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Certa ocasião, uma paciente me
procurou pelo fato de seus relacionamentos amorosos
não darem certo. Veio ao meu consultório com muita
culpa por achar que seus padrões mentais negativos é
que estavam atraindo homens desfavoráveis.
Em verdade, ela percebeu que dois fatores
colaboraram para cultivar essa culpa:
A igreja católica e os livros de auto-ajuda.
A igreja católica ainda hoje prega a idéia de que o
casamento é indissolúvel perante Deus. Desta forma,
ela se sentia duplamente culpada, isto é, por ter
dissolvido o seu casamento com o seu marido, e por
sentir-se responsável pelo seu fracasso.
Expliquei-lhe que nem sempre homens e mulheres vêm à
vida terrena para se relacionarem com uma única
pessoa e ficarem para o resto de suas vidas juntos.
Procurei esclarecê-la que, dentro da visão
reencarnacionista, tudo vai depender de seu programa
reencarnatório, ou seja, de seu propósito de vida.
Se no seu programa reencarnatório o objetivo é de se
reencontrar com uma determinada pessoa apenas para
resgatar pendências cármicas de uma vida passada e,
cada um seguir o seu caminho, após suas respectivas
aprendizagens, não há porque continuar juntos até o
final de suas vidas. Neste sentido, há pessoas que
não vieram para casar ou constituir uma família
nesta vida. Seu propósito de vida, de aprendizagem,
portanto, é outro.
Sua culpa também foi reforçada pelos livros de
auto-ajuda que dizem que atraímos parceiros(as)
desfavoráveis pelo fato de cultivarmos padrões
mentais negativos (crenças) a nível inconsciente do
sexo oposto, ou pelo medo da intimidade, ou seja,
medo de se entregar num relacionamento afetivo por
conta de uma desilusão amorosa que sofrera. Daí
atrair inconscientemente parceiros(as) desfavoráveis
para não se envolverem afetivamente.
Desta forma, homens e mulheres buscam se
auto-sabotar, portanto, para evitarem seus temores
em se envolver e virem a sofrer novamente.
Disse-lhe que concordava plenamente com essas idéias
que explicam as causas do insucesso amoroso. No
entanto, procurei alertá-la sobre o perigo de se
generalizar a causa de um problema, pois cada pessoa
é única, singular e, portanto, também apresenta uma
história de vida única. Mesmo irmãos gêmeos
univitelinos, ainda que semelhantes entre si, não
têm - em absoluto - uma personalidade idêntica.
Se partirmos do pressuposto que somos seres
imortais, que já existíamos antes de nascermos neste
mundo, e que trazemos atitudes negativas e
positivas, frutos de experiências adquiridas em
vidas passadas, é evidente que a nossa história de
vida será única também.
Neste sentido, muitos livros de auto-ajuda incorrem
no erro de adotar uma visão simplista, de "rotular"
a causa de um problema, generalizando-a.
Exemplificando: Se uma pessoa tem problemas nas
articulações, esses livros atribuem a causa a
personalidades inflexíveis e rígidas que se recusam
a mudar, que resistem, portanto, ao processo de
transformação. Realmente, isso é um fato na minha
prática clínica, mas nem sempre a causa é essa.
No meu trabalho em regressão, com os meus pacientes,
nem sempre a causa advém de sua rigidez em querer
mudar. Muitos regrediram e recordaram que, em vidas
passadas, foram amarrados pelos braços e pernas a um
aparelho de tortura pelos seus algozes que esticavam
seus membros para torturá-los. Após revivenciarem e
compreenderem a causa que gerou o problema,
liberando a experiência traumática com forte
conteúdo emocional, muitos desses pacientes soltaram
o seu passado, não apresentando mais problemas nas
articulações. Portanto, influenciada pela literatura
de auto-ajuda, a paciente veio ao meu consultório se
sentindo culpada por achar que o seu pessimismo e
negativismo a faziam atrair homens 'desfavoráveis'.
No entanto, ao regredir, descobriu que a causa de
seu problema amoroso não era o que pensava
inicialmente.
A seguir, leia o caso clinico dessa paciente trazida
em sua sessão de regressão em TVP (Terapia de Vida
Passada).
Caso Clínico: Insucesso Amoroso
Mulher de 30 anos, separada.
Veio ao meu consultório por se sentir culpada de
atrair homens inidôneos. Embora se achasse uma
pessoa bastante positiva, não tinha êxito em seus
relacionamentos amorosos.
Todos os seus relacionamentos eram problemáticos e
de curta duração. O primeiro durou um mês; o 2º três
meses, o 3º teve um envolvimento maior e ela acabou
engravidando. Assumiu essa gravidez sozinha, pois o
pai não se sentia preparado para exercer a
paternidade.
Anos depois, conheceu um rapaz na Internet e veio a
se casar com ele. Mas com a convivência, suas
divergências foram se acentuando, o marido não era
participativo nas tarefas de casa e isso foi se
agravando cada vez mais. Tudo o que ela queria, ele
não concordava e ficava impulsivo e agressivo.
Como não queria discutir, acabou se fechando. Tinha
muito medo de ser rejeitada por ele e, por conta
disso, concordava em tudo o que ele queria. Desta
forma, buscava sempre agradá-lo. No entanto, ao
longo dos anos, começou a mudar, isto é, decidiu se
abrir com o marido, ser mais sincera, procurando
expressar os seus verdadeiros pensamentos e
sentimentos e isso o assustou porque percebera que
as idéias dela destoavam muito das dele. Por conta
dessas divergências, o casal resolveu buscar ajuda
profissional de uma terapeuta de casal.
Na terapia, a paciente percebeu com clareza que não
o amava mais. Desta forma, ela resolver se separar
dele. Amargurada e se sentindo muito culpada pela
separação, me procurou querendo entender o porquê
desse insucesso com os homens.
Ao regredir me relatou:
"Vejo uma luz meio transparente, branca e tem um
pouco de amarelo e azul" (pausa).
- Peça ajuda para essa luz lhe dizer de onde vem o
seu insucesso amoroso - peço-lhe.
"A luz diz que eu preciso resolver pendências de
relacionamentos do passado" (pausa).
- Pergunte à luz que pendências você precisa
resolver - peço-lhe.
"Eu precisava me reencontrar com os homens que se
relacionaram comigo para dissolver laços de dor,
culpa de experiências que tivemos em outras vidas.
Precisava ajudá-los com muita paciência para que
eles se desprendessem de mim. Eu também estava muito
presa a eles, tentando provar que eu sou uma boa
pessoa. Ela diz que eu brinquei com os sentimentos
deles em vidas passadas. Não soube entender e
valorizar os seus sentimentos por mim. Eu os
desprezei.
A Luz diz ainda que hoje eu tenho muita necessidade
de querer agradar às pessoas, principalmente os
homens, em vista do que fiz em vidas passadas.
Eu sinto muita carência afetiva. É como se essa
carência me ajudasse a entender melhor os
sentimentos dos outros, já que em vidas passadas,
não respeitei os sentimentos das pessoas. Ela diz,
portanto, que essa minha grande necessidade de ser
amada na vida atual, tem a função de eu aprender a
valorizar os sentimentos das pessoas e, em especial,
dos homens. Daí explica também o motivo deles me
rejeitarem na vida atual. Precisava passar por essas
experiências de rejeição para meu processo de
aprendizagem e entender melhor os sentimentos das
pessoas que eu rejeitei e desprezei em vidas
passadas. Diz ainda que eu preciso exercitar a
humildade, me desfocar, sair de meu egocentrismo e
olhar para os outros, sem criar altas expectativas,
ou seja, não colocar minhas carências em primeiro
plano. Diz também que nenhum desses homens com que
me envolvi, representou um relacionamento de amor
verdadeiro. Foram pendências cármicas e não amor. Eu
precisava me reencontrar com esses homens para
dissolver rancores do passado, pois eu ainda estava
presa a essas pessoas e que eu precisava me
desvincular deles. A luz esclarece que só assim vou
estar livre para encontrar o homem certo, que seja
um companheiro, com os mesmos objetivos de vida ".
Após essa sessão de regressão, a paciente passou por
mais quatro sessões e, no final delas, me disse que
estava se sentindo mais leve, não se sentia mais
culpada pelo fato de seus relacionamentos não terem
dado certo. Compreendeu que não tinha encontrado
ainda um companheiro certo porque precisava antes
resolver suas pendências cármicas com os homens que
ela prejudicou em vidas passadas.
Sentia-se agora livre para um relacionamento
verdadeiro, de amor.
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