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Sindrome do Pânico 2
Osvaldo Shimoda
No artigo anterior - Síndrome do Pânico
- parte 1,
expliquei que as crises de pânico surgem
sem um motivo aparente, subitamente, de
forma inesperada e que os sintomas
físicos mais comuns são: respiração
curta, sensação de falta de ar,
tremores, fraqueza nas pernas, ondas de
frio ou de calor, tontura, sensação de
perda de controle, medo de morrer,
aperto no coração ou taquicardia,
náuseas, sudorese.
Em muitos casos, o paciente pode achar
que está enlouquecendo ou prestes a
morrer. Alguns chegam a ter diarréias
intensas ou os sintomas de uma
labirintite.
É bom ressaltar aqui que muitos
pacientes não apresentam todos os
sintomas acima, enquanto outros sim,
variando evidentemente de acordo com a
sintomatologia de cada paciente. No
entanto, a angústia, a sensação de falta
de ar, de pânico, de desmaio, de morte
iminente são os sintomas físicos mais
comuns.
Expliquei ainda que as situações de
stress desencadeiam, "disparam"
experiências traumáticas vividas pelo
paciente no momento de sua morte em uma
vida passada, ocasionando a síndrome do
pânico na vida atual.
Portanto, os sintomas da crise do
pânico, na verdade, são os mesmos
sintomas ou similares aos experimentados
pelo paciente no momento de sua morte
dolorosa, traumática em uma existência
passada. Por outro lado, o que leva
muitos pacientes a sofrer de
Transtorno de Pânico é de natureza
espiritual, isto é, derivado de uma
interferência de um espírito obsessor
(espírito desencarnado).
No meu artigo "Como Livrar-se da
Obsessão Espiritual", expliquei que
95% dos pacientes que me procuram no
consultório sofrem de uma perturbação
espiritual fruto de uma interferência de
espíritos obsessores e apenas 5%,
portanto, não manifesta nenhuma
interferência espiritual causadora de
seus problemas.
Nestes 5% o problema apresentado tem
como causa um fator psicológico
(bloqueio emocional) advindo dessa vida
(infância, nascimento, útero materno) ou
de suas vidas passadas. Desta forma,
além do fator psicológico (bloqueio
emocional), pode existir também um fator
espiritual (manifestação de ordem
mediúnica) de um espírito obsessor como
causa da Síndrome do Pânico. Nesse caso,
muitos dos sintomas físicos do paciente
(aperto no peito, angústia, náusea,
calafrios, sensação de falta de ar,
etc.) não lhe pertencem, mas na verdade,
são sintomas da entidade espiritual que
o está obsediando.
É preciso esclarecer aqui que, embora a
enfermidade espiritual (obsessão
espirítica) não conste ainda nos
compêndios de patologia da medicina por
esta se estruturar num critério
científico puramente organicista,
fundamentando que a "causa" da Síndrome
do Pânico é decorrente de alterações
bioquímicas do cérebro (alterações
metabólicas dos neuropeptídeos), o
fenômeno mediúnico e obsessão espiritual
são amplamente citados por muitos povos
antigos do ocidente e do oriente.
Veja o caso de uma paciente que me
procurou por estar com uma viagem
marcada a serviço no exterior
(Inglaterra), mas estava com muito medo
de ter uma crise de pânico dentro
do avião.
Caso Clínico:
Síndrome do Pânico
Mulher de 32 anos, divorciada.
A paciente me procurou bastante ansiosa
e preocupada por estar com uma viagem
marcada a serviço na Inglaterra. Era sua
primeira viagem ao exterior e receava
ter uma crise de pânico dentro da
aeronave. Sua primeira crise tinha
ocorrido dentro de um vagão lotado do
metrô em São Paulo. Começou a sentir
taquicardia, tontura, formigamento nas
mãos, ânsia de vômito, ansiedade,
sudorese, medo de desmaiar, boca seca.
Entrou em pânico, queria sair daquele
ambiente apertado de gente. Após a
primeira crise, vieram outras crises,
sempre em lugares apertados e
aglomerados de gente (elevador, bancos,
avião, shopping center). Desde
criança, sempre teve também medo de
ficar sozinha em sua casa.
Evitava acordar de madrugada para ir ao
banheiro, pois tinha muito medo de ver
espíritos (entidades espirituais
desencarnadas).
Ao regredir me relatou:
"Eu me sinto sufocada (paciente começa a
respirar ofegante, com dificuldade).
Minha garganta está fechada, minha boca
está salivando.
Tem alguma coisa no meu rosto como se
fosse uma tampa...
Estou presa numa caixa, estou deitada.
Não enxergo nada, está tudo escuro".
- Como você se sente? - Pergunto à
paciente.
"Sinto-me sufocada, não vejo nada, está
tudo escuro. A caixa é estreita,
baixinha.
Está faltando ar aqui dentro (pausa).
Oh meu Deus! Não é uma caixa, na verdade
estou dentro de um caixão, não consigo
respirar! (Paciente grita e chora)".
- Volte antes dessa cena para ver o que
foi que aconteceu para você estar nesse
caixão - peço à paciente.
"Alguém me prendeu nesse caixão... me
sinto sufocada, está acabando o ar, não
consigo respirar (paciente chora
intensamente); (pausa).
Agora estou vendo uma luz, uma
claridade. É uma luz dentro do caixão...
A impressão que me dá é que eu morri
dentro desse caixão. Não estou vendo
mais nada, apagou tudo!
Dr. Osvaldo, me parece que tem alguém do
meu lado esquerdo aqui no consultório
(paciente está deitada no divã).
É um vulto escuro, mas sinto que é um
homem... Está me dando calafrios,
tontura, falta de ar, aperto no peito
(paciente começa a chorar). São os
mesmos sintomas de minhas crises de
pânico".
- Preste atenção, perceba se esses
sintomas físicos são seus ou dessa
entidade espiritual - peço à paciente.
"Meus pés estão formigando. Esse homem
está bem do meu lado deitado aqui comigo
no divã (pausa). Agora ele levantou a
cabeça e está me olhando".
- Qual a impressão que lhe vem desse
homem? - Peço à paciente.
"Está vindo aquele aperto no peito...
agora está claro para mim, esses
sintomas físicos das crises de pânico
que sinto são dele e não me pertencem.
Ele está nas trevas, na escuridão. O
lugar onde ele está é muito escuro,
frio. Por isso eu sinto calafrios,
angústia, dor no peito, tontura. Esse
homem está sofrendo muito".
- Pede para ele se identificar - peço à
paciente.
"Ele diz ser o meu pai dessa vida
passada e foi ele que me enterrou viva
naquele caixão.Está chorando muito, pede
desculpas, está envergonhado, com
remorso. Diz que me enterrou viva porque
estava bêbado. Agora, ele está encolhido
num canto, sentado com a cabeça entre as
pernas. Diz chorando que como tirou a
minha vida naquela existência passada,
quer cuidar de mim, me proteger".
- Pergunte-lhe se ele sabe que está em
espírito - peço à paciente.
"Ele diz que sim, mas não quer ir
embora, quer continuar cuidando de mim.
Eu digo a ele que estou bem, que eu o
perdôo, que ele pode ir em paz.
Agora estou acariciando sua cabeça, ele
chora pedindo perdão para mim,
cabisbaixo. Ele está com a cabeça
encostada no meu ombro.
Sinto que ele está muito cansado, quer
ir embora.
Vejo agora uma luz do meu lado, é
branca. Vejo uma claridade aqui no
consultório. São entidades espirituais
de luz que vieram para ajudá-lo, vejo o
meu pai dessa vida passada deitado numa
maca.
Touxeram a maca perto de mim para ele se
despedir.
Estou agora me despedindo dele, dou um
abraço. Falei para não se preocupar
comigo e que eles vão ajudá-lo. Eles
estão levando-o embora, ele está
dormindo em cima dessa maca.
Senti agora um "tranco" no meu corpo,
parece que rompeu alguma coisa entre nós
(houve um rompimento do cordão
energético que prendia o obsessor (pai)
ao obsediado (filha).
A claridade continua no consultório,
vejo vultos brancos passando de um lado
para outro, estão me curando, dando
passes (imposição das mãos) em mim
(pausa).
Agora a claridade está diminuindo.
Não sinto mais nada, nenhum movimento
aqui no consultório".
Após passar por mais 4 sessões de
regressão, a paciente estava conseguindo
acordar de madrugada para ir ao banheiro
ou tomar água, sem medo de ver
espíritos. Estava conseguindo ficar em
sua casa sozinha, sem nenhum tremor, o
mesmo ocorrendo em lugares de
aglomeração como metrô, elevador,
shopping. Mas, o mais importante, viajou
tranquilamente para Inglaterra e
retornou novamente para esse País, sem
sentir as crises de pânico que a
atormentavam tanto.
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