|
A revolução do Ser
Osvaldo Shimoda
Cada um de nós está na encarnação atual
para se purificar, ou seja, reparar,
rever erros cometidos em vidas passadas
e, com isso, expandir a sua consciência
e se tornar uma pessoa, um ser humano
melhor.
Desta forma, trazemos de encarnações
passadas maus hábitos e imperfeições,
tais como: maledicência, vícios mentais
como pessimismo, negativismo,
pensamentos obsessivos (idéias fixas),
ciúmes doentios, insegurança, medos
excessivos (fobias), impulsividade,
agressividade, orgulho, arrogância,
hábitos negativos, perfeccionismo etc.
Portanto, através da Terapia
Regressiva Evolutiva (TRE), você irá
identificar e lidar melhor com as suas
imperfeições, bem como será orientado
pelo(a) seu(sua) mentor(a) espiritual
(que é a pessoa mais gabaritada a falar
a seu respeito porque te conhece
profundamente, vem te acompanhando em
várias encarnações).
Mas, para corrigirmos as nossas
deficiências, é necessário exercitarmos
a humildade e nos despojarmos do orgulho
e da prepotência para finalmente
mudarmos nossas atitudes. É importante
ressaltar aqui que é através do
sofrimento advindo dessas imperfeições e
maus hábitos que a nossa alma se
esclarece e alcança maior evolução.
Neste contexto, o grande desafio de
todos nós encarnados, é ter a
consciência dos erros cometidos em
existências passadas a fim de evitá-los,
ou seja, não tornar a repeti-los na
encarnação atual. Se você, por exemplo,
em várias encarnações terminou a sua
vida abreviando-a, suicidando-se, se não
aprendeu a valorizá-la, é muito provável
que venha a repetir os mesmos erros na
vida atual.
Pela TRE, uma paciente, ao
regredir, soube que em várias
encarnações cometera suicídio, inclusive
tentando pôr fim à sua vida na atual
encarnação. Desta forma, criou um Carma
em suas vidas. E o que é o Carma?
É a repetição dos mesmos padrões de
pensamentos, sentimentos e atitudes.
Portanto, através da TRE, a paciente se
conscientizou dos erros cometidos em
vidas passadas e na vida atual. Quando o
seu Espírito se esclareceu, se
conscientizou de seus equívocos do
passado, quebrou seu ciclo cármico, não
precisando mais repetir esses atos
inconseqüentes. Antes da Terapia, tinha
uma compulsão em se suicidar, sem saber
o porquê, pois não tinha um motivo real
que justificasse sua compulsão em querer
abreviar a sua vida.
A expressão "já assisti antes a esse
filme", ilustra bem a definição de
neurose de Freud, o pai da
psicanálise, que é a "compulsão à
repetição" . Freud dizia que todo o
neurótico tende a repetir os mesmos
padrões de pensamento, sentimentos e
atitudes de experiências traumáticas de
seu passado.
Um outro paciente me procurou, queria
entender o porquê de sempre perder o
emprego (já estava saindo de seu 5º
emprego) pelo mesmo motivo: atritos com
o chefe. Em outras palavras, tinha uma
séria dificuldade de lidar com figuras
de autoridade. Ao regredir, descobriu
que numa vida passada perdera sua vida
fuzilado por insubordinação, por não
querer acatar as ordens de seu superior
hierárquico. Portanto, estava na vida
atual repetindo a mesma dificuldade de
sua vida passada.
No meu entender, os termos Carma -
Neurose - Script são todos
sinônimos. Neste aspecto, o neurótico se
sente incapaz de se libertar de seu
script (roteiro de vida), de seu carma.
Através da regressão de memória, ao se
conscientizar da origem, da gênese de
seu comportamento neurótico, o paciente
tende a se libertar, soltar as amarras
(bloqueios) de seu passado que o fazem
repetir os mesmos padrões de pensamento,
sentimentos e atitudes neuróticas na
existência atual.
Certa ocasião, uma paciente veio ao meu
consultório querendo saber o porquê de
sua vida matrimonial não dar certo
(estava no seu 4º casamento).
Ao regredir lhe foi revelado que numa
existência imediatamente anterior à vida
atual fora abandonada no dia de seu
casamento, no altar da igreja.
Amargurada e infeliz, tomou a decisão -
que se perpetuava na vida presente, de
que nunca mais iria se envolver, se
entregar afetivamente a homem nenhum.
Portanto, trouxe à vida atual a crença
que os homens não são confiáveis. Desta
forma, inconscientemente, estava se
sabotando, buscando sempre uma
justificativa, uma falha em seus
parceiros para terminar com o casamento.
Ao entrar em contato com a causa de sua
excessiva exigência em relação aos
homens - advinda do abandono que sofrera
naquela vida passada -, se conscientizou
que não fazia mais sentido sustentar a
crença negativa que nutria pelos homens,
pois percebeu na vida atual que não
corria mais o risco de ser novamente
abandonada no altar como naquela
existência passada.
Caso Clínico:
Transformação Interior - Mulher de
35 anos, solteira.
Paciente me procurou por conta de sua
baixa auto-estima, insegurança,
sentimento de desvalorização e
incapacidade.
Nunca acreditou em si, em sua
capacidade, se sentia inferiorizada, não
se achava inteligente. Passava por um
momento delicado em sua vida porque
estava perto de prestar um concurso
público. Era também muito perfeccionista
e exigente consigo mesma, se cobrava
muito quando errava.
Portanto, por conta de sua pouca
auto-estima, tinha uma auto-imagem
negativa, sentia-se inclusive
profundamente incomodada com suas pernas
ligeiramente arqueadas.
Desta forma, evitava usar saias por
sentir-se bastante constrangida em
mostrar suas pernas. Sentia-se também
muito insegura ao se relacionar com as
pessoas, ficava muito preocupada com o
julgamento alheio, no que as pessoas
iriam pensar dela. Desde criança, tinha
dificuldade de se expressar, sentia sua
"língua presa".
Ao regredir me relatou:
"Sou um menino, sou feio, tenho uma
deformidade física... me sinto
desprezado, ninguém me dá atenção. Acho
que sou mongolóide, sou também aleijado,
meus braços são tortos, voltados para
dentro; minhas pernas são curtas e bem
arqueadas, eu me arrasto pulando, não
tenho movimentos normais. Meu rosto é
feio, branco, cabelos escuros, meus
olhos são esbugalhados e arregalados.
Devo ter uns 5 anos. Uso uma bermuda e
camisa escura, meus sapatos são
fechados.
Tenho a impressão que essa vida é na
Inglaterra... estou sozinho e ninguém me
dá atenção. Minha vida se resume a ficar
dentro de casa".
- Você tem pais? - Pergunto à paciente.
"Tenho mãe, mas não tenho pai. Ela é
bonita, boa, ela cuida de mim. A
impressão que tenho é que nasci com essa
deficiência mental e deformidade física.
Eu tenho dificuldade de raciocinar,
embora compreenda algumas coisas. Na
verdade, sinto mais as impressões do
ambiente. Minha língua é presa, não falo
direito, mas minha mãe tem paciência
comigo. Tenho um irmão, ele é mais
velho. Minha mãe é solteira, meu pai nos
abandonou. A impressão que tenho é que a
minha mãe se prostitui para sustentar a
casa. Não tenho amigos, fico muito
sozinho, só tenho o amor de minha mãe
porque o meu irmão não me dá atenção".
- Avance mais para frente nessa cena -
peço à paciente.
"Agora estou com 15 anos, aprendi a me
virar mais, faço pequenas coisas. Embora
eu compreenda o que acontece ao meu
redor, tenho uma fisionomia abobalhada,
não consigo me expressar direito,
balbucio".
- Como você se sente? - Pergunto
novamente à paciente.
"Não tem muito que fazer, me conformo
com a minha limitação. Mas eu ajudo na
casa, varro, limpo, faço coisas simples,
ajudo minha mãe. Ela está sempre por
perto, mas não leva ninguém em casa,
para as pessoas não zombarem de mim".
- O que você sente pela sua mãe? -
Pergunto-lhe.
"Eu a amo, é a única coisa que tenho, é
a razão para eu viver, me sinto
protegido".
- Avance mais para frente nessa cena
agora - peço-lhe.
"Estou velho, caduco, vivo de favores,
de esmolas. Minha mãe morreu (paciente
começa a chorar). Perdi a vontade de
viver, meu irmão foi embora, casou,
fiquei sozinho. As pessoas me chamam de
velho bobo, caduco. Sou ranzinza,
amargurado. Muitos me tratam com pena,
outros me maltratam como se eu fosse um
trapo. Ninguém sente amor por mim.
Quando criança eu balbuciava. Agora nem
isso, fico calado, não tenho vontade de
conversar com ninguém. Estou calvo,
magro, ando sempre cabisbaixo. Fico na
rua, num vilarejo. Meu irmão vendeu a
casa onde a gente morava porque foi
embora. O meu companheiro é um
cachorrinho branco e preto. Eu
compreendo algumas coisas, mas o meu
raciocínio é lento, tenho mais percepção
do que racionalidade. Sou sensível,
sinto mais as coisas".
- Avance mais para frente nessa cena,
prossiga - peço-lhe.
"Fui assassinado; me deram uma facada.
Um jovem antecipou a minha morte, já
estava bastante idoso. Esfaqueou-me por
pura maldade, nem a minha vida
respeitaram! (paciente chora). Foi muito
rápido, ninguém viu, estava num beco.
Esse rapaz, após me esfaquear, saiu com
um sorriso no canto da boca,
tranquilamente como se nada tivesse
acontecido".
- Quais foram seus últimos pensamentos e
sentimentos? - Pergunto-lhe.
"Estou cansado!"
- O que aconteceu após sua morte física?
- Pergunto-lhe novamente.
"Eu saio de meu corpo flutuando, com
leveza, sentindo uma liberdade que não
conhecia em vida. Em espírito, os meus
movimentos são mais fáceis de realizar.
Estou feliz, muito bem, essa vida foi um
fardo. Vejo uma luz branca, muito
intensa, me puxando pelos braços. Essa
luz me leva para um lugar muito bonito.
Vejo estrelas, o universo, os planetas.
É tudo tão puro, tão tranqüilo, sereno,
sinto uma paz muito grande! Essa luz que
me mostra tudo isso, é um homem bonito,
jovem, usa uma roupa azul. Ele aponta os
mundos de luzes, fala sobre evolução
apontando as estrelas. Diz que cada um
está no seu patamar de evolução, cada
ser segue com os seus desafios,
objetivos, dificuldades, mas todos
visando a evolução. Ele aponta tantos
mundos, fico maravilhado com o Cosmo!
Diz ainda que todas as pessoas passam
por dificuldades para se aprimorar,
buscando a evolução. Comenta que não foi
fácil passar por aquela vida, mas tinha
que passar por tudo aquilo. Não
obstante, fala que sou uma vitoriosa
porque, apesar de meu sofrimento, não
dei cabo à minha vida, embora tenha sido
tirada por aquele rapaz (pausa). Agora
ele me leva para um mundo de luz. É um
jardim bem bonito, de muitas cores, com
músicas no ar, lagos, pinheiros".
- Quem é esse homem? - Pergunto à
paciente.
"É o meu mentor espiritual".
- Pergunte ao seu mentor qual a causa
verdadeira de seus problemas de baixa
auto-estima, sentimento de incapacidade
e insegurança na vida atual...
"A maioria vem dessa vida passada. Ele
diz que numa vida anterior fiz muito mal
às pessoas, matei muita gente, fui
demasiado arrogante, pertencia a uma
dinastia muito rica, nobre, soberana.
Mas nessa vida passada, desta vez vim
pobre, sem poder dar ordens, mandar,
desmandar ou mesmo tirar a vida das
pessoas.
Por isso que vim sem poder, sem falar,
sem pensar direito. Tive que sentir na
minha própria pele essas limitações para
ter mais sensibilidade, mais compaixão.
Precisei desenvolver a minha percepção
através do sofrimento imposto pela minha
deficiência física e mental, pois nutria
muitos sentimentos vingativos e de
arrogância. Destratava muita gente, sem
me importar com os sentimentos alheios.
Era uma pessoa muito insensível. Por
isso, nessa vida passada, enquanto
deficiente, passei por muitas
humilhações".
- Pergunte ao seu mentor espiritual de
que forma você pode superar sua baixa
auto-estima, insegurança, sentimento de
desvalorização e incapacidade que você
trouxe dessa vida passada...
"Enfrentando as pessoas, não tendo medo
delas, não me importando tanto com a
opinião alheia, gostando mais de mim,
aceitando as minhas imperfeições e tendo
consciência de que sou muito mais do que
esse corpo físico. Ele me esclarece que
é por isso que vim na vida atual com as
pernas levemente arqueadas, são ainda
resquícios daquela vida passada. Diz que
eu preciso expandir minha consciência
para coisas mais importantes do que
isso. Fala que o que importa é a
evolução e não os atributos físicos.
A palavra chave é
Evolução: é se conhecer, se
aceitar, crescer, ser você simplesmente
(pausa). Estou sentindo um alívio, uma
certeza, confiança de que as coisas vão
melhorar para mim, de que agora estou no
caminho certo, estou me sentindo
orgulhosa de mim. Ele me diz que está
indo embora, dá um sorriso, fala que me
ama muito e que eu não estou sozinha.
Diz ainda que sempre esteve ao meu lado,
querendo o meu melhor".
- Pergunte-lhe se ele já esteve com você
encarnado em vidas passadas...
"Sim. Ele era o meu marido, diz que
fomos muito felizes. Diz que me
acompanha, vem me ajudando em várias
encarnações. Fala que em vidas passadas
foi também o meu professor, me ensinou
assuntos ligados ao esoterismo,
princípios herméticos, astrologia,
numerologia. Ele me garante que estou no
caminho certo, que os defeitos e maus
hábitos que trago de outras vidas,
evidentemente preciso ainda superar. Mas
diz para eu não menosprezar a minha
inteligência, pois já estudei muito no
passado. E, por conta desses hábitos
negativos (insegurança, duvidar de minha
capacidade) que trago daquela vida
passada em que nasci com deformidade
física e mental, pede para eu confiar em
tudo o que ele falou na sessão de hoje,
não duvidar nunca. Ele está abençoando o
nosso trabalho, e diz que a Terapia
Regressiva Evolutiva está me ajudando
mais do que imagino.
Fala que está muito feliz com o senhor
(referindo-se a mim como terapeuta) e
que esse trabalho é muito importante, é
um trabalho de transformação interior,
muito mais profundo do que muitos possam
imaginar.
Diz ainda para eu ter coragem,
perseverança, continuar com a labuta da
vida e reafirma novamente que estou no
caminho certo. Está se despedindo, entra
agora numa luz branca... e some".
Após passar por mais 8 sessões de
regressão, a paciente me relatou que
estava se sentindo mais autoconfiante,
mais segura, acreditando em sua
capacidade. Resgatou a sua auto-estima,
principalmente com a boa noticia que
recebera: foi aprovada no concurso
Público Federal que havia prestado.
|