a TVP e
a ajuda de seu mentor espiritual,
resgatou sua auto-estima e o seu poder
pessoal.
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