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A Síndrome do Pânico é um quadro clínico no qual
ocorrem crises agudas de ansiedade, as chamadas
crises de pânico. Na maioria dos casos, as crises de
pânico surgem sem um motivo aparente, subitamente,
de forma inesperada.
No ataque de pânico os sintomas físicos mais comuns
são respiração curta, sensação de falta de ar,
tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de
calor, tontura, sensação de perda de controle, medo
de morrer, aperto no coração ou taquicardia, náusea,
sudorese (suor). Em muitos casos, o paciente pode
achar que está enlouquecendo ou prestes a morrer.
Alguns chegam a ter diarréias intensas ou sintomas
de uma labirintite.
Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo,
enquanto dirige em congestionamentos, túneis ou
estradas, fazendo compras num shopping lotado ou
dentro de um elevador, metrô, avião, o paciente
desenvolve um quadro de fobia (medo irracional)
destas situações e começa a evitá-las. A partir da
ocorrência da primeira crise ele pode entrar num
círculo vicioso no qual o medo de ter uma nova crise
precipita uma outra crise.
Os portadores do transtorno do pânico costumam
passar por uma verdadeira "via-crúcis" em busca da
cura de seu problema. Inicialmente, muitos buscam
ajuda em prontos-socorros, onde é submetido a exames
que não identificam nenhuma anormalidade, o que
aumenta sua insegurança e seu desespero. Para as
ocorrências mais graves do transtorno do pânico o
tratamento médico é feito na base de medicamentos
antidepressivos e ansiolíticos.
No entanto, em muitos casos, tais medicações são
paliativas, pois ao suspendê-las, as crises,
retornam. Desta forma, não basta só através da
medicação restabelecer o equilíbrio bioquímico do
cérebro. É necessário, portanto, combater a causa
verdadeira do problema. Em verdade, a medicina
aponta as alterações bioquímicas do cérebro, como a
"causa" da síndrome do pânico. No entanto, ela não
explica o que provoca esse desequilíbrio bioquímico
por se estruturar numa visão puramente organicista
do ser, nos fenômenos físico-químicos, sem
identificar as causas mais profundas que levam uma
pessoa a ter uma crise de pânico.
É preciso ver o ser humano em sua totalidade, não
apenas do ponto de vista orgânico. É preciso tratar
o ser como um todo (mente, corpo e espírito).
Está na hora de tratarmos a pessoa que está enferma
e não apenas a sua enfermidade, a sua doença.
Embora, desde 1988, a Organização Mundial de Saúde (OMS)
tenha incluído o bem estar espiritual como uma das
definições de saúde ao lado dos aspectos físico,
mental e social, infelizmente, as Faculdades de
Medicina e Psicologia ainda desconsideram a
existência da Alma, de que somos seres espirituais,
eternos, ou seja, a alma preexiste antes do
nascimento e sobrevive ao túmulo. E que, além do
corpo físico, temos um corpo espiritual, um corpo
fluídico (imaterial), de natureza energética chamado
de perispírito, o corpo Astral e o corpo Mental.
Em verdade, a Síndrome do Pânico é uma enfermidade
da Alma, do perispírito. Atualmente, de 2 a 4% da
população mundial sofre desse mal.
É fato que o Transtorno do Pânico está também
associado ao flagelo da modernidade, das situações
de stress, pois os casos de fobia e pânico têm
registrado um crescimento espantoso nos últimos
anos. No meu consultório, o que tenho observado com
os meus pacientes, é que o stress, a estafa, o
nervosismo, a ansiedade, a insegurança decorrentes
do desemprego, pressão no trabalho por resultados,
perda do poder aquisitivo, vida excessivamente
atribulada, mortes de entes queridos, conflito
conjugal seguido de separação, doenças, etc.,
funcionam como um "gatilho" que dispara, desencadeia
acontecimentos psicológicos traumatizantes
experimentados em existências passadas, normalmente
associados a uma morte dolorosa, traumática,
ocasionando a Síndrome do Pânico.
Veja o caso de uma paciente que foi a um salão de
beleza e, ao colocarem uma máscara facial em seu
rosto, desencadeou a primeira crise de pânico, com
sensações de morte iminente, asfixia, taquicardia,
sudorese, tontura e dor no peito.
Caso Clínico:
Síndrome do Pânico
Mulher de 30 anos, viúva.
Veio ao meu consultório se queixando de crises de
pânico.
Sofrera sua primeira crise quando estava num salão
de beleza e, ao colocarem uma máscara facial em seu
rosto, entrou em pânico, sentindo falta de ar,
sufocamento, tontura, taquicardia, sudorese. Em
resumo, achou que ia morrer lá mesmo. Após esse
incidente, quando estava no vagão do metrô lotado,
deu-se sua segunda crise, começou a suar frio, com
palpitações (o coração disparou), sensação de
asfixia e teve que sair correndo do vagão. No
teatro, ao apagarem-se as luzes, na escuridão, teve
sua terceira crise grave.
Na primeira crise de pânico, ao colocarem a máscara
facial, a paciente me relatou que viu rapidamente um
flash, uma cena de uma casa grande, antiga e, no
interior dela, uma sala enorme e uma escada que dava
acesso aos cômodos.
Ao regredir me relatou:
"Vejo um jardim enorme, muito verde e uma casa bem
grande, branca".
- Você consegue se ver? - pergunto à paciente.
"Eu me vejo com um vestido comprido, branco, meus
cabelos são compridos, escuros até o meio das
costas. Não vejo o meu rosto, só os meus olhos que
são claros. Devo ter uns 20 anos;"
- Veja se você consegue ver as suas mãos - peço-lhe
novamente.
"Minhas mãos são pequenas, a minha pele é branca. É
uma época antiga, uma vida passada, mas não sei
precisar em que época".
- Avance mais para frente nessa cena - peço à
paciente.
"Estou dentro dessa casa, numa sala muito grande,
não vejo direito os móveis, só uma escada. É a mesma
sala e escada que vi em flash quando tive a minha
primeira crise de pânico, quando me colocaram aquela
máscara facial.
É incrível, é a mesma cena! A escada é clara
(pausa)."
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Estou agora no meu quarto, subi aquela escada.
Estou arrumando o meu cabelo. Essa casa é dos meus
pais, moro com eles. (pausa).
Vejo empregados, é uma casa bonita, enorme, luxuosa.
Estou escovando os meus cabelos em frente a uma
penteadeira. Estou feliz, me arrumando.
Tem uma senhora negra que me ajuda a me arrumar,
gosto muito dela, é a nossa empregada. Estou feliz
porque o meu noivo está me esperando no final
daquela escada. Nós nos amamos muito. Ele tem um
cabelo escuro, é magro, alto, veste uma roupa
escura, uma calça e um casaco. Deve ter uns 25
anos... Não o relaciono com ninguém na vida atual.
(pausa).
Estamos agora passeando no jardim dessa casa, de
braços dados".
- Avance mais para frente nessa cena - peço-lhe.
"Estamos todos almoçando numa mesa grande. A minha
mãe dessa vida passada é a mesma de hoje. O meu pai
dessa vida... não vejo o rosto dele direito...
Pretendemos nos casar, estamos todos felizes
(pausa).
Agora estou de novo em meu quarto e, ao descer, vejo
no final daquela escada um homem... Não é o meu
noivo. Ele é magro, usa uma roupa clara, mais
simples, não parece ser uma pessoa de posse. Deve
ter a mesma idade que o meu noivo.
Esse homem é empregado de meu pai, mora numa casinha
dentro de nossa propriedade. Ele cuida da casa, da
terra... Ele gosta de mim, não aceita que eu case
com o meu noivo, tem ciúmes de mim".
- Vai prosseguindo nessa cena - peço à paciente.
"Estou no meu quarto, é noite, estou dormindo.
Aquele homem sobe as escadas e entra no meu
quarto... Ele não se conforma, fecha a minha boca,
fico assustada. Ele quer a todo custo falar que não
posso casar porque ele me ama (pausa). Oh, meu Deus!
Ele colocou o travesseiro no meu rosto. Ele está me
sufocando, asfixiando! (paciente chora, respirando
ofegante). Por que ele fez isso? (grita chorando).
Ele prefere me ver morta do que me perder para outro
homem... Ele me matou! (pausa).
Estou agora vendo uma cena em que ele se enforcou
numa árvore; meu Deus!
Agora estou entendendo. Esse homem é o meu falecido
marido. Na vida atual, ao abrir a porta do banheiro
de casa, vi várias vezes flashs dele pendurado,
enforcado no banheiro de casa. Na época, achei muito
estranhos esses flashes, não entendi nada, pensei
que era uma fantasia de minha mente (paciente
chora)."
- Quais foram os seus últimos pensamentos e
sentimentos no momento de sua morte nessa vida
passada - pergunto-lhe.
"Fiquei com pena dele. É o mesmo sentimento que
sentia quando meu marido era vivo na vida atual. É
um sentimento fraternal.
Na vida passada, tinha um carinho por ele, mas não o
amava como homem. Ele tinha um comportamento doentio
por mim, um ciúme doentio".
- Veja o que aconteceu com você após sua morte
física - peço à paciente.
"Eu retorno para o Astral (mundo espiritual) muito
triste pelo fato de não ter casado com o meu noivo.
Estou num jardim bonito, muitas flores. Em espírito
eu resgatei, recuperei minha memória (existe um véu
do passado - mecanismo de proteção- que encobre e
não deixa o encarnado lembrar suas vidas passadas).
Compreendi o porquê dele ter um comportamento
doentio, ciumento por mim. Numa vida anterior a essa
vida passada, fomos mãe e filho (pausa).
Estou sozinha nesse jardim, estou lendo, me
recuperando. Uso uma túnica branca e um chapéu com
uma aba larga na frente e umas florzinhas. Eu não
sinto ódio por ele ter tirado a minha vida, mas
tristeza por não ter me casado".
- Veja o que aconteceu com o seu noivo após sua
morte - peço-lhe.
"Vejo-o muito triste, chorando, passou muito tempo
amargando a minha morte.
Posteriormente, ele encontrou uma outra mulher, mas
não a amava como me amou".
- O que aconteceu com esse homem que tirou a sua
vida - pergunto-lhe.
"Ele está em espírito num lugar escuro, frio,
sofrendo pelos seus atos. Ele chora muito,
arrependido pelo que fez. Ficou uns 50 anos nas
trevas, nessa escuridão. Quando ele melhorou, ao
pedir ajuda, me fiz presente para ajudá-lo a sair
daquela escuridão.
Eu dei a mão para ele sair, a gente se abraça, chora
muito.
Eu o levo para um hospital no Astral Superior para
tratamento. Ele vai para um quarto bem claro. Embora
ele esteja dormindo, ainda está com o coração
apertado pelo que fez".
Após passar por mais 4 sessões de regressão, a
paciente foi ao teatro e, ao apagar as luzes, não
sentiu mais os sintomas de pânico. Retornou ao
cabeleireiro e, ao colocar a máscara facial, também
não sentiu mais nada.
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