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TVP: uma abordagem
profunda para a cura da alma...
Osvaldo Shimoda
Antes de conhecer a TVP (Terapia de Vida
Passada), exercia a psicologia nos
moldes tradicionais e me sentia bastante
frustrado e infeliz por não proporcionar
resultados satisfatórios aos os meus
pacientes. Cheguei até a questionar a
minha competência profissional no que se
refere à condução do processo
psicoterápico, apesar de todos os meus
esforços e dedicação nos cursos de
especialização e grupos de estudos em
psicanálise e análise transacional,
teoria e método psicoterápico criado
pelo psiquiatra Canadense, Dr. Eric
Berne.
Em outras palavras, eu não me encontrava
profissionalmente, apesar dos anos de
estudo e prática clínica. No entanto, ao
entrar em contato com a TVP - teoria e
método psicoterápico criado pelo Dr.
Morris Netherton, Ph.D em psicologia - a
minha vida pessoal e profissional deu
uma guinada em termos de realização,
pois os resultados apresentados pelos
pacientes ao passarem por essa terapia
regressiva foram - e são - bastante
satisfatórios.
Neste sentido, costumo dizer que os meus
grandes mestres foram os meus pacientes,
visto que, ao se beneficiarem com a TVP,
também me ensinaram muito e me fizeram
compreender, através de seus problemas,
a dimensão maior da Vida.
O psicoterapeuta, se tiver humildade,
vai perceber que ele conhece a Vida
através de um "buraco de fechadura".
Desta forma, seria muita pretensão,
portanto, ele querer saber da dimensão
do problema do paciente em sua
totalidade, usando apenas dos recursos
de suas faculdades mentais e seus
conhecimentos teóricos e práticos. O
terapeuta deve se colocar apenas como um
facilitador do processo de cura dos
pacientes. É preciso resgatar o conceito
inicial existente na Grécia Antiga em
que o profissional de saúde era
denominado terapeuta, o que significa
"aquele que encaminha até Deus".
Neste aspecto, a TVP é um trabalho de
equipe que envolve três partes:
terapeuta; paciente e forças
espirituais.
Em muitos casos, a presença das
entidades espirituais evoluídas é
fundamental para o sucesso do
tratamento. Há situações nas quais não
basta só a habilidade do terapeuta ou a
boa vontade do paciente em querer romper
sua resistência - que ocorre a nível
inconsciente - em não trazer recordações
de experiências traumáticas desta ou de
outras vidas, causadores de seu problema
atual. Nestes casos é comum essas
entidades espirituais benevolentes
ajudarem esses pacientes no seu processo
de cura mostrando-lhe a causa verdadeira
de seu problema durante a sessão de
regressão.
A psicologia ocidental, ao procurar as
origens dos problemas humanos ainda não
aceita a idéia de um determinado tipo de
acontecimento ter ocorrido num período
anterior a essa vida e ter deixado um
registro traumático muito forte em seu
psicossoma (corpo espiritual), registro
este que pode permanecer oculto e mais
tarde afetar o comportamento na vida
atual.
Ela ainda vê o ser humano como mente e
corpo e desconsidera, portanto, sua
natureza espiritual.
Desta forma, tanto a psicologia como a
psiquiatria oficial consideram que a
vida de uma pessoa se inicia com o seu
nascimento e termina com sua morte. É
evidente que as questões espirituais e
sua influência no problema do ser humano
não são consideradas.
O livro "A Arte da Felicidade - Um
Manual para a Vida", escrito pelo
psiquiatra americano Howard C. Cutler,
em parceria com sua Santidade o
Dalai-Lama, que relata as longas
conversas e ensinamentos passados pelo
mestre tibetano, ilustra claramente
esses padrões limitadores da visão
cartesiana e mecanicista de homem
impostos pela Psicologia e Psiquiatria
tradicionais. Num desses encontros com o
Dalai-Lama, o psiquiatra lhe descreveu o
caso de uma paciente que persistia em
manter um comportamento autodestrutivo
apesar de saber que isso lhe fazia mal.
Então, perguntou-lhe se ele teria uma
explicação para esse comportamento e que
orientação lhe daria para ajudar essa
paciente. Depois de uma longa pausa para
reflexão, o mestre tibetano simplesmente
lhe disse que não sabia. Ao perceber a
reação de espanto do psiquiatra,
Dalai-Lama explicou-lhe que do ponto de
vista do budismo, são muitos os fatores
que contribuem para um dado
comportamento e que a abordagem
ocidental difere sob muitos aspectos do
enfoque budista, achando que tudo pode
ser explicado dentro da estrutura de uma
única vida.
Caso Clínico:
Por que as minhas filhas nasceram com
deficiência mental?
Mulher de 30 anos, casada.
Veio ao meu consultório querendo
entender por que suas duas filhas tinham
nascido com problemas mentais. Desde sua
infância não podia ver crianças com
deficiência, principalmente se fossem
deficientes mentais. Tinha medo, pavor
de vê-las não sabendo o porquê disso.
Para a sua surpresa, suas duas filhas
nasceram com problemas mentais - ambas
nasceram com lesão cerebral. Desta
forma, a primeira filha foi
diagnosticada como criança limítrofe
pelos especialistas e a segunda com
problemas de atraso mental.
Após o diagnóstico, a paciente amargou
uma profunda depressão, se recusando a
aceitar o diagnóstico médico. Entrou em
desequilíbrio, não conseguia dormir, nem
se alimentar. Posteriormente, sentiu-se
descriminada por ter duas filhas com
problemas mentais.
Como sabia que ninguém podia ajudá-la,
resolveu arregaçar as mangas. Começou a
estudar, pesquisar a respeito dos
problemas das filhas, bem como os tipos
de tratamentos convencionais que
existiam. Resolveu procurar também os
tratamentos não convencionais como:
massagem quiroprática, terapia floral,
acupuntura, homeopatia. Buscou tratar
das filhas no físico, emocional e
espiritual - levou-as ao centro espírita
para tratamento espiritual.
Depois de 6 meses de vida, suas filhas
já brincavam com outras crianças, embora
aos 5 anos de idade, ambas tivessem uma
idade mental de uma criança de 2 anos.
Resumindo a história, suas filhas estão
atualmente cursando uma faculdade e a
mais nova casou-se. Apesar dessas
conquistas maravilhosas, ambas
apresentam ainda problemas de ordem
emocional.
No entanto, o que a levou a me procurar,
era entender o porquê de ter passado por
todas essas dificuldades em relação aos
problemas de suas filhas.
No inicio da regressão, pedi à paciente
visualizar uma linda luz e que
conversasse com ela. Ela me descreveu a
luz, como se fosse a do sol, porém,
branca.
- Pergunte à luz porque suas filhas
nasceram com deficiência mental - pedi à
paciente.
"Ela me diz que na vida atual eu vim
para exercitar a afetividade com as
minhas filhas. Nas vidas passadas eu só
esperava receber das pessoas. Portanto,
eu vim para exercitar o dar através
delas. O fato delas precisarem de mim
foi a chave para eu exercitar o dar, o
cuidar. E estou tendo essa oportunidade
e acho que estou conseguindo. Agora, sem
dúvida alguma, é uma prova de fogo.
A luz diz ainda que, sempre em vidas
passadas, esperei receber muito e não
valorizei a capacidade de dar. Quando
esporadicamente dava algo, sempre
esperava receber algo em troca. Mas ela
diz que estou conseguindo, não me
desespero mais, estou mais calma e menos
ansiosa. As etapas mais difíceis eu já
passei. Agora eu tenho que aprimorar. A
etapa mais dura foi a doença das minhas
filhas. Não que elas estejam livres da
doença, mas o que tinha que passar, já
passei".
- Pergunte à luz por que as suas duas
filhas vieram com a mesma doença:
problemas mentais.
"Ela diz que é para eu exercitar a
capacidade de amar, não esperar nada em
troca, respeitar as diferenças, ou seja,
aceitá-las com suas deficiências. A luz
diz que eu não aceitava muito as
diferenças. Eu sentia repugnância, nojo
quando as pessoas eram muito diferentes.
Com as deficiências das minhas filhas,
eu me conscientizei que as pessoas são
iguais, independentemente de suas
limitações. Na verdade, somos seres em
busca de evolução e não só corpos
deformados. Não somos apenas corpos
físicos; antes, eu focalizava apenas o
aspecto físico e não percebia que o ser
humano é muito mais que matéria. A Luz
explica que o que importa é o processo
de cada um. Muitas das limitações das
minhas filhas foram transformadas porque
eu trabalhei no sentido delas vencerem
suas limitações. Ela diz ainda que eu me
culpei por ter sido muito dura com elas.
Mas isso as ajudou a se superarem.
Eu não aceitava que elas precisassem
passar por tudo aquilo. Eu não aceitava
que as minhas filhas fossem tão
diferentes das outras crianças e me
sentia inferiorizada em relação aos
outros pais. Mas elas me ensinaram
muito; fiquei muito forte, me fizeram
transcender as minhas limitações. A
questão do orgulho; tive que aprender a
ser mais humilde, fortalecer a minha fé.
Hoje eu consigo acreditar numa Força
Maior. Quando não consigo resolver algo,
sou capaz de entregar nas mãos de Deus.
Faço minha parte, e o resto eu entrego.
Antes eu achava que tudo dependia de mim
e quando passei a acreditar nessa Força
Maior as coisas foram mudando muito
lentamente, mas foram mudando. Desta
forma, suas deficiências mentais foram
superadas lentamente. Hoje as duas estão
na Faculdade. A Luz diz que agora eu
preciso pensar mais em mim, pois o peso
da responsabilidade em criar as minhas
duas filhas foi aliviado".
Após passar por mais quatro sessões de
regressão, a paciente estava se sentindo
muito bem, grata por ter compreendido
seu propósito de vida.
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