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Terapia Médica e Terapia
Espiritual
Osvaldo Shimoda
Por que dividir se podemos somar?
“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas
sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando
toda a sorte de doenças e enfermidades entre o
povo. E a sua fama correu por toda a Síria;
trouxeram-lhe, então, todos os doentes acometidos
de várias enfermidades e tormentos:
endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os
curou.” (Mateus, 4:23-24)
No livro “Enfermidades da Alma”, Vitor Ronaldo
Costa diz: “A psiquiatria clássica diagnostica o
imenso contingente de médiuns existentes como
portadores de perturbações mentais. Dentro do
contexto médico seriam tidos como esquizofrênicos
por não saber identificar o diagnóstico
diferencial entre doença orgânica e a manifestação
psíquica de ordem mediúnica”.
Em verdade, no meu entender, a psiquiatria
clássica ainda não identifica um distúrbio
psiquiátrico de uma manifestação mediúnica por ter
uma visão do ser humano puramente organicista,
biológica, atribuindo portanto a causa dos
distúrbios mentais ao desequilíbrio das
substâncias químicas do cérebro (alterações
bioquímicas dos neuropeptídeos).
É inegável, por outro lado, o grande avanço nas
últimas décadas dos psicofármacos no tratamento de
distúrbios de humor como a depressão e os
transtornos de ansiedade como a síndrome do
pânico. Sem dúvida alguma, o emprego de remédios
nos casos mais agudos de depressão e crises de
pânico, ou em casos mais complexos de outras
perturbações mentais, exige não só o uso de
medicamentos como uma internação hospitalar.
No entanto, sabemos também que o uso contínuo
desses medicamentos gera dependência, efeitos
colaterais indesejáveis, bem como resultados
inócuos em muitos casos. A “pílula da felicidade”-
o Prozac (Fluoxetina) -, ao surgir na década de
60, foi rotulada dessa forma porque prometia curar
todos os males da depressão. Mais tarde,
constatou-se que a “pílula da felicidade” não
tinha os mesmos resultados para todos os
pacientes.
Desta forma, hoje é quase que um consenso por
parte de muitos psiquiatras tratar os pacientes
com o uso de medicamentos associado à
psicoterapia. Mas uma psicoterapia que trate da
enfermidade da alma, do espírito. Aqui entra a
Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.) que é
uma nova abordagem psicoterápica, criada por mim,
fruto de meus 21anos trabalhando com a Terapia de
Vidas Passadas (TVP). A T.R.E. vê o ser
humano como uma unidade bio-psico-social e
espiritual.
Neste aspecto, o fato da ciência médica ainda não
considerar o ser humano como um ser dotado de uma
alma, de um espírito e, portanto, se estruturar em
bases materialistas, puramente organicista,
dificulta qualquer iniciativa de uma análise mais
profunda do ser.
A T.R.E, por outro lado, sendo uma terapia que
cuida da enfermidade da alma, apregoa que os
problemas de relacionamento interpessoal
(relacionamentos dolorosos, difíceis, trancados,
entre pais e filhos, cônjuges, irmãos, etc.),
emocionais (síndromes do pânico, fobias,
depressão, etc.) e orgânicos (causa desconhecida
pela medicina oficial), derivam de 3 fatores:
A) Interno (Endógeno): Anímico - criado
pelo próprio paciente -, é psicológico, cuja causa
é decorrente de experiências traumáticas seja
desta vida (infância, nascimento, útero materno)
ou de um passado mais longínquo, de suas vidas
passadas;
B) Externo (Exógeno): Interferência
espiritual de um espírito obsessor, popularmente
conhecido como “encosto”;
C) Misto: Oriundos do próprio paciente
(psicológico) e de uma influência externa
(espírito obsessor).
Portanto, nos casos em que a medicina oficial não
consegue diagnosticar a causa do problema do
paciente que é de ordem espiritual, a T.R.E.
tem um papel fundamental como um complemento
terapêutico.
Desta forma, ao invés de dividir, um excluindo o
outro, seria desejável a psiquiatria cuidar do
orgânico e a Terapia Regressiva Evolutiva tratar
do espiritual, da alma. Sem dúvida alguma, o
beneficiado maior é o paciente que seria tratado
de forma holística, integral (mente, corpo e
espírito).
Caso Clínico: Vida bloqueada
A paciente veio ao meu consultório querendo saber
por que de sua vida afetiva, financeira e
profissional não fluíam, estavam como que
truncadas. Sentia que havia alguma coisa que a
segurava, a impedia de se expandir e a deixava
presa, amarrada e não a permitia de ter nas mãos
as rédeas de sua vida. Sentia-se também confusa,
tinha dificuldades de colocar objetivos claros e
específicos em sua vida, buscava sempre um
percurso mais difícil e longo. Tinha também muito
medo da vida desde criança, medo que a impedia de
tomar decisões, de se realizar e que a deixava
cansada como se tivesse sempre batalhando, lutando
e não chegasse a lugar nenhum.
Ao regredir me relatou: “Vejo uma luz branca,
grande, intensa e sem limites... sinto que é para
eu entrar debaixo dessa luz, para eu me energizar
e me acalmar. Essa luz branca às vezes fica
prateada.O meu mentor espiritual – eu não o vejo –
se comunica comigo telepaticamente, em pensamento.
Essa luz sobre mim, é muito forte, intensa.
(pausa)
O meu mentor pede para eu parar de perguntar a
razão de meus problemas, diz que eu não me dou
sossego, que a minha mente é uma “matraca”, fica o
tempo tudo “ruminando”, pensando a respeito da
vida. Ele fala para eu aproveitar esse momento,
relaxar, pois é isso que essa luz está me
proporcionando. (pausa).
Agora a luz está diminuindo de intensidade. Estou
perguntando ao meu mentor por que minha vida está
truncada... (pausa).
Vieram na minha mente rapidamente duas palavras:
“Flecha” e “Costas”...
É como se tivesse cortado a minha coluna (medula
espiritual) ao meio e, com isso, as informações
não chegam ao meu cérebro. Houve uma ruptura
energética que impede que a medula espiritual faça
uma ligação perfeita entre o meu eu espiritual e o
mundo externo.
Agora estou sentindo uma dor na minha coluna, está
aumentando. É como se tivesse sido traída numa
vida passada. Foi uma traição pelas costas.
O meu mentor me diz que ainda trago na vida atual
a mágoa dessa traição”.
- Que traição foi essa? Pergunto à paciente.
“Eu confiei num amigo, era como um irmão, e ele me
tirou a vida pelas costas. Ele me matou, enfiou
uma lança nas minhas costas. Estávamos caminhando,
éramos dois homens nessa vida passada. Eu confiava
muito nele”.
- O que fez com que ele te traísse? Pergunto à
paciente.
“Estávamos caminhando para algum lugar, eu estava
conversando com ele. Eu tinha que tomar uma
decisão importante, era uma pessoa idealista. Essa
decisão iria melhorar a vida das pessoas. Esse
homem estava sempre do meu lado. O que eu
acreditava e defendia iria beneficiar muita gente.
Mas ele me impediu me matando”.
- Pergunte ao seu mentor espiritual por que ele
tirou a sua vida – peço à paciente.
“Ele me diz que esse homem sentia por mim um misto
de inveja, admiração e se deixou também
influenciar por uma outra pessoa que é um espírito
desencarnado obsessor que me odeia”.
- Quem é esse espírito obsessor? – Pergunto à
paciente.
“Meu mentor me diz que esse espírito obsessor vem
me acompanhando há várias encarnações. Fala que
não foi só nessa vida passada que ele me
prejudicou. Diz que esse espírito já me prejudicou
numa outra existência passada de forma parecida,
influenciando também uma pessoa para me matar. Seu
ódio é muito grande, sempre querendo me matar, me
destruir de forma violenta”.
- Pergunte ao seu mentor o que essa traição dessa
vida passada tem a ver com os seus problemas da
vida atual – peço à paciente.
“Ele me explica que a lança que atingiu a minha
coluna naquela vida passada deixou um trauma no
meu psicossoma (corpo espiritual) e que é isso que
está truncando a minha vida em todos os aspectos
na vida atual.
Diz que trago ainda dessa vida passada a magoa da
traição e o medo de ser traída novamente. É isso
também que me faz ter medo da vida. É como se
ficasse um “buraco” no meu psicossoma, no meu
corpo espiritual como seqüela e, com isso, não
conseguisse fazer uma ‘ligação perfeita’ na minha
medula espiritual. Ou seja, é como se os estímulos
externos não ‘chegassem’ ao meu cérebro. (pausa)
Agora me vejo deitada numa maca. O meu mentor
espiritual e outras entidades espirituais estão
fazendo uma cirurgia espiritual, tirando alguma
coisa das minhas costas. Estão me mostrando: é um
“objeto” redondo, escuro, e por dentro passam umas
luzinhas”.
- Pergunte ao seu mentor espiritual que ‘objeto’ é
esse – peço à paciente.
“Ele me explica que esse ‘objeto’ é um artefato,
uma arma espiritual fluídica, imaterial; portanto,
não visível aos olhos dos encarnados e que ainda
nenhum instrumento, aparelho da medicina terrena é
capaz de identificá-lo”.
- Pergunte ao seu mentor quem foi que introduziu
na sua coluna (corpo espiritual) esse artefato
espiritual – peço à paciente.
“Ele diz que foi esse obsessor espiritual.
Diz que ele introduziu no meu psicossoma (corpo
espiritual) quando estava dormindo. Diz ainda que
sua intenção ao introduzir esse artefato é ter
controle de minha vontade. Esse ‘aparelho’ estava
controlando, interferindo na minha vontade e na
minha ação. Ele me exemplifica que quando está
indo tudo bem na minha vida, esse artefato faz eu
perder estímulos, energia, fico desanimada. Diz
também que fui morta naquela vida passada porque
tinha desejo de justiça e tinha intenção de agir,
de fazer acontecer. Portanto, esse obsessor
espiritual acaba sempre manipulando alguém para me
controlar. Na vida atual ele queria ter maior
controle sobre mim, mas não conseguiu porque tenho
proteção, recebo muita ajuda da espiritualidade. E
isso o deixa com muito ódio. Ele acaba usando
pessoas em minha volta. É uma forma de me atingir.
Às vezes ele usa um amigo, um parente, até mesmo o
meu ex-namorado. Foi o meu ex-namorado - naquela
vida passada sob a influência desse espírito
obsessor - quem tirou a minha vida ao cravar
aquela lança nas minhas costas”.
- Pergunte ao seu mentor espiritual de que forma
você pode se apaziguar com esse espírito obsessor
– peço à paciente.
“Ele me diz: com oração e perdão. Mas fala que
essa entidade espiritual ainda não está pronta
para se reconciliar comigo. Ele fala também que
agora eles precisam me tratar ainda, limpar o
resto que ficou daquele artefato. É como uma
“ferida” que precisa ser purificada.
Diz ainda que preciso praticar a limpeza
espiritual dos 21 dias do Arcanjo Miguel.
Pede para eu orar, ler 21 dias consecutivos essa
limpeza espiritual do Arcanjo Miguel -
psicografada pela médium Greg Mize”.
- Veja se o seu mentor espiritual tem mais alguma
coisa a lhe dizer – peço à paciente.
“Eles estão terminando de limpar a “ferida” de meu
corpo espiritual. O meu mentor fala que vou sentir
um pouco de dor, e que a recuperação dessa
cirurgia vai ser um pouco dolorida. Eles estão
aproveitando também para limpar energeticamente a
sala do senhor (referindo-se ao meu consultório).
(pausa)
Agora eles terminaram. Eles dizem para eu
descansar... Estão indo embora”.
Após passar por mais oito sessões de regressão, a
paciente conseguiu, através da ajuda de seu mentor
espiritual e das orações praticadas, se
reconciliar com o seu desafeto de vidas passadas (obsessor
espiritual).
A paciente me disse: - Aquela entidade espiritual
- referindo-se ao obsessor espiritual –, entrou na
luz, está sendo banhado pela luz. Ele já irradia
um pouco de luz, não é mais um vulto escuro
(pausa). Agora está se dissolvendo o cordão
energético que nos unia. O cordão é escuro, parece
um tentáculo, um fio. Essa entidade está indo
embora, entrando na luz. O meu mentor me diz que
agora estou livre, e que o meu propósito de vida é
viver de forma mais leve e que posso conseguir
isso sem dor e esforço. Fala que a mente do ego
gasta muito tempo remoendo bobagens e dores
desnecessárias que impedem o crescimento.
No final do tratamento, a paciente me disse que
estava se sentindo muito bem, mais livre, mais
autoconfiante e sentia que algo tinha “desatado”
dentro de si. Estava conseguindo traçar seus
objetivos de forma mais clara, sem se sentir
confusa. Aquele desânimo e cansaço físico, haviam
desaparecido. |