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A
Força da Fé
Osvaldo Shimoda
“Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão
empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres
humanos, nos fazemos todos os dias: ‘O que
acontece depois da morte?’ ou ‘Qual é o motivo de
eu estar aqui?’. Precisamos da ciência para
entender o mundo e usar esse conhecimento para
melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve
permanecer em silêncio nos assuntos espirituais”.
- Francis Collins
(Biólogo, Diretor do Projeto Genoma, um dos
responsáveis que desvendou, mapeou o Genoma
Humano, em 2001).
O biólogo americano Francis Collins é considerado
um dos cientistas mais notáveis da atualidade por
ser um dos responsáveis que mapeou o DNA Humano,
em 2001.
Collins deu uma entrevista à revista Veja
(publicado em 24/01/07) e disse que é alvo de
críticas de seus colegas, cuja maioria nega a
existência de Deus.
Em seu livro A Linguagem de Deus, ele narra
as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao
revelar sua fé, sua crença em Deus. Ele comenta:
“As sociedades precisam tanto da ciência como da
religião. Elas não são incompatíveis, mas
complementares”.
O grande cientista Albert Einstein dizia
que “a ciência sem a religião é manca; a religião
sem a ciência é cega”.
Alexandre Lowen – famoso psiquiatra,
criador da Bioenergética, discípulo de Reich,
dizia que o paciente deprimido é uma pessoa sem
fé. Pela sua falta de fé, entra na crise do “Para
quê?”.
“Para quê viver?”.
“Minha vida não tem sentido”.
“Vou dar um fim à minha vida!”.
“Não vale a pena viver!”.
Quando era estudante de psicologia (formei-me em
1981) meus professores costumavam dizer que não se
podia misturar ciência com religião, isto é,
psicologia com religião. Na ocasião, perguntei a
um professor: “Mas por que não?”.
Ele me respondeu secamente: “Porque não podemos
misturar misticismo com ciência, que é baseada no
método cientifico”.
Em seguida, desconversou e voltou a dar a sua
aula, mudando de assunto. Pela sua resposta, pude
perceber o quanto havia de preconceito nesse
assunto, e que para ele, fé e ciência não podiam
coexistir.
Pensei comigo: “Mas a ciência não tem resposta
para tudo... existem mistérios que não podem ser
explicados pela razão”. A minha pergunta ficou
entalada na minha garganta.
Depois de 26 anos de formado, através da
Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – uma nova
abordagem psicológica e espiritual breve –
canalizada por mim por meio do Astral Superior,
isto é, dos Espíritos Superiores, constatei que é
possível sim unir a fé com a ciência psicológica.
Nessa terapia é o mentor espiritual
(espírito responsável diretamente pela evolução do
paciente, que o conhece profundamente, pois vem
acompanhando-o em várias encarnações) que irá
ajudá-lo a romper a barreira de sua memória
(véu do esquecimento do passado) e saber a causa
de seu problema, que pode advir de experiências
traumáticas dessa vida (infância, nascimento,
útero materno) ou de vidas passadas, orientando-o
na sua solução bem como as aprendizagens
necessárias.
Por outro lado, o meu papel enquanto terapeuta, é
ser um facilitador, abrir o canal de comunicação
para que o mentor espiritual do paciente possa se
comunicar de forma mais efetiva com ele e
orientá-lo.
Neste aspecto, o terapeuta na TRE busca
quebrar os padrões de misticismo, fanatismo que
muitos cultivam acerca dos assuntos ligados à
espiritualidade, agregando a ciência com a
espiritualidade, isto é, a razão com a fé, fazendo
o paciente resgatar sua fé em si, na vida, no
criador.
Em suma, nessa terapia - ao silenciar o seu ego
(mente racional da incredulidade, da dúvida e do
ceticismo)-, em estado alterado de consciência
(transe hipnótico), o paciente entra em contato
com o seu eu verdadeiro (alma) para que o seu
mentor espiritual possa orientá-lo melhor e, com
isso, convidá-lo a ver os seus problemas sob uma
nova ótica, de forma mais lúcida sem a
interferência nefasta do ego.
Caso Clínico:
Drama Amoroso
Mulher de 25 anos, solteira.
Paciente veio ao meu consultório querendo saber o
motivo de não conseguir se desvincular do homem
que ela amava. Um homem casado, pai de três
filhos; fazia 6 anos que se relacionava com ele.
Esse relacionamento, desde o inicio, foi bastante
conturbado – paciente acreditava que ele iria
assumi-la, pois dizia que ela era a mulher da vida
dele. No entanto, veio a descobrir posteriormente
várias mentiras e contradições por parte dele em
relação a querer efetivamente se separar de sua
mulher (ele mentiu para ela dizendo que havia se
separado de sua esposa).
Ele chegou a conhecer os familiares da paciente
(pais, avós, etc.) pelo grau de envolvimento que
havia entre ambos.
Apesar das mentiras e contradições, o paciente me
disse que não conseguia ter raiva ou ressentimento
dele pela sintonia e afinidade recíproca que
existiam entre os dois, em todos os aspectos.
Sua mãe cobrava para que ela tomasse uma atitude
em se separar dele e o seu pai se sentia
desgostoso por ela se envolver com um homem casado
e mentiroso.
Seus conhecidos a chamavam de “ingênua”, “boba”,
por continuar se envolvendo com um homem que
estava apenas “enrolando-a”.
Bonita, inteligente, bem posicionada financeira e
profissionalmente; vários homens tentaram se
aproximar dela (um lhe propôs casamento), mas ela
não conseguia se vincular a um outro homem.
Embora racionalmente percebesse que esse
relacionamento estava empacando sua vida, não
conseguia pôr um ponto final, tomar uma decisão em
se separar dele. Desta forma, me procurou querendo
entender por que, apesar de tudo, continuava presa
a ele, não conseguia se desvincular.
Após o relaxamento inicial, pedi a paciente
atravessar o portão (é um recurso técnico que
utilizo para facilitar na regressão, e funciona
como um portal da espiritualidade que separa o
mundo terreno do espiritual, o presente do
passado) e, após ultrapassá-lo, pedi desta vez que
ela visualizasse uma luz grande e intensa (é outro
recurso técnico que utilizo nessa terapia para que
o paciente entre em contato com as forças
espirituais amigas e, em especial, com o mentor
dela).
A paciente me relatou: “Vejo uma moça, só vejo os
cabelos compridos dela; está vestida com uma
túnica e usa uma fita amarrada na testa”.
- Aproxime-se dela – peço à paciente.
“Ela é jovem, passa uma calma, uma paz!
Estamos sentadas num banco. Sinto-me uma aluna
perto dela”.
- Pergunte se ela é a sua mentora espiritual –
peço à paciente.
“Ela diz que é um dos meus mentores (ao fazer essa
pergunta para os pacientes, a maioria me responde
que há apenas um(a) mentor(a) espiritual, mas
outros me dizem que há mais de um mentor).
Nesse lugar em que estamos, aparece agora uma tela
na nossa frente que passa um filme com uma
sucessão de imagens. Ela me diz: “Olha quantas
experiências, aprendizados!
Olha para essas vidas passadas como um
aprendizado; não as veja como um sofrimento, mas
oportunidades de crescimento e aprendizado. Cada
vida te ensinou algo, e isso deve ser o seu foco.
Muitas foram lições duras, difíceis, tropeços,
recomeços, mas afinal, não é essa a beleza da
vida”?
Sinto uma saudade infinita de algumas dessas vidas
(paciente fala chorando).
Ela me diz que observo essas vidas por um ângulo
errado, pois isso é apego.
Sinto uma saudade inexplicável, vontade de reviver
algumas dessas vidas...
A minha mentora me esclarece novamente que é uma
ilusão querer revivê-las, pois sou o conjunto de
todas essas vidas. Diz que falta eu experimentar
mais a vida. Fala que sou muito racional, querendo
sempre respostas para as minhas indagações, ao
invés de aceitar, admitir que não tenho respostas
para tudo. Preciso sentir mais a vida,
experimentá-la! Fala que eu mesma me imponho
sofrimento e culpa. Ela diz: ‘Você quer aparecer
aos outros sempre como uma pessoa coerente, com
respostas, atitudes que te ajuízam como certa,
correta. Você se acha uma mulher livre, mas na
verdade é prisioneira de si mesma’. Fala que estou
perdendo a naturalidade, por querer controlar a
vida de acordo com as minhas vontades,
necessidades, e, quando as coisas não saem como
quero, acabo me cobrando, me criticando.
Fala ainda que, com essa autocobrança, nunca
relaxo. Diz que eu trabalho muito pouco o sentir,
que fico a maior parte do tempo racionalizando,
querendo explicações para tudo o que acontece
comigo. Ainda que não expresse, estou sempre
preocupada, me culpando, vivo um eterno conflito
comigo mesma (pausa).
Comento com a minha mentora que quando me permiti
sentir fui duramente condenada pelos meus pais.
Justifico que é por isso que entro em conflito -
ao mesmo tempo em que faço as coisas, eu me
condeno, vivo me recriminando.
Ela responde: ‘Pois é, você não confia em si. Está
sempre em busca da perfeição, que é o objetivo
final de sua alma. Mas você quer conquistá-la já
na encarnação atual’.
Esclarece, no entanto, que o mais importante é
essa tomada de consciência de que isso não é
possível numa única encarnação.
Pede para relaxar, brincar mais com a vida. Fala
que não me permito ser criança. Desde criança, eu
me obrigava a crescer muito rápido, e perdi essa
inocência de brincar mais com a vida.
Ela diz: ‘Você quer parecer aos olhos dos outros
sempre inteligente, equilibrada, mas com isso se
consome por dentro. Mesmo com o homem que você
ama, o tempo todo fica se condenando, se
criticando ou criticando-o’.
Não obstante, me esclarece que não sinto raiva ou
mágoa das atitudes dele por amor que sinto por
ele, e que vem de muitas vidas.
Em relação a esse conflito constante que passa
pela minha cabeça - devo ou não continuar nesse
relacionamento? - Ela fala:
‘Filha, se você aproveitasse a caminhada, isso
importaria pouco.
Em vez de viver, se render à vida, você fica
questionando, se remoendo por dentro e, com isso,
deixa de viver de verdade esse relacionamento’.
Pede para ter paciência, que as coisas vão se
resolver.
Diz ainda: ‘Filha, a beleza é o caminhar, o
descobrir!
Que graça a vida teria se você soubesse todas as
respostas de antemão?
Você quer ter certeza das coisas, respostas. Esse
é o desperdício da vida - essa busca incessante de
querer saber o que vai acontecer lá na frente, ao
invés de viver o agora.
Filha, não sinta vergonha de amá-lo!
Você tem vergonha de amá-lo, aquilo que as pessoas
não vêem - a essência dele -, e isso você tem
dificuldade de aceitar.
Na verdade, você ama o que vê dentro dele, o âmago
dele.
Pode ser que tudo que ele faça, as atitudes dele,
aos olhos dos homens seja tudo errado. Mas você
não consegue ter raiva dele porque você ama o que
tem por trás, a alma dele. O homem comete erros,
mente, mas não é esse homem que você vê, pois esse
é o aspecto que ele exterioriza.
Seu ego quer odiar o homem externo, mas seu eu
verdadeiro (alma) ama a alma dele. Então, há um
conflito de cobrança, crítica de seu ego que entra
em choque com o seu coração (alma).
Filha, tenha calma, é uma conquista o que você
conseguiu na vida atual de perdoar as imperfeições
dele. É uma conquista de sua alma!
Seu conflito vem de seu ego ferido, mas sua alma
compreende. Com isso não estou dizendo que é certo
mentir, enganar, mas vocês estão aprendendo uma
lição. Lembre-se: a vida não erra! Se você
conseguir entender isso, vai entender também o que
sua alma sente e o que o seu ego acha que está
errado.
Já passou pela sua cabeça que ele, a família dele
(esposa e filhos) precisam todos, inclusive você,
passar por essa experiência?
Pare de se punir, tenha calma, tudo vai se
resolver, as lições serão aprendidas.Quer uma
beleza maior do que isso?
Continue orando, pedindo a Deus sabedoria, se
ligando ao bem, ao belo, mas aproveite a vida, a
experiência de estar viva, aprecie-a! Não se culpe
por amar esse homem. Ele também te ama, de jeito
imperfeito aos olhos dos outros.
A minha mentora insiste em me dizer que se eu
vivesse esse sentimento de minha alma, não estaria
tão preocupada, em conflito. Estaria aproveitando
a oportunidade de crescer, aprender, desfrutando a
vida. Ela me esclarece que as pessoas têm um
conceito equivocado, passado pela maioria das
religiões de que a vida tem que ser sofrida, que
só aprendemos pelo sofrimento. Ela lembra que o
sofrimento faz parte da vida, mas a Vida é muito
maior do que tudo isso.
Esclarece que nela cabe também a alegria, o
contentamento, o prazer. Diz ainda que muitas
pessoas acreditam que não há aprendizado algum ao
curtir a vida. Fala que tenho sido uma buscadora
incessante dos porquês de meus problemas, mas pede
para não fazer disso uma maneira sutil de fugir,
de não viver a vida como ela é.
Ela fala: ‘Filha, estarei sempre com você. É só me
dar espaço e abrir o seu coração para me ouvir’”.
- Pergunte para sua mentora o que ela teria a nos
dizer em relação ao nosso tratamento... (Essa era
a 4ª sessão de regressão, e nessa terapia é o
mentor de cada paciente que faz a avaliação se
devemos ou não continuar com o tratamento).
“Ela fala que temos condições de encerrar o
tratamento, mas que é necessário posteriormente
(diz que serei intuída por ela) fazer uma
manutenção quando realmente sentir necessidade. A
minha mentora faz questão de esclarecer que esse
tratamento foi muito bem sucedido porque tem
percebido em mim essa tentativa de ser mais leve,
querer controlar menos a vida.
Diz que me vê pensando que devo me desligar do
futuro e olhar o meu momento de vida. Ressalta que
daqui para frente essa percepção vai se acentuar e
vou tornar a minha vida mais leve e prazerosa e,
com isso, todo o resto virá.
Ela pede para agradecer ao senhor por ter
propiciado esse contato entre nós, pois me
esclarece que vinha tentando há muito tempo que eu
aceitasse fazer essa terapia, mas sempre fugi de
vir ao seu consultório. Disse que foi interessante
a minha vinda a esse tratamento porque foi ela que
me influenciou (intuiu) a ligar para sua
secretária e marcar o meu horário, justamente no
dia que sua outra paciente tinha desmarcado a
consulta (não havia outro horário disponível na
minha agenda).
Diz ainda que os amigos do Astral são muito gratos
pelo trabalho que o senhor vem desenvolvendo como
facilitador do processo de autoconhecimento e cura
nessa terapia, abrindo o canal de comunicação para
que o mentor espiritual de cada paciente o
oriente. Fala que o senhor, enquanto terapeuta,
ainda não se deu conta da dimensão desse trabalho,
da ajuda que promove (pausa). Está agora nos
abençoando, dizendo: “Deus os abençoe, fiquem em
paz e aproveitem a vida!”
Após essa sessão, paciente me disse que estava
mais calma, mais solta, autoconfiante, não estava
mais em dúvida, perdida acerca de qual rumo devia
tomar em relação ao seu namorado. |