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Porque nunca amei e nunca fui amada?
Osvaldo Shimoda
É grande o número de e-mails que recebo
de pessoas, em especial de mulheres, em
busca de respostas do porquê de seus
relacionamentos amorosos não darem
certo.
Esta é uma dificuldade que parece afetar
mais freqüentemente as mulheres do que
os homens, provavelmente porque as
mulheres são mais sensíveis em suas
necessidades de amor. Prova disso, pelo
menos em meu consultório, é a maior
procura do sexo feminino na busca de
solução para seus problemas amorosos.
Desta forma, a ausência do amor de um
homem na vida de uma mulher, pode
levá-la a graus variados de depressão,
com sentimentos de não ser amada e/ou
nunca poder vir a ser.
Em verdade, a mulher aprende que sua
auto-estima, isto é, a sua felicidade,
depende em grande parte de encontrar o
amor de sua vida.
Por outro lado, a auto-estima de um
homem está atrelada, na maioria das
vezes, ao seu sucesso profissional,
financeiro e sexual.
"Por que nunca amei e nem fui amada"?
"Por que sou sempre trocada por outra
mulher"?
"Por que os meus relacionamentos
amorosos não duram"?
"Por que nunca tive um namorado"?
Estas são as perguntas mais freqüentes
que levam muitas mulheres a quererem
encontrar respostas na T.V.P (Terapia de
Vidas Passadas).
Leia a seguir o caso de uma paciente de
42 anos que queria saber o porquê de
nunca ter amado e nem ter sido amada por
um homem.
Caso clínico:
Por que nunca amei e nem fui amada?
Mulher de 42 anos, solteira, veio ao meu
consultório por se sentir frustrada e
querer entender o motivo de nunca ter
amado ou ter sido amada. Sempre teve
problemas de relacionamento amoroso, ou
seja, sua queixa principal era a de ser
trocada por uma outra mulher.
"Sempre aparece uma mulher nos meus
relacionamentos com os homens para
tirá-los de mim. Por conta disso, eles
acabam não ficando comigo", comenta a
paciente.
Desta forma, ela nunca namorou firme ou
se envolveu intensamente, pelo fato de
ser sempre trocada por uma outra mulher.
Uma outra queixa relatada pela paciente,
é que os homens não a enxergavam. Quando
estava com uma amiga numa festa, era
comum os homens cumprimentarem apenas a
sua amiga, ignorando-a, apesar de ser
bonita e simpática.
Ela termina a entrevista dizendo: "Os
homens simplesmente não me enxergam".
Ao regredir me relatou:
"Vejo uma casa bem de longe; antes vi o
rosto de uma mulher, cheio de colares.
Veio o número 139, é o número dessa casa
(pausa). Estou agora de frente à porta
dessa casa. É uma casa cinza chumbo,
escura na frente. Abro a porta, estou
entrando. Tem um monte de móveis
escuros. Vejo um quarto com cama de
casal. É um quarto antigo, é uma casa
velha (pausa).
- Avance mais para frente nessa casa -
peço-lhe.
"Vejo agora uma senhora que mora nessa
casa. Ela é baixinha, é a minha avó
dessa vida passada. Ela mora comigo
nessa casa. A minha avó está andando no
corredor. Ela dá risada para mim. A TV
está ligada, é bem antiga. Estou agora
no andar de cima da casa. Parece que vai
ter uma festa (pausa). Vejo agora homens
e mulheres dançando. Eu entro, é um
salão grande; eu estou dançando, dou
risada para um monte de pessoas. Eu
bebo, estou com um copo na mão. Vejo
agora um homem, vou para perto dele e a
gente dança".
- Avance mais para frente nessa casa -
peço-lhe.
"Estou abraçada com ele e o beijo. Dou
muitas gargalhadas! (pausa). Ouço agora
uma voz. Alguém me fala que sou uma
vagabunda, ordinária. É uma voz
feminina... É aquele rosto que eu vi no
início da regressão, uma mulher cheia de
colares no pescoço, de cabelo curto".
- Pergunte-lhe o que está fazendo aqui
no consultório - peço à paciente.
"Ela me fala que sou vagabunda e
ordinária. Diz que eu roubei o marido
dela (pausa). Eu digo que não. Ela diz:
"Você roubou sim". Vejo agora aquele
homem que eu estava abraçando e beijando
naquele salão de festas. É a esposa
dele. Ela está falando para mim: "Você
vai ver só, não perde por esperar o que
vai te acontecer"!
Estou tentando pedir perdão para ela,
mas ela não quer me perdoar. Na verdade,
eu me apaixonei por ele. Eu gostava
dele, aconteceu nessa festa em casa.
Parece que a minha casa era um
prostíbulo. Eu levo pra lá um monte de
homens e mulheres. Todo dia esse homem
vem em casa e fica comigo. Ele gosta de
mim. Eu sou bonita, visto uma roupa
vermelha, à moda espanhola. Eu sou a
dona desse prostíbulo, dou instrução às
moças. Ele é mulato e sempre acaba no
meu quarto. Ele é envolvente, me dá
prazer. Um dia a mulher dele entrou lá,
procurando-o. Ela disse para ele: "O que
você está fazendo aqui"?
Em seguida, ela deu uma tapa no meu
rosto. Estava muito nervosa,
descontrolada. Ele a segurou, pedindo
calma. As meninas pararam de tocar a
música. Ele a pegou pelos braços e a
arrastou para fora. Eu fiquei chorando,
arrasada. Deram-me água com açúcar para
me acalmar. Eu deito e acabo
adormecendo. No dia seguinte, digo às
meninas para seguirem em frente, que a
vida continua. Depois de alguns dias, a
mulher dele veio conversar comigo. Eu
disse: "Entre, por favor". Eu pensei
comigo: "A trouxa veio aqui". "Pode
sentar aí", eu falei em seguida. Eu era
prepotente e autoritária. Ela disse: "O
que você está fazendo com o meu marido"?
"Ele gosta de transar comigo" -
respondi. Ela disse: "Você é uma
prostituta, uma vagabunda"! "Prenda seu
marido, saiba usá-lo" - disse-lhe. "Você
não perde por esperar" - ela respondeu
em tom de ameaça. E foi embora. Eu nem
liguei. À noite, eu falei tudo para o
marido dela. Ele falou para não ligar.
Um dia, esse homem me disse que queria
falar comigo. Confidenciou chorando que
me amava e me convidou para morar com
ele. Disse-lhe que precisava trabalhar,
pagar as meninas. Ele falou que iria
largar a esposa para ficar comigo. Eu
falei que precisava pensar, não sabia se
era isso que eu queria. O tempo foi
passando e ele não foi mais lá em casa.
Descobri depois que gostava dele, que
sentia falta dele. Eu me sentia triste,
mas fui tocando a vida. Ele não veio
mais. Não sentia mais alegria, não dava
mais risadas como antes. Um dia alguém
bateu a porta e quando abri a porta, era
ele! Ele entrou e eu me fiz de forte.
Ele me disse: "Eu te adoro, estou me
separando da minha esposa". Falei que
também gostava dele. Em seguida, o vejo
de mala pronta em minha casa. A gente
foi muito feliz. Eu me casei com ele.
Falei para as meninas que iria fechar a
casa. Umas tiveram sorte e também se
casaram; outras continuaram solteiras. A
mulher, a esposa dele, sumiu. Fomos
muito felizes. Anos depois, ele ficou
doente, de cama. Eu cuidava todos os
dias dele. Ele acabou morrendo. Sofri
muito com a morte dele. Senti muita
solidão e fiquei sozinha na minha casa".
- Vá para o momento de sua morte nessa
vida passada - pedi-lhe.
"Bebi tudo que tinha direito, morri
bêbada. Só me vejo caída no chão,
solitária, angustiada. Aquela mulher
nunca aceitou a perda do marido. Ela é
vingativa, continua ainda querendo me
prejudicar, tirar todos os homens de mim
na vida atual (pausa). Dr. Osvaldo,
agora a vejo deitada na lama, no umbral
(astral inferior). Ela está sofrendo,
sem forças... Apesar de tudo, eu não
tenho raiva dela, tenho é pena dela".
- Pergunte-lhe se ela quer ser ajudada -
peço-lhe.
"Você quer ajuda? Se você quiser, os
espíritos protetores vão te ajudar a
sair desse lugar" (paciente fala em voz
alta).
Eles estão pegando-a pelos braços, estão
levando-a, tirando-a daquele lugar
horrível (pausa). Vejo-a agora numa cama
de hospital no astral, deitada. Ela está
agora limpa, dormindo".
- Pergunto em seguida à paciente o que
foi que aconteceu com ela após sua morte
física naquela existência passada.
"Vejo um senhor de roupa branca, barba e
cabelos grisalhos. Ele vem conversar
comigo". (pausa)
- Escute o que ele lhe diz - peço-lhe.
"Ele fala que em várias existências eu
sofri perdas, abandonos. Por isso, fiz
muitos homens sofrerem, eu os usava e
desprezava-os em seguida. Ele fala
também que após essa existência passada
como prostituta, eu vim como freira para
me purificar. Mas mesmo assim, eu tinha
tentações pelos padres e eles por mim.
Nas encarnações anteriores, eles foram
meus amantes. Diz que nunca tive uma
família bem estruturada moralmente. Numa
das encarnações, eu fui mãe de cinco
filhos, cada um era de um pai diferente.
Eu os largava na rua porque não tínhamos
uma casa. Em várias encarnações não tive
nenhuma estrutura familiar. Tinha uma
vida muito promíscua, com vários homens.
Ele diz que melhorei muito depois que
vim como freira. Nessa vida, enquanto
religiosa, evitei as tentações carnais,
cuidei das crianças que tinha abortado
numa das existências passadas. Ele diz
ainda que fiz sofrer muita gente,
explorando as pessoas. Eu estimulava as
minhas próprias filhas a prostituir-se.
Elas se revoltaram contra mim e vieram
na vida atual como inimigas. São elas as
mulheres que hoje me atrapalham nos meus
relacionamentos amorosos. Aqueles filhos
da vida passada que abandonei na rua,
também se revoltaram. Hoje em espírito
eles atrapalham, se colocando na minha
frente, me bloqueando para que nenhum
homem me veja. Mas o meu mentor
espiritual me diz que como eu freqüento
a Federação Espírita e estou passando
pelo tratamento de desobsessão, eles
estão tomando o rumo deles e vão parar
de me perseguir".
- Pergunte ao seu mentor espiritual se a
sua vinda em meu consultório teve a
ajuda dele? - peço-lhe.
"Teve e foi a minha mãe que anotou num
papel o telefone do consultório ao ler
um artigo seu numa revista (Revista
Esotérica). Na época, eu não tinha
condições financeiras de fazer a T.V.P.
porque não trabalhava. Mas, sabia
intuitivamente que a minha cura se daria
pela terapia regressiva. Só freqüentando
a Federação Espírita, sentia que não
iria resolver".
- Pergunte-lhe se ele tem mais alguma
coisa a dizer para você - peço-lhe.
"Diz que vou conseguir gostar de um
homem e ser feliz. Diz ainda para eu ser
forte, corajosa e que vai dar tudo
certo".
Após passar por mais oito sessões de
regressão, a paciente estava se sentindo
mais segura, autoconfiante. Sua
auto-estima tinha melhorado muito. Seus
familiares e colegas de trabalho notaram
nela um semblante mais sereno, alegre. E
o mais importante: estava namorando um
rapaz e ambos sentiam mutuamente um
carinho muito grande, apesar de terem se
conhecido fazia pouco tempo.
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