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Sindrome do Pânico
Osvaldo Shimoda
A Síndrome do Pânico é um quadro clínico
no qual ocorrem crises agudas de
ansiedade, as chamadas crises de pânico.
Na maioria dos casos, as crises de
pânico surgem sem um motivo aparente,
subitamente, de forma inesperada.
No ataque de pânico os sintomas físicos
mais comuns são respiração curta,
sensação de falta de ar, tremor,
fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de
calor, tontura, sensação de perda de
controle, medo de morrer, aperto no
coração ou taquicardia, náusea, sudorese
(suor). Em muitos casos, o paciente pode
achar que está enlouquecendo ou prestes
a morrer. Alguns chegam a ter diarréias
intensas ou sintomas de uma labirintite.
Depois de ter uma crise de pânico - por
exemplo, enquanto dirige em
congestionamentos, túneis ou estradas,
fazendo compras num shopping lotado ou
dentro de um elevador, metrô, avião, o
paciente desenvolve um quadro de fobia
(medo irracional) destas situações e
começa a evitá-las. A partir da
ocorrência da primeira crise ele pode
entrar num círculo vicioso no qual o
medo de ter uma nova crise precipita uma
outra crise.
Os portadores do transtorno do pânico
costumam passar por uma verdadeira
"via-crúcis" em busca da cura de seu
problema. Inicialmente, muitos buscam
ajuda em prontos-socorros, onde é
submetido a exames que não identificam
nenhuma anormalidade, o que aumenta sua
insegurança e seu desespero. Para as
ocorrências mais graves do transtorno do
pânico o tratamento médico é feito na
base de medicamentos antidepressivos e
ansiolíticos.
No entanto, em muitos casos, tais
medicações são paliativas, pois ao
suspendê-las, as crises, retornam. Desta
forma, não basta só através da medicação
restabelecer o equilíbrio bioquímico do
cérebro. É necessário, portanto,
combater a causa verdadeira do problema.
Em verdade, a medicina aponta as
alterações bioquímicas do cérebro, como
a "causa" da síndrome do pânico. No
entanto, ela não explica o que
provoca esse desequilíbrio
bioquímico por se estruturar numa visão
puramente organicista do ser, nos
fenômenos físico-químicos, sem
identificar as causas mais profundas que
levam uma pessoa a ter uma crise de
pânico.
É preciso ver o ser humano em sua
totalidade, não apenas do ponto de vista
orgânico. É preciso tratar o ser como um
todo (mente, corpo e espírito).
Está na hora de tratarmos a pessoa que
está enferma e não apenas a sua
enfermidade, a sua doença. Embora, desde
1988, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) tenha incluído o bem estar
espiritual como uma das definições
de saúde ao lado dos aspectos físico,
mental e social, infelizmente, as
Faculdades de Medicina e Psicologia
ainda desconsideram a existência da
Alma, de que somos seres espirituais,
eternos, ou seja, a alma preexiste antes
do nascimento e sobrevive ao túmulo. E
que, além do corpo físico, temos um
corpo espiritual, um corpo fluídico
(imaterial), de natureza energética
chamado de perispírito, o corpo Astral e
o corpo Mental.
Em verdade, a Síndrome do Pânico é uma
enfermidade da Alma, do perispírito.
Atualmente, de 2 a 4% da população
mundial sofre desse mal.
É fato que o Transtorno do Pânico está
também associado ao flagelo da
modernidade, das situações de stress,
pois os casos de fobia e pânico têm
registrado um crescimento espantoso nos
últimos anos. No meu consultório, o que
tenho observado com os meus pacientes, é
que o stress, a estafa, o nervosismo, a
ansiedade, a insegurança decorrentes do
desemprego, pressão no trabalho por
resultados, perda do poder aquisitivo,
vida excessivamente atribulada, mortes
de entes queridos, conflito conjugal
seguido de separação, doenças, etc.,
funcionam como um "gatilho" que dispara,
desencadeia acontecimentos
psicológicos traumatizantes
experimentados em existências passadas,
normalmente associados a uma morte
dolorosa, traumática, ocasionando a
Síndrome do Pânico.
Veja o caso de uma paciente que foi a um
salão de beleza e, ao colocarem uma
máscara facial em seu rosto, desencadeou
a primeira crise de pânico, com
sensações de morte iminente, asfixia,
taquicardia, sudorese, tontura e dor no
peito.
Caso Clínico:
Síndrome do Pânico
Mulher de 30 anos, viúva.
Veio ao meu consultório se queixando de
crises de pânico.
Sofrera sua primeira crise quando estava
num salão de beleza e, ao colocarem uma
máscara facial em seu rosto, entrou em
pânico, sentindo falta de ar,
sufocamento, tontura, taquicardia,
sudorese. Em resumo, achou que ia morrer
lá mesmo. Após esse incidente, quando
estava no vagão do metrô lotado, deu-se
sua segunda crise, começou a suar frio,
com palpitações (o coração disparou),
sensação de asfixia e teve que sair
correndo do vagão. No teatro, ao
apagarem-se as luzes, na escuridão, teve
sua terceira crise grave.
Na primeira crise de pânico, ao
colocarem a máscara facial, a paciente
me relatou que viu rapidamente um flash,
uma cena de uma casa grande, antiga e,
no interior dela, uma sala enorme e uma
escada que dava acesso aos cômodos.
Ao regredir me relatou:
"Vejo um jardim enorme, muito verde e
uma casa bem grande, branca".
- Você consegue se ver? - pergunto à
paciente.
"Eu me vejo com um vestido comprido,
branco, meus cabelos são compridos,
escuros até o meio das costas. Não vejo
o meu rosto, só os meus olhos que são
claros. Devo ter uns 20 anos;"
- Veja se você consegue ver as suas mãos
- peço-lhe novamente.
"Minhas mãos são pequenas, a minha pele
é branca. É uma época antiga, uma vida
passada, mas não sei precisar em que
época".
- Avance mais para frente nessa cena -
peço à paciente.
"Estou dentro dessa casa, numa sala
muito grande, não vejo direito os
móveis, só uma escada. É a mesma sala e
escada que vi em flash quando tive a
minha primeira crise de pânico, quando
me colocaram aquela máscara facial.
É incrível, é a mesma cena! A escada é
clara (pausa)."
- Avance mais para frente nessa cena -
peço-lhe.
"Estou agora no meu quarto, subi aquela
escada. Estou arrumando o meu cabelo.
Essa casa é dos meus pais, moro com
eles. (pausa).
Vejo empregados, é uma casa bonita,
enorme, luxuosa. Estou escovando os meus
cabelos em frente a uma penteadeira.
Estou feliz, me arrumando.
Tem uma senhora negra que me ajuda a me
arrumar, gosto muito dela, é a nossa
empregada. Estou feliz porque o meu
noivo está me esperando no final daquela
escada. Nós nos amamos muito. Ele tem um
cabelo escuro, é magro, alto, veste uma
roupa escura, uma calça e um casaco.
Deve ter uns 25 anos... Não o relaciono
com ninguém na vida atual. (pausa).
Estamos agora passeando no jardim dessa
casa, de braços dados".
- Avance mais para frente nessa cena -
peço-lhe.
"Estamos todos almoçando numa mesa
grande. A minha mãe dessa vida passada é
a mesma de hoje. O meu pai dessa vida...
não vejo o rosto dele direito...
Pretendemos nos casar, estamos todos
felizes (pausa).
Agora estou de novo em meu quarto e, ao
descer, vejo no final daquela escada um
homem... Não é o meu noivo. Ele é magro,
usa uma roupa clara, mais simples, não
parece ser uma pessoa de posse. Deve ter
a mesma idade que o meu noivo.
Esse homem é empregado de meu pai, mora
numa casinha dentro de nossa
propriedade. Ele cuida da casa, da
terra... Ele gosta de mim, não aceita
que eu case com o meu noivo, tem ciúmes
de mim".
- Vai prosseguindo nessa cena - peço à
paciente.
"Estou no meu quarto, é noite, estou
dormindo. Aquele homem sobe as escadas e
entra no meu quarto... Ele não se
conforma, fecha a minha boca, fico
assustada. Ele quer a todo custo falar
que não posso casar porque ele me ama
(pausa). Oh, meu Deus! Ele colocou o
travesseiro no meu rosto. Ele está me
sufocando, asfixiando! (paciente chora,
respirando ofegante). Por que ele fez
isso? (grita chorando). Ele prefere me
ver morta do que me perder para outro
homem... Ele me matou! (pausa).
Estou agora vendo uma cena em que ele se
enforcou numa árvore; meu Deus!
Agora estou entendendo. Esse homem é o
meu falecido marido. Na vida atual, ao
abrir a porta do banheiro de casa, vi
várias vezes flashs dele pendurado,
enforcado no banheiro de casa. Na época,
achei muito estranhos esses flashes, não
entendi nada, pensei que era uma
fantasia de minha mente (paciente
chora)."
- Quais foram os seus últimos
pensamentos e sentimentos no momento de
sua morte nessa vida passada -
pergunto-lhe.
"Fiquei com pena dele. É o mesmo
sentimento que sentia quando meu marido
era vivo na vida atual. É um sentimento
fraternal.
Na vida passada, tinha um carinho por
ele, mas não o amava como homem. Ele
tinha um comportamento doentio por mim,
um ciúme doentio".
- Veja o que aconteceu com você após sua
morte física - peço à paciente.
"Eu retorno para o Astral (mundo
espiritual) muito triste pelo fato de
não ter casado com o meu noivo. Estou
num jardim bonito, muitas flores. Em
espírito eu resgatei, recuperei minha
memória (existe um véu do passado -
mecanismo de proteção- que encobre e não
deixa o encarnado lembrar suas vidas
passadas).
Compreendi o porquê dele ter um
comportamento doentio, ciumento por mim.
Numa vida anterior a essa vida passada,
fomos mãe e filho (pausa).
Estou sozinha nesse jardim, estou lendo,
me recuperando. Uso uma túnica branca e
um chapéu com uma aba larga na frente e
umas florzinhas. Eu não sinto ódio por
ele ter tirado a minha vida, mas
tristeza por não ter me casado".
- Veja o que aconteceu com o seu noivo
após sua morte - peço-lhe.
"Vejo-o muito triste, chorando, passou
muito tempo amargando a minha morte.
Posteriormente, ele encontrou uma outra
mulher, mas não a amava como me amou".
- O que aconteceu com esse homem que
tirou a sua vida - pergunto-lhe.
"Ele está em espírito num lugar escuro,
frio, sofrendo pelos seus atos. Ele
chora muito, arrependido pelo que fez.
Ficou uns 50 anos nas trevas, nessa
escuridão. Quando ele melhorou, ao pedir
ajuda, me fiz presente para ajudá-lo a
sair daquela escuridão.
Eu dei a mão para ele sair, a gente se
abraça, chora muito.
Eu o levo para um hospital no Astral
Superior para tratamento. Ele vai para
um quarto bem claro. Embora ele esteja
dormindo, ainda está com o coração
apertado pelo que fez".
Após passar por mais 4 sessões de
regressão, a paciente foi ao teatro e,
ao apagar as luzes, não sentiu mais os
sintomas de pânico. Retornou ao
cabeleireiro e, ao colocar a máscara
facial, também não sentiu mais nada.
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