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Elo da corrente espiritual
Osvaldo Shimoda
“A psiquiatria está apoiada em um modelo fisicista,
organicista, cerebrocêntrico. Em decorrência,
procura agir sobre a estrutura celular e
fisiológica do corpo atingindo-o com medicação de
ordem química na intenção de atingir o psiquismo.
O homem deveria ser estudado cientificamente, não
apenas dentro dos parâmetros fisicistas,
ideológicos, sociológicos ou políticos, mas em
seus estados energéticos e transconscienciais. O
conceito teórico de ‘doença mental’ está a merecer
reparos fundamentais na área médica e na área de
psicologia, filha dileta da medicina”.
Dr. Eliezer C. Mendes, médico baiano,
criador da Psicotranseterapia e autor do livro
“Psicotranse - Terapia dos distúrbios mentais e
psicossomáticos”.
O Dr. Eliezer Mendes defende a tese de que vários
distúrbios psíquicos, como por exemplo, a
esquizofrenia, rotulada pela psiquiatria oficial
como um distúrbio psicótico (que não tem cura), em
verdade, são resultado de uma paranormalidade
desajustada do paciente. Em outras palavras, para
ele, os pacientes esquizofrênicos estão em um
psicotranse permanente ou descontrolado (transe
mediúnico), quando esses pacientes recuperam a
saúde, tornam-se, quase invariavelmente,
sensitivos equilibrados (médiuns equilibrados).
Aliás, o médico baiano esclarece em seu livro
Psicotranse, o desconhecimento e o despreparo
de nossa cultura no que se refere ao assunto da
paranormalidade. A começar pelo termo “paranormal”
que traduz a nossa profunda ignorância a respeito
da natureza espiritual do ser humano. Na verdade,
tais pacientes rotulados de “esquizofrênicos” ou
tendo “múltiplas personalidades” pela psiquiatria
convencional, não são paranormais ou anormais no
sentido da palavra. Em verdade, são médiuns e o
fenômeno da mediunidade é natural, inerente ao ser
humano; portanto, normal.
Desta forma, paranormal ou anormal é a nossa
ignorância, estreiteza mental acerca da natureza
humana.
Pior ainda, é que esses pacientes, rotulados
equivocadamente de psicóticos (“loucos”) pela
psiquiatria oficial, por outro lado, são
mistificados pelas diversas teologias, vistos como
obras atribuídas ao diabo ou a satanás.
É fundamental esclarecer também que esses
pacientes sensitivos nada têm de misterioso ou
sobrenatural, pois somos todos sensitivos, dotados
- enquanto seres humanos - de uma sensibilidade
(uns mais, outros menos) chamada de “percepção
extra-sensorial” (P.E.S.) - clarividência,
clariaudiência, premonição, psicofonia,
psicografia, etc..
Em verdade, somos todos elos da corrente
espiritual (plano espiritual).
Esclareço sempre aos meus pacientes, que o meu
papel enquanto terapeuta é servir de elo entre o
paciente e o seu(sua) mentor(a) espiritual
(espírito desencarnado diretamente responsável
pela nossa evolução espiritual). Portanto, através
da Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.) ,
abordagem psicoterápica criada por mim, o(a)
mentor(a) espiritual irá se comunicar com o
paciente descortinando o “véu do esquecimento” de
seu passado, causador dos seus problemas
psíquicos, psicossomáticos, orgânicos e de
relacionamento interpessoal.
Veja o caso de uma paciente, rotulada pela
psiquiatria oficial de “esquizofrênica” e de ter
“múltiplas personalidades” por ficar transtornada
e tentar várias vezes o suicídio, influenciada
pelas vozes (entidades espirituais) que escutava e
que a controlavam.
Caso Clínico: Depressão e tentativas de
suicídio.
Mulher de 28 anos, casada.
Desde criança via vultos acinzentados com muita
freqüência. Escutava alguém chamá-la pelo seu
nome. Esses vultos eram entidades espirituais
desencarnadas que sussurravam em seu ouvido
sugerindo para ela se suicidar. Sempre sentia que
tinha alguém (entidade espiritual) acompanhando-a
na rua ou em sua casa.
Era comum também sentir calafrios, arrepios no
corpo quando essa entidade espiritual a
acompanhava.
Por conta dessas tentativas de suicídio (tentou se
suicidar com facas, tomando remédios em excesso,
atirando-se para ser atropelada) e de agredir o
marido (jogava copos no marido, embora não
quisesse agredi-lo), foi internada quatros vezes
em hospital psiquiátrico.
Desde criança sofria também de depressão por se
sentir rejeitada pela sua família (em especial
pela sua mãe), bem como insegurança e medo de
enfrentar a vida.
Após passar por três sessões de regressão, na
quarta sessão a paciente me relatou:
“Estou entrando num túnel... Agora ficou bem mais
claro... É a saída do túnel. Em volta de mim vejo
um azul celeste, parece que estou nas nuvens
(pausa).
Vejo agora uma pessoa... Ela está longe”.
- Aproxime-se dela - peço à paciente.
“É um homem. Ele está com um roupão branco, azul e
dourado... Mas não consigo ver o rosto dele. Sei
que ele é um homem e é um ser de luz, irradia uma
luz intensa (um arco-íris em volta dele).
Sinto que é o meu mentor espiritual. Ele me
envolve com sua luz, sinto paz, alegria, vontade
de dançar. É uma sensação indescritível! (pausa).
Agora ele está me puxando para fora de meu
corpo... Nossa, estou flutuando, estou mais ou
menos um metro acima de meu corpo! (Paciente está
deitada no divã do consultório).
Meu Deus, é incrível! Estou em espírito,
flutuando, pairando acima de meu corpo físico.
Vejo nitidamente o senhor (referindo-se a mim
enquanto terapeuta) sentado na poltrona em frente
ao divã com um bloco de papel fazendo anotações.
É a primeira vez que saio fora de meu corpo
(paciente está em desdobramento, em espírito).
É bastante diferente a sensação de estar dentro do
corpo físico e fora. Eu me sinto muito bem, leve.
Em espírito, sinto que posso fazer tudo, conseguir
tudo o que quero. Eu me sinto poderosa. Olhando
daqui de cima, sinto que sou totalmente diferente
dessa que está deitada no divã e que é medrosa,
insegura, tem medo de enfrentar a vida. Eu percebo
que essa que está deitada, de corpo carnal, é
fraca (paciente refere-se a ela como se estivesse
observando uma outra pessoa). Ela quer se matar,
fugir de seus problemas. O pensamento constante de
se matar é um ato de desespero, uma fuga, porque
ela não consegue encarar os seus problemas.
É uma sofredora porque é fraca. Na verdade, ela
quer abreviar a sua vida com o intuito de se
libertar desse corpo físico. É incrível, a
sensação de estar fora do corpo é muito boa!
(pausa).
Agora o meu mentor espiritual está me fazendo
voltar para o meu corpo físico... Estou descendo,
entrei nele. Não enxergo mais o senhor e nem a
mim.
Não sinto ainda o meu corpo, está dormente. Mas
sinto uma paz muito grande. Foi uma experiência
muito boa, gratificante”.
- O que você aprendeu com essa experiência de sair
fora de seu corpo físico? – Pergunto à paciente.
“Não tinha consciência do quanto estava sendo
fraca, me escondendo diante da vida. Aprendi que
devo enfrentá-la sem temor, pois em espírito senti
muita autoconfiança, me sentia capaz, algo que
nunca senti em minha vida.
Percebi também que tinha medo das pessoas, das
críticas alheias, do que as pessoas iriam pensar
de mim, caso viesse a contrariá-las.
Desta forma, acabei me anulando, principalmente em
relação à minha família, para não ser criticada,
rejeitada.
É impressionante, só em espírito, fora de meu
corpo, percebi que preciso encarar os meus
problemas de frente, não me escondendo das
pessoas. Eu colocava uma espécie de véu no meu
rosto, não querendo me enxergar e nem captando a
realidade dos fatos.
Percebo claramente que posso ser eu mesma, sem
medo de contrariar as pessoas e ser rejeitada.
Essa experiência fora de meu corpo que o meu
mentor espiritual me propiciou na sessão de hoje,
acalmou o meu coração e a minha mente, e me fez
enxergar o que preciso mudar em minha vida
(pausa).
Agora ele está me dizendo que estou curada,
equilibrada no aspecto espiritual. Não obstante,
esclarece que o meu corpo físico ainda precisa de
tratamento. Diz que agora estou nas mãos dos
médicos e que não posso deixar de tomar os
remédios, pois venho tomando-os há muito tempo (há
mais de oito anos). Explica que o meu corpo físico
se acostumou com as medicações e que por isso, as
medicações devem ser diminuídas gradativamente com
orientação médica. Pede, portanto, para eu ter
paciência.Ele diz que está sempre comigo... Agora
está se despedindo de mim.
O meu mentor exala uma fragrância suave, de
essência floral”.
Mesmo com o término da sessão de regressão, a
paciente me disse que continuava sentindo ainda o
odor agradável que o seu mentor exalava. O seu
marido, que a acompanhou em todas as sessões de
regressão, relatou que a paciente estava muito
bem, percebeu claramente mudanças em seu humor e
comportamento (ela não estava mais agressiva e
chorosa). Antes, mesmo tomando as medicações, era
muito agressiva e instável emocionalmente.
Notou também que a esposa estava mais
autoconfiante e tranqüila (agora estava saindo
sozinha de casa, o que não acontecia antes do
tratamento, pois não sentia mais que alguém a
perseguia na rua).
A Paciente me disse que não pensava mais em se
matar, pois aquelas vozes que sussurravam em seu
ouvido haviam desaparecido.
Sua depressão havia também desaparecido, pois não
se sentia mais rejeitada pela sua família (embora
sua mãe e família ainda a tratassem com frieza). |