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Doenças Espirituais
Osvaldo Shimoda
Os materialistas de hoje, por uma questão de
lógica, serão forçosamente os espiritualistas de
amanhã. Tudo se resume a uma questão de tempo”.
- Allan Kardec.
Antes de criar a minha própria abordagem
psicoterápica - a Terapia Regressiva Evolutiva
(TRE) - que se utiliza da regressão de memória
a vivências passadas (desta ou de vidas passadas)
com o intuito de fazer o paciente revivenciar
experiências traumáticas, causadores de seus
medos, traumas, psicoses, neuroses, dificuldades
emocionais em lidar com determinadas pessoas, ou
doenças orgânicas cuja causa não foi identificada
pela medicina oficial e, assim, se libertar de seu
passado, eu era um psicoterapeuta, um psicólogo
que não acreditava em vidas passadas, em
existência de espírito, em vida após a morte e
tampouco que existe um plano maior (Astral
Superior), cujos Espíritos de elevado
esclarecimento e sabedoria influenciam nossas
vidas para a nossa evolução espiritual, através
das nossas sucessivas reencarnações.
Reconheço que era bastante ignorante e obtuso
acerca da Espiritualidade, das leis espirituais -
lei da causa e efeito, lei da Palingenesia ou
Reencarnação, lei do esquecimento do passado
(amnésia) que nos impede de lembrar nossas vidas
passadas para que tenhamos uma nova oportunidade
de aprendizado em cada jornada reencarnação nesta
vida terrena.
Desta forma, exercia a Psicoterapia nos modos
tradicionais como psicanalista freudiano, vendo o
ser humano como mente e corpo e não em sua
totalidade: Mente - Corpo - Espírito.
Evidentemente, por não avaliar o ser humano como
um ser espiritual, desconsiderava, portanto, as
enfermidades da alma, as perturbações de ordem
espiritual. Em vista disso, os resultados
terapêuticos eram parcos também.
Portanto, essa visão materialista, organicista do
ser na qual fui treinado na Universidade de
Psicologia, me impediu de ter um melhor
entendimento das perturbações mentais. Desconhecia
os fundamentos da realidade espiritual, o que me
dificultou qualquer tipo de abordagem mais
profunda do Ser. Não fui treinado na minha
formação acadêmica como psicólogo a lidar com
manifestações mediúnicas do paciente, com as
obsessões espirituais (interferência de entidades
espirituais das trevas que querem se vingar do
paciente pelo mal que este lhe causou numa vida
passada) e que causa as mais variadas desordens
patológicas na vida do paciente.
Desconhecia que problemas de ordem espiritual
refletem no corpo físico do paciente podendo
evoluir como febre, inflamações, dores e demais
sintomas orgânicos o que, evidentemente, confundem
o diagnóstico mesmo de um clínico experiente.
Aqui explica o porquê, na maioria dos casos, dos
médicos não conseguirem diagnosticar a causa real
do problema do paciente, apesar do mesmo se
submeter aos exames médicos e laboratoriais mais
sofisticados.
Desconhecia também que existem as doenças
orgânicas ocasionais que são tratados pela
medicina terrena, e, portanto, são curadas. Mas,
por outro lado, existem as doenças de cunho
espiritual (da alma), as chamadas doenças cármicas
que são mais complexas, resultado de erros
cometidos em vidas passadas pelo paciente.
Neste aspecto, a doença aparece como um
instrumento de aprendizagem do paciente por conta
das dividas morais adquiridas ao infringir as leis
Espirituais (lei da causa e efeito). Desta forma,
em se tratando de doenças cármicas, o profissional
da área da saúde não pode jamais prometer cura
definitiva. A delicada questão da cura nos casos
de doenças da alma, na maioria dos casos, depende
muito mais do enfermo, de sua aprendizagem com a
doença, do que do profissional que tenta ajudá-lo.
Para melhor compreensão desse texto, veja o caso
de uma paciente que sofria de uma doença cármica -
a Síndrome Tuberosa (calos, isto é, tumores nas
extremidades dos dedos das mãos e dos pés).
Caso Clínico: Doença Cármica
Mulher de 40 anos, viúva.
Veio ao meu consultório por sofrer de Síndrome
Tuberosa que são tumores (vários calos
grandes) que nascem principalmente nos dedos (pés
e mãos).
No rosto, os tumores também apareceram, embora
superficialmente.
Procurou vários dermatologistas, mas não conseguiu
obter sucesso nos tratamentos.
Procurou também um médico homeopata, que também
não resolveu o seu problema. Por conta desses
tumores, principalmente nas extremidades dos
dedos, se sentia constrangida socialmente, e com
os homens. Ao ir à praia, cobria com esparadrapos
os dedos das mãos e dos pés.
Após passar por quatro sessões de regressão, na
quinta sessão, a paciente me relatou:
“Vejo o meu mentor espiritual, ele está sorrindo.
Ele tem cabelos grisalhos, usa um roupão branco,
tem um sorriso muito agradável”. (pausa).
- Pergunte-lhe o que ele tem a lhe dizer a
respeito de sua doença - peço à paciente.
“Ele diz que a minha doença é cármica, resultado
dos meus atos praticados em uma vida passada
(pausa). Vejo-me como homem torturando homens e
mulheres, arrancando as unhas de suas mãos e pés.
O meu mentor fala que a prática dessas torturas
fez com que eu desenvolvesse a Síndrome Tuberosa
nas extremidades das minhas mãos e nos dedos dos
pés. Mas diz que o meu resgate cármico foi
cumprido porque o que tinha que aprender com essa
doença, já aprendi. Diz também que essa doença não
vai mais evoluir”.
- Pergunte ao seu mentor se é possível a cura
dessa doença - peço à paciente.
“Diz que sim, mas que a cura será lenta. Ele
comenta também que como os médicos desconhecem que
essa doença é espiritual, cármica, acham que não
tem cura, que não tem muito que fazer. Mas como
cumpri o meu resgate cármico, a minha
aprendizagem, agora essa doença irá regredir
gradativamente”.
- Pergunte-lhe se o remédio agora irá ajudar no
seu processo de cura - peço à paciente.
“O meu mentor espiritual diz que os remédios
alopáticos (bioquímicos) não vão resolver, mas os
remédios homeopáticos sim. Fala para eu continuar
tomando esses remédios e passar nos dedos das mãos
e dos pés óleo de cravo amarelo. Fala também que
posteriormente será necessário tomar outros
medicamentos homeopáticos para “murchar” os
tumores (calos). Ele faz questão de afirmar que o
tratamento homeopático é também espiritual. Mas
ressalta que só com a medicação homeopática, não
iria resolver o meu problema porque precisava
passar pelo meu resgate cármico. Nesse sentido,
diz que a Terapia Regressiva Evolutiva veio
ao meu encontro para me permitir compreender
melhor a origem de meu problema. (pausa)
Meu mentor está se aproximando de mim, e traz um
homem.
Ele diz que esse homem está em tratamento no plano
espiritual.
Meu Deus, eu o reconheço!!!
É o meu marido!!! (pausa).
Ele está me pedindo perdão pelo fato de ter me
feito sofrer. Ele fala que me amou muito, que era
obcecado por mim, e que eu quase o levei à
loucura. (pausa).
Meu mentor me esclarece que no plano espiritual
meu marido reviu tudo o que fez de errado, e agora
quer reparar os seus erros. Ele diz que apesar de
todo o mal que me fez, sempre me amou e que eu fui
a mulher de sua vida. Está me pedindo novamente
perdão. Digo para ele que eu também o amei muito
enquanto estávamos juntos. Mas que embora tenha
ficado muito machucada e triste, eu não guardei
raiva e nem ódio dele e que eu o perdôo.
... Ele agora está chorando...
Meu mentor me diz que está ajudando-o porque ele
está se tornando um espírito bom. (pausa).
Agora meu marido está indo embora. O meu mentor
diz que ele tem tarefas para cumprir, mas que está
indo feliz. Ele fala que vou voltar a ser aquela
pessoa alegre, brincalhona, que vou resgatar a
alegria de viver.
Diz ainda que tem um homem que vai cruzar meu
caminho e que nosso encontro irá ocorrer
brevemente. Fala para eu não me sentir complexada
por conta de minha doença. Reafirma novamente que
a doença irá regredir, e que esse homem não irá
dar importância a esse problema.
Diz que estará sempre me ajudando, orientando-me.
Diz ainda que esse tratamento (TRE), foi muito
proveitoso e que além de ter me ajudado no
entendimento da doença, vai me ajudar também a ter
mais força e motivação para viver.
Fala que ficou muito feliz pelo fato do senhor
(referindo-se a mim) ter sido um facilitador do
nosso encontro.
Agora ele está se despedindo, me deu um abraço
carinhoso e está se distanciando num foco de luz
azul, bem clarinho. |