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Cura Espiritual
Osvaldo Shimoda
"O Carma é uma Lei psicológica que
atua primariamente no campo psicológico,
sendo que as circunstâncias físicas são
apenas o meio pelo qual a finalidade
psicológica é alcançada. Um cidadão que
no passado derramou sangue de muita
gente com suas arbitrariedades, renasce
com uma anemia irreversível. Como se vê,
a finalidade do sofrimento não é
punitiva, mas corretiva. O individuo que
prejudicou o semelhante de maneira grave
precisa sentir "na própria pele" a dor
que o outro experimentou a fim de
reeducar-se; e, quando novamente posto
em situação em que tenha a oportunidade
de reincidir, ele seja capaz de resistir
aos seus impulsos. É a Lei, a ordem
natural das coisas".
- Hermínio C. Miranda
Ao trabalhar com a TVP (Terapia de Vida
Passada) desde 1985, tratando de
inúmeros pacientes com distúrbios
psíquicos, psicossomáticos, orgânicos
(cuja causa não foi encontrada pela
medicina oficial) e de relacionamento
interpessoal (aqueles relacionamentos
difíceis, dolorosos e truncados entre
marido e mulher, pais e filhos, entre
irmãos, etc.), constatei que a causa
desses problemas pode advir de três
fatores:
a) Interno (Intrapsíquico):
Experiências traumáticas, mal resolvidas
da vida atual (infância, nascimento,
útero materno) ou muito mais precoce, em
outras vidas;
b) Externo (Exteropsíquíco):
Interferência espiritual (Obsessores)
que costumam dificultar e impedir que o
paciente regrida em seu passado e saiba
a origem de seu problema, pois sabem que
se o mesmo regredir, irá obter a sua
cura;
c) Misto: Pode haver a combinação
desses dois fatores na origem dos
problemas. Em muitos casos, quando se
elimina a interferência negativa dos
espíritos obsessores na vida do
paciente, através da ajuda das presenças
espirituais amigas nas sessões de
regressão, o mesmo rapidamente resolve
os seus problemas. Apesar dos malefícios
causados pela presença desses espíritos
negativos na vida desses pacientes, é
comum o total desconhecimento por parte
desses pacientes da influência desses
seres extrafísicos em suas vidas.
É impressionante a melhora significativa
de suas vidas, quando esse fator externo
(espiritual) é eliminado. Por outro
lado, há casos em que mesmo eliminando
essa interferência externa, a melhora
desses pacientes não se dá de forma
imediata, mas de forma gradativa, pois
acabaram criando uma relação simbiótica
parasitária com o seu obsessor, que vêm
de várias encarnações passadas. Veja o
caso de uma paciente com esse problema.
Caso Clínico: Cura Espiritual
Mulher de 40 anos, casada.
Veio ao meu consultório se queixando de
problemas de saúde. Foi parar no
pronto-socorro por sentir dores intensas
causadas pela endometriose (inflamação
na mucosa do útero) e tinha se submeteu
a três cirurgias. Quando estourou o
cisto, sentiu como se tivesse sendo
apunhalada na região dos ovários.
Era uma pessoa tensa, nervosa, medrosa
(sentia-se insegura e apavorada quando
saia de sua casa). Não conseguia dormir
no escuro, pois tinha medo de ver
entidades espirituais.
No hospital, após ter se submetido à
cirurgia, viu uma mulher vestida de
branco, sentada do lado direito de seu
leito. Foi uma cena muito rápida. Ao
retornar à sua casa, ouviu gargalhadas e
viu uma velha com dentes podres
colocando correntes em seu braço e, em
seguida, dois homens de capuz vindo em
sua direção. Quando começou a rezar,
eles se afastaram.
No inicio de sua regressão, pedi à
paciente que visualizasse uma linda luz.
Ela visualizou uma luz branca.
- Peça a essa luz lhe mostrar a causa
verdadeira de seus problemas (pausa).
A paciente me respondeu: "Veio à minha
mente a frase: Inimigos não querem que
eu saiba da verdade".
- Pergunte à luz quem são esses inimigos
- pedi à paciente.
"Ela diz que são inimigos de vidas
passadas e não querem que eu saiba da
verdade porque ela me libertará de todos
os meus males".
- Pergunte-lhe de que forma eles estão
te prejudicando - pedi-lhe.
"Eles me prejudicam na saúde, me
deixando tensa, ansiosa, sem vontade de
reagir". Mas a luz me diz: "A verdade te
libertará, saiba disso"!
- Peça então à luz que lhe mostre a
verdade que você necessita saber - pedi
à paciente.
"A luz me diz que eu provoquei a minha
própria morte me atirando no
precipício".
- Pergunte-lhe por que você se jogou -
pedi à paciente.
"Ela diz que eu não queria viver mais,
estava cansada de sofrer nessa vida
passada".
- Veja se consegue se ver - peço-lhe.
"Sou homem, o meu rosto está coberto com
uma espécie de capacete. Estou em cima
de um cavalo, próximo de um castelo. Uso
uma armadura e luvas de aço. Já tinha
inimigos desencarnados nessa época que
não queriam a minha felicidade. Eles me
tentaram tanto que eu me joguei no
precipício; fui muito fraca. Não tinha
conhecimentos que tenho hoje da vida
após a morte. No desespero, eu me
joguei, abreviei a minha vida daquele
jeito. Jamais deveria ter tirado a vida
que Deus me deu.
Os inimigos não se contentaram em me ver
partir, quando me atirei naquele
princípio. Queriam me ver cair no abismo
da loucura, desespero e inconformismo. A
luz me diz que ainda hoje na vida atual
querem me ver dessa forma. Ela me diz
que é por isso que eu tenho que me
fortalecer espiritualmente, servir e
trabalhar em prol das pessoas
necessitadas. É dessa forma que vou me
livrar dos meus obsessores porque errei
muito no passado".
- Pergunte à luz quais foram os seus
erros - peço-lhe.
"Matei, extorqui, cometi atrocidades
enormes, fui cruel, bárbaro e
sanguinário. Felizmente, ela diz que
hoje não tenho praticamente nada do
passado. Evolui, progredi muito. Diz
ainda que muitos dos que prejudiquei
conseguiram me perdoar, mas outros,
ainda não me perdoaram, não querem que
eu tenha paz, não entendem que eu sou
uma outra pessoa, me regenerei,
certamente sou muito mais humana, que
tenho amor e respeito pelo próximo, e
que jamais cometeria qualquer atrocidade
como as do passado. Ela diz que hoje sou
um "vaso novo". Mas que eu preciso ainda
valorizar mais a minha vida, ter
tolerância, paciência com meu próximo e
que existe uma longa caminhada pela
frente".
- Pergunte-lhe o por que desses
problemas genitais - peço à paciente.
"Lanças rasgaram corpos, dilaceraram
carnes, lutei muito usando também
espadas, perfurando, matando,
aniquilando. Ela diz que eu não deveria
ter feito isso jamais. Havia escolhas,
mas eu tinha prazer em matar, ceifar
vidas. Por isso, na vida atual tenho
medo, pavor de sair de casa, porque temo
que as pessoas saibam de meu passado, do
quanto fui perverso e cruel.
Certamente não sou mais nada do que fui,
mas carrego ainda a culpa, o peso dessas
vidas tiradas. Mas a luz me diz que
jamais me faltarão amigos desse outro
lado (mundo espiritual), pois eu fiz por
merecer essas amizades.
Ela diz: "A sua luta interna é muito
grande, sabemos disso". (pausa).
A paciente começa a gemer dizendo que
sua mão direita está doendo muito.
"A luz me diz que é a mão das mortes,
das lutas travadas. É a mão que
empunhava a espada, que tirou muitas
vidas e é por isso que está vindo essa
sensação, essa culpa".
- Pergunte-lhe de que forma você pode se
perdoar - peço-lhe.
"Amando mais a vida, não me ofendendo
por qualquer coisa".
Nessa vida passada, qualquer ofensa que
eu sentia era motivo para matar. Numa
batalha, quebrei a minha mão direita e
não consigo segurar a espada com a mão
esquerda (paciente se queixa muito da
dor que sente em sua mão). A luz me diz
para eu ir eliminando todas essas dores,
a culpa. Ela diz: "Tudo isso é coisa do
seu passado, não existe mais".
Após passar por quatro sessões de
regressão, a luz disse à paciente:
"Todos os seus inimigos te perdoaram,
graças a Deus. Agradeça ao nosso Pai
todo poderoso; mas você ainda se sente
insegura, e isso vem do seu vício,
hábito antigo de se sentir doente".
Ela diz que eu tenho que me libertar e
que, embora eu não seja mais
prisioneira, ainda me sinto refém e
vítima da perseguição dos obsessores.
Então, eu tenho que fazer um trabalho de
libertação para eu não mais me sentir
refém. Ela diz ainda que o preso precisa
se sentir liberto e que é natural o
obsediado ter dificuldade em se
libertar, não se sentir livre, pois
foram séculos de influência de seus
obsessores, em várias existências
passadas. A luz faz uma analogia
referindo-se à época da escravidão em
que, embora os escravos já estivessem
livres, não se sentiam como tais e agiam
como se ainda estivessem presos. Ela diz
que agora o Dr. - referindo-se a mim -,
precisa fazer um trabalho de
reprogramação mental através da
hipnoterapia, incutindo na minha mente
pensamentos positivos de alegria,
libertação e autoconfiança para retirar
as formas pensamentos do meu perispírito".
Após se submeter às sessões de
hipnoterapia, a paciente me disse que
estava se sentindo muito bem, suas dores
tinham desaparecido, não tinha mais medo
de sair de sua casa, estava se sentindo
mais segura, autoconfiante e agora
conseguia dormir no escuro.
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